não, obrigada

Há o correio bom e há o outro, que não pedimos, que não queremos e que nos vem à mesma ter às mãos. É um total desperdício de energia e matérias-primas e, mesmo que fosse todo encaminhado para a reciclagem, muito melhor seria não o recebermos de todo. Outra aberração dos nossos dias é o telemarketing, que não pede licença, interrompe e incomoda. Numa rápida pesquisa, googlei uma medida que vai além do célebre autocolante de colar na caixa do correio e que pode poupar um monte de árvores. Até porque muita desta publicidade vem endereçada e contra essa os poderes do dístico são nulos (curiosamente uma das empresas mais gulosas de dados e prolífica em lixo postal é a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor). Fiquei a saber que existe uma coisa chamada Lista Robinson, e que as empresas não podem, por lei, enviar correspondência ou telefonar para as moradas/números de telefone nela incluídos. Ora, em vez de devolver cada carta destas empresas exigindo ao abrigo da lei a eliminação dos meus dados, como tenho feito, vou mandar já amanhã uma carta para a Associação Portuguesa de Marketing Directo, com a ajuda desta minuta e cortar o mal (que não mais árvores) pela raiz. O processo está explicado aqui, numa página do Instituto do Consumidor que também permite pedir por email o autocolante anti-publicidade não endereçada. Depois, fica só a questão das duas palavras da Vírgula.

vale a pena

A poucos dias do referendo e porque votar, pensar antes de comprar e reclamar do que está mal fazem parte do pacote da cidadania responsável, não queria deixar de comemorar por escrito duas pequenas vitórias em dois pequenos assuntos:

1. Anúncios impróprios colados aos desenhos animados da 2: Assim que passou a ser possível contactar o Provedor do Telespectador, fi-lo e tive resposta imediata.

2. Restaurante do Largo do Carmo: recebi hoje carta da ASAE, informando-me que a minha denúncia foi devidamente averiguada, tendo-se agido em conformidade.

argumentos

Estranho seria se todas as pessoas que frequentam este blog estivessem tão decididas como eu a votar SIM no referendo. Algumas manifestaram-se nos comentários, outras não. Creio que poucas delas serão mães, como creio que poucas mães acharão desejável que o Estado puna quem já tem em si a mágoa de não ter podido trazer ao mundo um (ou mais um) filho. Para elas, este post:

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o fabuloso destino da impressora velha

Num um artigo no DN de hoje fiquei a saber que, para além do dever, os cidadãos também têm o direito (pago) de ver os seus pequenos electrodomésticos velhos recolhidos e reciclados. A empresa de gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) que o artigo refere (Amb3E) esclarece aqui que a loja onde comprarmos (por exemplo) uma nova impressora deve receber ou recolher e encaminhar gratuitamente para a reciclagem a nossa impressora velha. E o que fazer à impressora mais velha ainda que está a apanhar pó no cimo da estante e que já ninguém sabe onde foi comprada? O Centro de Atendimento ao Munícipe (de que sou utente satisfeita) esclarece: pode pedir-se aos serviços da câmara que venham buscá-la (gratuitamente) ou entregar directamente na Valorsul.

De link em link, ainda descobri o Clube das Embalagens que responde (entre outras) à dúvida frequente acerca do destino certo para as embalagens Tetra Pak (porque ninguém precisa de uma carteira nova todos os dias).

Mais informação sobre REEE no site do Instituto dos Resíduos.

2: (ainda)

Ainda o mesmo assunto (cf. partes 1, 2 e 3):

Nas últimas semanas a E. raramente tem visto o ZigZag. Às vezes porque àquela hora (a única a que pode ver televisão) está a brincar, outras vezes porque tem dois dvds novos (Charlie and Lola e A Flauta Mágica acabada de sair com o Público) e ainda mais algumas porque está a jogar Katamari (sim, é verdade). No entanto, nos dias em que ligámos a televisão para ver o Bob e o Réui (comigo de comando na mão, já desconfiada), voltámos a apanhar os tais anúncios. Noutros, assistimos a um clip de auto-propaganda em que duas professoras universitárias (Sílvia Saramago e Benedita Monteiro) afirmam confiar absoluta e exlusivamente na programação infantil da 2: (uma das duas diz mesmo que confia ao ZigZag a sua filha de três anos e meio). Ora eu não só não confio (é ver a programação do longuíssimo ZigZag da manhã) como não acredito que estas duas professoras o façam, pelo menos nas condições actuais (o anúncio, se não estou em erro, não é recente). Por outro lado, o provedor continua inacessível, meses depois de noticiada a sua nomeação.

Face à ausência de resposta não automática do canal, o que fazer agora?