passarinho do quintal

passarinho
passarinho

É assim quando se tem um quintal. Calha-nos de vez em quando o episódio do passarinho que caiu do ninho, que ainda não sabe comer sozinho e não voa lá muito bem. É toda uma experiência filosófica para as crianças da casa, que não pensam em mais nada o resto do dia. – Tem fome? tem saudades da mãe? devíamos tê-lo deixado na boca do gato que o trouxe? e se ficássemos com ele para sempre? devemos salvar o passarinho que não soube não ser apanhado? vamos fazer-lhe um ninho. está certo prendê-lo na gaiola? está certo roubar ao gato o brinquedo novo? vamos dar-lhe um nome. vai morrer? …

ela

E
E

Estava absorvida na leitura, mas ouvi vagamente falar de construir um tamagotchi verdadeiro. Uns minutos depois, posso usar esta caixa? Vou buscar a fita-cola. É assim desde sempre e a culpa não é minha. Acho que só talvez a militância anti A4 e os materiais em sistema de bar aberto tenham alguma coisa a ver. Ou não. Desenha com a tesoura e com a máquina de costura, organiza bailes, constrói, vai pelo papel fora, a galope, sem horário e sem mestre.

E
E

entrançar

A
A
A

Uma pessoa habitua-se a fazê-las de manhã, antes da escola. São menos de dez minutos entre achar a escova e pôr os elásticos. Dez minutos de manhã é bastante tempo, mas o cabelo fica arrumado para o resto do dia e não dá mais trabalho. Não me lembro de ter decidido não o cortar, foi só crescendo e agora é ela que não quer (há-de querer um dia). A verdade é que sempre gostei de personagens com tranças, da Pippi à princesa Leia, das estátuas gregas às pinturas pré-rafaelitas.

sapataria

rua direita, viseu

rua direita, viseu

Em Viseu, na Rua Direita, durante os Jardins Efémeros. Uma sapataria onde um corredor estreito esconde andares repletos de sapatos semi-esquecidos. Sapatos portugueses anteriores à moda dos sapatos portugueses (os Green Boots são a minha última descoberta) que fariam as delícias de muitos hipsters ou uma espécie de parque temático sem certificação da ASAE de onde elas as duas não queriam vir embora.

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

os pompons

pompom

pompom

Este ano a Câmara de Seia tomou a iniciativa de integrar a transumância que fiz em 2011 na recém-nascida Grande Rota da Transumância. Todos os que quiseram puderam acompanhar uma parte do caminho, entre Seia e o Sabugueiro. A A. e a E. também vieram e aguentaram o calor e os quilómetros pelo meio da serra como gente grande. Depois de tanto ouvirem falar de pêras e cabeçadas e depois da estadia em Fernão Joanes, onde as ovelhas em Maio parecem árvores de Natal, quiseram ir a rigor. Passámos a manhã dos preparativos a fazer grandes pompons coloridos, com beiroa de muitas cores e estes engenhos deliciosos. Read more →

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