de volta

quer

Ainda não se nota muito, mas estou de volta. Tenho emails por responder e encomendas por terminar. Alguns tecidos novos que trouxe para os slings já estão aqui e a um deles, bom para bebés de Inverno, chamei Nazaré.

Procuro: tema para um possível texto (máximo 3200 caracteres) a publicar num jornal diário (o convite chegou-me ontem). Para o blog nunca me faltam ideias mas assim parece que sinto mais o peso da responsabilidade…

PS: troquei a fotografia deste post por outra mais bonita.

pode

ipod

Tive um iPod de presente. Já lá tem dentro quase todos os meus CDs e contactos. E fotografias. Nunca tenho fotografias das minhas filhas dentro da carteira (provavelmente porque tenho os originais quase quase sempre por perto e porque raramente uso carteira), mas agora posso trazê-las assim.

Fiquei a olhar para os auscultadores, a que provavelmente não darei uso (que mãe pode andar de auscultadores?) e a lembrar-me de quando era preciso escolher cassetes para levar para férias e, mais tarde, acertar nos minidiscs certos para banda sonora da Monarquia Lusitana.

Agora preciso de lhe fazer um cozy. Assim ou assim ou de outro feitio que me ocorra entretanto.

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agora em vermelho

sapatos_vermelhos

Dois posts seguidos sobre roupa e o terceiro post vermelho da semana, o que é no mínimo invulgar.

A E. tem uns sapatos novos da Lisbonense, porque os primeiros deixaram de servir (depois de nos servirem com distinção). Só podiam ser mais bonitos se fossem salpicados de bolinhas brancas. Para mim, uns Crocs Beach azul-celeste, como têm a Ana, a Jane e mais meio mundo. E agora que vi os Prima, vamos lá a ver se lhes resisto.

Nada a ver:

Mind this Gap: um projecto da Maria Neiva que acho muito interessante. Tenho estado a divulgar pelos meus amigos GAP (Graduados que Abandonaram Portugal) e a seguir com atenção todos os contributos.

cores, links

faber castell clip pens

Estes marcadores devem ser a melhor prenda que a E. recebeu em muito tempo. Deles nascem diariamente dezenas de desenhos (que já consumiram resmas de fotocópias dos meus tempos da faculdade), servem para fazer construções elaboradas e a mim apanham-me desprevenida com lindas paletas de cores – tão lindas como as do kuler -, que vou fotografando para projectos futuros.

Alguns de muitos links:

O fim da Agenda LX tal como a conhecemos. É verdade que é uma produção de luxo, e é discutível por exemplo a pertinência de incluir crítica de discos e livros, mas deu-me a conhecer muitos cantos da cidade e espero sinceramente que as mudanças previstas não lhe tirem o que tem de melhor.

O concurso Aqui há Selo dos CTT (obrigada a todos os que votaram no tema que propus) parece muito mal organizado. Não há qualquer avaliação prévia das propostas submetidas antes da sua publicação no site, por muito absurdas que sejam, e por isso é muito difícil encontrar alguma com o mínimo de qualidade. Gostava de participar, mas ainda mais de ver a votos propostas do João, da Carla, do Feitor, da Sara

Google image labeler: uma brincadeira viciante.

PS: A Carla Pott aceitou o meu desafio e submeteu um dos seus lindos cavalinhos a concurso.

portugal, um retrato social

soajo

Soajo, 1980. Fotografia de Alexandre Pomar.

Desde os primeiros anúncios, que pediam depoimentos e histórias de vida, que aguardava a estreia desta série da autoria de António Barreto. Perdi o primeiro episódio mas, depois de ontem ter visto o segundo, espero ter as meninas a dormir a horas de não perder mais nenhum. Conhecia de outro documentário as declarações chocantes do autarca algarvio dos anos 70, a propósito da urbanização selvagem do sul do país, mas as imagens do Portugal a preto e branco põem-me sempre a pensar. A preto e branco não há gordos. Reparei nisso há anos, julgo que nos excertos que vi das recolhas de Michel Giacometti, e nunca mais consegui deixar de ver (em todas as imagens do programa de ontem, uma única mulher não era magra) essa fome quase omnipresente até há tão pouco tempo. Desse país, o dos meus pais e avós, o que conhecerão as minhas filhas? Das visitas de estudo que fiz durante a primária, as que melhor recordo foram a fábricas: uma de conservas (acabou com a turma a deliciar-se à mão com uma lata gigante de cavala), outra de açúcar e ainda a de bolachas e chocolates da Aliança. Eram todas em Lisboa, dentro da cidade. Nenhuma sobrevive. Restará talvez para elas desse Portugal, o rural e o das fábricas, o que foi guardado e/ou reinventado pelos ranchos folclóricos (sem eles não seria certamente possível comprar hoje – e pela internet – um fato completo de lavradeira do Minho), por alguma museologia e pelos nichos de mercado.

Nota: na fotografia, tirada se não me engano num princípio de Primavera em que a água das poças ainda gelava, mais uma achega para a história do mundo antes das fraldas descartáveis, sobre a qual comecei a interrogar-me nesta altura: o menino, provavelmente com dois anos, tem sapatos e meias até aos joelhos (vêem-se noutra fotografia da mesma série) mas, da cintura para baixo, mais nada.

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