aiã

baloiços

é como a E. chama a sua melhor amiga. Sempre que regressamos de uma manhã passada com os M&M e a Marta (Marta, depois de ler este post ainda fiquei a gostar mais de ti) passo o resto do dia a ouvi-la: Aiãaaa. Hmm?

quase chitas…

chitas

…da feira de Viana.

Já no Porto, entramos numa loja de lãs e tecidos ao cimo da Rua de Cedofeita. A E. faz a gracinha do tricot (tricota com agulhas virtuais enquanto diz tchique tchique) e o senhor da loja, deliciado, oferece-lhe um par de agulhas verdes e um novelo de lã a condizer (que ela prefere usar como bola de futebol). No fim, faz-me um desconto nos tecidos e ainda me oferece um metro de galão bordado!

banda sonora (2)

Temos outro disco dos Gambozinos, chamado A Casa do Silêncio, que é também um livro e que comemora os 25 anos do grupo. Gosto muito menos deste. As músicas e letras são de vários autores e falta-lhe o fio narrativo que no outro cose as músicas umas às outras e o transforma numa história (a propósito, encontrei este site sobre discografia em língua portuguesa de música para a infância).

Os discos que faltam não são portugueses e só os temos em cópia porque não se encontram à venda por cá:

Vinícius de Moraes e Toquinho: A Arca de Noé (Ariola/Philips, 1980) – São Francisco, interpretada por Ney Matogrosso e Corujinha, por Elis Regina, são as minhas faixas preferidas.

Raymond Scott, Soothing sounds for baby (Epic Records, 1962) – Ela adora mas eu raramente aguento ouvi-lo todo de seguida. Vale a pena ler o que diz aqui.

…e finalmente:

Vários autores, Ó Bó, uma colectânea pirata caseira que ofereci à minha mãe há mais ou menos um ano para a E. ouvir em casa da avó.

banda sonora (1)

Há vários meses que ela pede para ouvir música (dança, aponta para a aparelhagem e faz hmm hmms muito insistentes). A maior parte das vezes ouve connosco os nossos discos (e o F. garante que a música preferida dela continua a ser o Eleanor Rigby), mas aos poucos está a habituar-se a ouvir (e prevejo para breve a fase de exigir a repetição ad nauseam dos mesmos cd) os da chamada música infantil que temos escolhido. Para já, a discografia dela resume-se a:

Jorge Constante Pereira (música e arranjos) e Sérgio Godinho (letras): Sérgio Godinho canta com os Amigos do Gaspar (Universal, 1988) – Espécie de banda sonora da magnífica série de televisão Os Amigos do Gaspar de João Paulo seara Cardoso, série essa que, a par com as outras do mesmo autor (A Árvore dos Patafúrdios e No Tempo dos Afonsinhos) e a julgar pelo número de posts nostálgicos em inúmeros weblogs, devia sem dúvida ser editada em dvd ou pelo menos reposta para alegria da mais recente geração de pais e mães. Quando quis comprar o disco foi em vão que o procurei na secção que julgava adequada da fnac. Longe dos Batatoons e semelhantes aberrações, os amigos do Gaspar só se encontram junto dos outros discos do Sérgio Godinho.

Suzana Ralha (música), Manuel António Pina (letras), Bando dos Gambozinos (interpretação): O Beco dos Gambozinos (Discantus, 1987 e Fortes & Rangel, 2004) – Não sabemos onde anda o vinil, mas a reedição em cd (que comprei felicíssima na Ler Devagar) ganhou instantaneamente o prémio de capa e design mais feio do milénio. O conteúdo é lindo. Não se percebe.

(continua)

work at home mom

elefante

É uma das maiores vantagens de ser uma mãe* que trabalha em casa (e uma das razões que mais pesam contra a ideia de a pôr no infantário): poder andar na rua com ela a meio da manhã e acontecerem coisas como dar de caras com um simpático elefante.

* obrigada pelo link, Marta

o om dela

Descobriu o seu próprio mantra. Di-lo vezes sem conta, concentrada nalgum exercício meticuloso ou absorta na cadeirinha de passeio, às vezes num sussurro e outras em ondas de graves e agudos: mamã papá mamã papá mamã papá mamã papá mamã papá

15 meses e meio

puf

Chama e pede e está sempre a tomar decisões (quero ir lá para dentro, quero aquele objecto, quero que venhas comigo à varanda, quero o terceiro bago de arroz a contar da esquerda e décimo a contar de cima e não vou comer mais nenhum até me dares aquele). Às vezes desaparece da minha vista para a sala durante uns segundos e regressa a fazer que não com o dedo. Eu pulo da cadeira para perceber qual foi o disparate. Chora muito sentida quando está decidida a ter ou fazer uma coisa proibida mas distrai-se facilmente logo a seguir (ainda não devem ser estes os tantrums próprios da idade). Faz caretas e tenta parecer muito aborrecida quando não lhe fazemos a vontade. Reconhece cada vez mais coisas em revistas: bebés, carros, comida, etc.

[No que toca às ditas revistas, a Xis vai sempre directamente para ela porque só tem Getty Images inofensivas e alguma publicidade mais ou menos selecta. Dos artigos, nem os do Daniel Sampaio passam do banal ou pior que isso (antes também ia comprando a Pais&Filhos mas depois de um artigo pretensamente sério sobre as crianças indigo jurei que nunca mais. Só tenho pena porque gostava dos textos do Gonçalo M. Tavares…).]

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