⎔⎔⎔

hexagons

Este fantástico patchwork de hexágonos é parte de um saco que vi há dias num antiquário (felizmente não estava à venda, ou poderia ter perdido a cabeça). Pelos tecidos é uma peça do século XIX, mas infelizmente não sei que chegue do assunto para o datar com mais precisão. Foi adquirido como sendo português, o que para mim é uma surpresa por não conhecer peças semelhantes. Este tipo de trabalho é todo feito à mão: primeiro os hexágonos de pano são alinhavados a um molde de papel e depois são cosidos uns aos outros com pontinhos minúsculos, uma técnica a que se dá o nome de english paper piecing (). No mosaico hidráulico, como sempre, aparecem padrões que apetece experimentar.

This beautiful patchwork is part of a 19th century drawstring bag I saw at an antiques shop the other day. I would love to know if it was made in Portugal, like the owner said, as so far I haven’t seen other examples of paper pieced hexagons here. Are the fabrics even portuguese? I wish I knew more about dating them…

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traje à vianesa

traje à vianesa

traje à vianesa

No ano passado deixei aqui este apelo do Museu do Traje de Viana do Castelo. Quando, há umas semanas, fui finalmente visitar o museu encontrei o recém-publicado Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa. Foi a minha leitura de férias, e foi com imenso prazer que encontrei o meu nome na lista de agradecimentos (juntamente, entre muitos outros, com o da Mary). O livro é um estudo alargado e profusamente ilustrado do chamado traje à vianesa. Contextualiza historicamente a formação do traje (António Medeiros), descreve cada um dos seus elementos, a sua construção e matérias-primas (Benjamim Pereira) e organiza cronologicamente o seu uso e representações (João Alpuim Botelho). Por serem temas a que tenho dado particular atenção, soube-me a pouco a página dedicada ao lenço e às meias, sobre os quais muito mais haveria que dizer. Ficam para outras publicações, que espero que o Museu venha a editar.

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a boca do saco

saco

boca do saco

Este saco antigo que a Rita fotografou em Coimbra ficou-me na ideia de tal maneira que acabei por fazer um inspirado nele. Claro que os tecidos contemporâneos, por bonitos que sejam, nunca se comparam aos antigos. Nem nas cores nem nos pormenores do desenho (impossível igualar o detalhe do buril). Ainda assim aproveitei para aprender mais uma coisa a olhar para a minha colecção crescente de sacos portugueses (ou taleigos ou foles ou …): já sei fazer a boca do saco como ela é feita nos sacos antigos, que é mais delicada e funcional do que com o sistema que tinha usado até agora.

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Esta manhã estive a preparar estes rolinhos de retalhos para a Retrosaria. Juntei às sobras outros pedaços e acabei com um monte de quadradinhos, rapidamente transformados em mais um saco (feito a pensar no desta fotografia). Combinar tecidos africanos não é tarefa fácil. Uma das maneiras mais eficazes é usar retalhos muito grandes (como fiz neste quilt) e outra é cortá-los em pedacinhos tão pequenos que desfaçam os padrões e diminuam os contrastes.

Sobre os sacos, estava para publicar aqui as instruções para os fazer, mas descobri entretanto umas muito bem feitas para uns parecidos, de modo que não vale a pena. Estão aqui: Reversible patchwork bag. Tenho um rolinho destes a mais para sortear entre os comentadores deste post. Basta que me contem quando e como vieram parar pela primeira vez à Ervilha Cor de Rosa. Obrigada e boa sorte!

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saco do pão

saco do pão

coser

As desculpas da gerência pela falta de variedade nos temas dos últimos posts, mas com a contagem de narizes entupidos a subir é o que há. Este saco (ainda sem nastro nem borlas) foi feito com dois de cinco blocos prontos há anos. A minha ideia na altura era fazer um quilt inspirado neste mas só com três cores. Não aconteceu, e os blocos ficaram numa gaveta até há poucos dias, quando me ocorreu que dariam uns belos sacos do pão, com ar português, apesar de os tecidos serem quase todos reproduções de padrões americanos dos anos ’20-’30.

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e coser

piecing

piecing

Retalhos de tecidos que gostei tanto de ver juntos que se não fosse a falta de tempo tinha avançado para um quilt. Ficaria óptimo com um padrão muito simples, só com barras de larguras diferentes umas ao lado das outras. São para sacos irmãos deste, mas as cores foram inspiradas no meu preferido. Os tecidos são: Latte, Mendocino, Kaffe Fassett e Marcus Brothers.

Ainda sobre o estojo/mala que fiz ontem (obrigada por todos os comentários), há instruções para fazer uns muito semelhantes no Machine Made Patchworks, que está quase a chegar.

taleigo

taleigo

Em minha casa nunca se chamaram taleigos (palavra que suponho não se usar no norte e que aprendi aqui muito recentemente). Foram sempre só sacos do pão e de muitas outras coisas. Só tinha feito um antes, que continua a uso na mesma função, mas tenho outros que adoro, heranças de família, achados ou bem comprados, cada um com os seus imprescindíveis pompons e borlas, forros de pacotes de farinha aproveitados e minúcias que ainda não sei reproduzir.

Fiz um novo, com uma destas combinações de tecidos da Retrosaria, mesmo para o pão (há não tanto tempo quanto isso toda a gente levava um saco quando ia à padaria).

Mais taleigos e quejandos no Flickr, no blog da Alix, em Glória do Ribatejo e com um bebé dentro.

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