remade in portugal

re-made in portugal

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Taça Attitude, de Alda Tomás (Portugal) e porta lápis, Tramando S. A. (Argentina)

Fomos ver a exposição Remade in Portugal, na Estufa fria. Trata-se de um projecto originalmente italiano, com o objectivo de incentivar as empresas ao desenvolvimento de produtos realizados com material reciclado, que apresentem um desenho original e qualidade de produção. Estão expostos os resultados das edições estrangeiras da iniciativa e as peças concebidas pelos vários criadores portugueses convidados. Pode-se mexer, sentar, experimentar e ler nas legendas do que é feita cada uma. Pela composição inesperada, destacam-se as taças de Alda Tomás (ainda por cima muito bonitas), 50% feitas de lamas de uma ETAR mas, em geral, a representação portuguesa não fica em nada atrás das anteriores.

Creio que seria igualmente interessante, numa iniciativa do género, mostrar como (ainda que por razões diferentes – de economia e necessidade, e não de consciência cívica/ecológica) o reaproveitamento e mesmo a reciclagem são práticas de sempre e não uma novidade. Na produção têxtil, que conheço um bocadinho melhor, os exemplos são múltiplos e óbvios: dos tapetes de trapo às mantas de retalhos, passando pelos chinelos de ourelos, bolas para brincar, etc. Isto para não falar nos usos (em desuso?) dos desperdícios da indústria no dia-a-dia: aqueles emaranhados de fios a que nas garagens se limpa(va) as mãos, o baetão cinzento que agora não se encontra. E por falar em baetão, na exposição há uma secção muito interessante dedicada a uma base de dados de eco-design italiana, a matrec. Um dos materiais em exibição chama-se pannotex e é primo direito do nosso baetão de desperdício. Aliás, quase que aposto que daria uns bons quilts…

Ainda a propósito, um link há meses em carteira: Alentejo Bowls de Daniel Michalik.

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real men save the planet

baggu

Para não trazer para casa sacos de plástico, tenho sempre na mala sacos de pano. Normalmente este e este, às vezes outros. Nalgumas lojas ainda acham esquisito, noutras conhecem-me a mania. Como raramente vou ao supermercado e o F. não se revê propriamente nas chitas, comprei-lhe uns Baggu. Não tendo nada de particularmente novo (nem o material nem o feitio), são muito bonitos e bem acabados. O site, conciso e informativo, não lhes fica atrás.

E ainda hei-de experimentar fazer um assim.

PS, em resposta aos comentários: aqui há um texto interessante (Sacos de compras aos milhões – não se consegue fazer link directo) sobre as medidas tomadas em Portugal por alguns supermercados e aqui uma carta com algumas sugestões, a preencher e enviar ao supermercado em que habitualmente se faz compras. Para conhecer melhor a dimensão do problema que os sacos de plástico representam, vale a pena ler o artigo da Wikipedia.

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