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retrosaria

retrosaria

Há dois anos que estamos na Rua do Loreto. Dois anos a trabalhar a sério, a ensinar e a receber os amigos. Esta semana a loja está mais recheada que nunca, com lãs, tecidos e livros a chegar uns atrás dos outros. Para comemorar, um vale que pode ser usado no site da Retrosaria até este Domingo, válido em todas as encomendas de valor superior a €50.00: basta escrever D4F016UDXWJO no carrinho de compras.

cores

trabalhar

trabalhar

Um projecto em curso. Cores colhidas, escolhidas, que em breve ganharão vida. Continuar a ler…

imagens de portugal

amadeu ferrari

amadeu ferrari

Um salto à Cinemateca, ontem, para uma sessão do ciclo Abrir os Cofres: Imagens de Portugal. A propósito, uma das minhas paixões recentes: as fotografias de Amadeu Ferrari na colecção do Arquivo Fotográfico da CML. As imagens a cores do tempo que vemos quase sempre a preto e branco nunca deixam de surpreender, mas estes sorrisos abertos, os dedos enfaixados da ceifeira, o alfinete de peito, os punhos a proteger as pele e a blusa, o aprumo imbatível das alentejanas nos seus riscados azuis, de meias e botas altas como as que eu hei-de ter um dia (quando conseguir gastar as outras)… Continuar a ler…

fazer meia

fazer meia

Mais um workshop de meias dado por mim e pela Zélia. Começámos no Sábado passado e terminámos ontem à tarde, com uma meia feita e outra começada por cada aluna (Ana, perdeste a fantástica compota de abóbora da Patrícia). As da fotografia ficaram prontas antes de o sol se pôr, as outras pela tarde fora, e todas foram feitas com fios Trekking XXL e Hand Art. Eu estreei-me a fazer malha à inglesa em micro agulhas circulares e achei a técnica bem mais prática do que pensava… Em Janeiro há mais.

expresso

expresso

“As técnicas da avó estão na moda”. Expresso, Revista Única. 12 de Novembro de 2012.

o chocalho

o chocalho

Foi em boa parte graças a este homem que no Verão tive, com a Diane, uma das experiências mais marcantes da minha vida. Se fosse antropóloga teria de lhe chamar informante, assim digo com orgulho que é um amigo. Quis oferecer-lhe uma prenda que lembrasse este Verão. Foi feita de encomenda pelos Chocalhos Pardalinho, que um chocalho para oferecer a um pastor da Serra da Estrela não é igual ao que se daria a um pastor de outro lado: são diferentes os tamanhos consoante os animais e alturas do ano, são diferentes os feitios, é diferente a coleira com os seus atilhos de couro em vez de fivela. Todos nos emocionámos no momento da oferta.
É uma prenda importante, disse o António, com os olhos mansos que traz sempre a espelhar o céu.

pastora

a capuchinha

a capuchinha

Já é tarde, temos de ir para Lisboa. Está quase a anoitecer.
Ah! Viste aquela senhora? Estava a fazer meia? Páras o carro? Vou a correr, não demoro.

D. Cassilda, de capucha encaixada no ombro como a Daniela também já viu usar lá em cima, ia a fazer renda enquanto o pequeno rebanho pastava. Também faz meias, que a lã das suas ovelhas é boa, mas não calhou neste dia. Talvez da próxima…

as mantas da d. guiomina

manta

manta

Em Castro Daire há cada vez menos ovelhas. Quase não se vêem rebanhos e a lã dos que há consta que em boa parte é queimada. Muita é sedeúda, a maneira local de dizer que tem as fibras muito compridas e pouco macias, mas também há algumas ovelhas marinhotas (de meirinha, o nome dado em Portugal desde o século XV à lã de melhor qualidade proveniente das ovelhas merino), de lã mais frisada e macia. Algumas delas pertencem à D. Guiomina. Como não queria desperdiçar a lã lembrou-se de a fiar mais grossa e pouco torcida, de a ugar (juntar dois fios num novelo) e de fazer com este fio fofo grandes mantas de malha. Leva a malha para o monte, com as ovelhas, e as mantas vão crescendo… Continuar a ler…

fiar sem roca

d. deolinda

d. deolinda

d. deolinda

No Mezio, na Serra de Montemuro, fia-se a lã sem roca. Usa-se um pequeno cesto no braço esquerdo para guardar a lã e um fuso de urgueira (fuso de tipo 2 segundo as normas oficiais para estas coisas). A grande diferença deste processo está nos gestos com que se prepara a lã antes do momento da torção: sem nunca largr o fuso da mão direita, usam-se ambas as mãos para criar uma longa mecha, que é depois rapidamente torcida e enrolada no fuso. Os gestos hábeis da D. Deolinda mereciam um vídeo melhor, mas fica o registo (vale a pena ouvir com atenção a conversa): Continuar a ler…

museu municipal de castro daire

museu municipal de castro daire

museu municipal de castro daire

O pequeno museu municipal de Castro Daire, onde das outras vezes não tinha conseguido ir. Por pequenos que sejam, os museus locais valem sempre uma visita. Continuar a ler…