aldeia da serra, redondo

aldeia da serra

aldeia da serra

aldeia da serra

Há três anos fui à Aldeia da Serra conhecer as mulheres que mantêm vivas as meias da Serra de Ossa. Foi um daqueles dias que não se esquecem, e um dos mais decisivos para levar avante a ideia de escrever um livro. Hoje, a convite da Câmara de Redondo, vou reencontrá-las e mostrar o que fiz entretanto.

Three years ago I went to Aldeia da Serra, a small village in Alentejo, looking for the few women who still keep a very special tradition alive: they are the makers of the meias da Serra de Ossa, the beautiful bright stockings once worn by the local girls. From that day on I was sure that I had a book to write.

aldeia da serra

ovibeja 2013

Merino preto na ovibeja

Campaniça na ovibeja
Carneiro merino preto e ovelhas campaniças, duas raças autóctones alentejanas.

O fim-de-semana foi passado entre a Ovibeja e o Encontro de Violas de Arame em Castro Verde. No Sábado estive todo o dia na feira, com a Ancorme como anfitriã, a mostrar com a ajuda da E. como se vai dos velos de lã às agulhas de fazer malha. Pelo olhar de quem parava para ver ou conversar era fácil perceber quem conhecia aqueles gestos desde pequeno. Conheci antigos cardadores, uma fiandeira algarvia, a filha de uma tecedeira e várias alentejanas que se lembravam dos longos serões a cramear a lã para encher colchões. As cardas passaram pela mão de um monte de crianças curiosas e persistentes, que foram fazendo pastas de todos os tons de castanho que conseguiram tirar da mistura de lã preta e lã branca do suave merino alentejano. A E. ajudou-me a cardar e explicou com o à-vontade de quem sabe todos os passos da preparação da lã aos visitantes mais pequenos. Enquanto isso, a A. percorria incansavelmente o pavilhão para fazer festinhas e fotografar cada uma das ovelhas. Com tantos visitantes, foi-me impossível parar para tirar fotografias ou passear, mas espero que a experiência tenha sido positiva também para quem passou por nós ou parou para ver os vídeos da lã em tempo real.

vila verde de ficalho

hino da restauração

soleira

Com uma semana de atraso, porque entretanto já estivemos no Douro Litoral, algumas imagens das comemorações do 1º de Dezembro em Vila Verde de Ficalho. O dia começou cedo e gelado, com o pequeno almoço de fatias fritas na Sociedade Recreativa 1º de Dezembro, de onde os homens saem às 8 horas munidos de bandolins, banjos, violas, bombo e caixa para passarem toda a manhã a percorrer as ruas (todas as ruas) da vila ao som do hino da Restauração (composto em meados do século XIX). Ali está-se mesmo ao pé da fronteira, tão perto que muitos trabalham e casam do lado de lá, tão perto que, entre modas e cantigas, ao fim da manhã todos cantavam la virgen se esta peinando. Manhã fora anda-se e toca-se, primeiro para poucas caras ensonadas à janela, depois para cada vez mais pessoas. Pára-se para comer e beber, saúda-se em formatura o posto da guarda, a junta de freguesia, o centro de dia. No ano que vem o dia da Restauração não é feriado. Como será?

padaria aberta

#mosaicohidráulico

Ainda não lhes tirei fotografias à altura, mas as minhas botas de ceifeira encomendadas ao Mestre Rosa ficaram prontas no fim do Verão. Vêm pela perna acima e demoram mais a calçar e a descalçar do que quaisquer outras que me lembre de ter tido nas últimas décadas. Rijas nos primeiros dias, fizeram-se-me aos pés entretanto. Já andaram muitos quilómetros e foram passear a Évora esta semana. Foi lá que vi o mosaico da fotografia de baixo. O de cima é de uma linda padaria ao fundo da Rua de Campolide e é um dos mais bonitos de Lisboa.

A Ervilha Cor de Rosa no Portugal Inspira-nos e no Pinterest.

alforges do baixo alentejo

alforge

alforge

Há cinco anos não sabia grande coisa sobre alforges mas cheguei a casa com um. Entretanto tornaram-se uma das minhas peças têxteis preferidas e já são muitos os que moram comigo. Ontem tivemos o privilégio de ver e fotografar uma colecção informal de alforges antigos do Baixo Alentejo, reunidos pela mão do Pedro Mestre em Sete, terra que há poucas décadas era ainda de cardadores e tecedeiras. Os alforges foram levados da Península Ibérica para a América, onde sobrevivem com o nome espanhol (e transmontano) de alforjas, decoradas com as cores e os padrões das populações indígenas. Read more →

museu regional de montemor-o-novo

museu regional de montemor

museu regional de montemor

Imagens da sala das profissões do Museu Regional de Montemor-o-Novo. São lindos os muitos taleigos à vista e extraordinário o objecto da segunda imagem, provavelmente obra de um albardeiro mas que não conseguimos saber o que era. A tesoura antiga de tosquia (agora por lá já se tosquia à máquina), de aros protegidos por pedaços de cortiça, é idêntica à que trouxemos da feira de velharias local há duas semanas. Read more →

talêgos

taleiguinho

d. maria cristina

Em Montemor-o-Novo vivem várias fazedoras de taleigos (ou talêgos como lá se diz, sem o i que também é roubado aos bêjos). Uma delas é a D. Maria Cristina, em casa de quem estivemos a gravar a sua história (o vídeo fica para depois), a ver meias centenárias e lenços de namorados alentejanos (engana-se quem acha que são coisa só minhota).

A melhor colecção de imagens de taleigos antigos disponível online é certamente a do grupo do Flickr, alimentada por várias pessoas que reparam neles nos museus, nos ranchos e em casa das avós.

A pedido de várias famílias, o workshop de aprender a fazer taleigos regressa também à Retrosaria já no dia 23 de Junho.

mestre rosa

mestre rosa

Um pulo ao Alentejo antes de seguir para Trás-os-Montes para irmos à Ovibeja filmar e estabelecer novos contactos (matéria para outro post). Não podia desperdiçar a oportunidade de ir a Santa Clara de Louredo, mesmo ali ao lado, encomendar umas botas de ceifeira ao Mestre Rosa. Soubera da sua existência por ter elogiado os sapatos da Ilda, com as suas franjas e cordões amarelos, no dia em que o coro das Rosinhas veio cantar ao nosso quintal. Logo nos foi feito o convite para uma visita e se trocaram contactos. O Mestre Rosa, como o Mestre Simão que a Diane conheceu, é um dos sapateiros sobreviventes no Baixo Alentejo. Trabalha ainda por encomenda na sua minúscula oficina e prometeu-me as botas com que sonho há anos.

Galeria portuguesa: uma entrevista recém-publicada.

Café Portugal: um artigo de Sara Pelicano sobre o projecto Lã em Tempo Real. Read more →

rosinhas no quintal

rosinhas de santa clara de louredo

E canta com as rosinhas

Inauguramos a casa nova com amigos e um concerto no quintal. As Rosinhas de Santa Clara do Louredo vieram cantar para nós e depois connosco. As meninas estavam ansiosas por ouvir ao vivo uma das suas cantigas preferidas dos últimos meses e para a E., a quem na escola de música impingiram uma versão tristemente simplificada do que é a cultura musical alentejana, foi uma preciosa oportunidade para alargar horizontes. Read more →

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