Tag Archives: babywearing

shop update

nas costas

Entre cortar e embalar tecidos, percorrer catálogos e mais catálogos para decidir as próximas encomendas (e ir dormir com síndrome de tetris de tanto olhar para os padrões), curar uma amigdalite e dar a (pouca) assistência necessária à E. na preparação da sua máscara, pouco ou nenhum tempo sobra. Esta manhã fotografámos os novos slings com a A., o que já não fazíamos há algum tempo, e eles aí estão.

Se estivesse mais a norte, ia dançar de sling.

porta-bebés (2)

071119_Giotto-di-Bondone.jpg

Giotto di Bondone (c. 1267 – 1337), A fuga para o Egipto. Fresco da Cappella degli Scrovegni.

Tal é a quantidade de imagens com que me tenho regalado desde este post, que vou precisar de vários só para partilhar as minhas preferidas. A algumas cheguei sozinha, outras foram descobertas pela Mary e há poucos recebi um email da Hungria graças ao qual percebi, entre outras coisas, que o Menino mais célebre da arte ocidental foi representado mais vezes num sling do que eu pensava. Deixo para outra vez os bebés em cestos de muitos feitios e continuo a minha pesquisa de bebés portugueses enrolados nos xailes e capuchas das mães, irmãs e avós. Aqui fica uma amostra das técnicas europeias de cerregar os bebés com as mãos livres, algumas delas usadas desde a antiguidade até aos dias de hoje.

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slingando no mundo

baby slings

A desacelerar em direcção às férias, seguiram hoje os últimos slings da temporada. Uns para o outro lado do mundo, outros para bebés ainda na barriga e alguns para mães e pais a quem (como a mim) um só não chega. Em Setembro vou ter prontas as novas etiquetas, com instruções de lavagem de um lado e espaço para escrever o nome e o telefone do outro (lembrei-me que podia ser útil porque um dos meus slings se perdeu dos donos em Viana do Castelo e nunca regressou a casa).

PS: na minha ausência, quem estiver em Lisboa e precisar de um sling pode ir à A Cadeirinha (R. Duarte Pacheco Pereira, 28 E) ou à Quer.

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rectângulo de ouro

Capulana, by Marina Thomé.

(o assunto tecidos africanos está longe de esgotado)

Aquele que é (parece-me) o porta-bebés mais popular do continente africano, e o antepassado dos slings, é simultaneamente uma das peças de roupa mais universais: um rectângulo mais ou menos dourado de tecido, vulgarmente usado como saia em muitas partes do mundo. Aprendi a chamar-lhe capulana, mas tem muitos outros nomes (kitenge, sarong, pareo, etc.).

Como porta-bebés, a capulana pode ser atada a tiracolo (um e outro exemplo de Moçambique). Com um bebé que já se senta bem, esta posição é bastante fácil de conseguir. Mais complexa, mas muito confortável assim que se apanha o jeito, é a forma de atar a capulana com o bebé nas costas (como se vê nas fotos, nesta ou nesta). Esta posição é usada para transportar bebés pequeninos e grandes, e a A. adormeceu da primeira vez que a experimentei. Por cá, a ginástica necessária à prática chocaria certamente os transeuntes (se até o sling ainda suscita tantos comentários), mas para um passeio pela praia é altamente recomendável.

Belecando (vídeos): bebé a tiracolo e bebé nas costas.

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shop update

babete de chita

O calor aperta. Ficam as coisas novas (os aguardados babetes grandes, um sling às riscas e um saco com abelharucos) e as novidades (envelopes em tyvek prateado para presente e vales para oferta de slings).

saco de chitapresentesling riscasvale um babysling

areias brancas

mão de avó

capulana

Vivam os fins de tarde na praia, as capulanas, a areia, as pessoas de quem se gosta…

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na rede

*

Os meus slings preferidos são os de algodão mas, nos dias de maior calor ou enquanto se molha os pés na praia, talvez seja ainda melhor usar um de rede. Por isso estou a experimentar fazer uns novos, com tecidos dos que se usam nas roupas de desporto, todos aos furinhos.

A galeria de bebés slingados vai crescendo, e um deles é a linda Phoebe.

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tecidos do mundo

more textiles piled high. Originally posted by suttonhoo

Pouco antes do seu regresso, combinei com a minha irmã que ela me traria alguns tecidos da Guatemala pois, desde que comecei com os slings, passei a interessar-me ainda mais pelos panos que tradicionalmente se usam para transportar os bebés em várias partes do mundo, e muitíssimo na América Central ( ). Aos africanos é relativamente fácil chegar e adoro usá-los nos slings mas nos americanos nunca tinha pegado. A Ana diz que eram todos tão lindos que a dificuldade estava na escolha, e não me espanta. Vieram de Panajachel, junto ao lago Atitlan, onde foram tecidos à mão, assim. Cada um tem tamanho que chegue para um sling (e que slings magníficos darão) mas quanto mais olho para eles mais perco a coragem de os cortar. Talvez precise só de os namorar mais algum tempo…

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shop update

no sling

#704 #703hípicocavalinhos

Novos slings e bonecos.

Continuo a explorar o This Next. Gostava de ver as listas das pessoas que desejaram as minhas recomendações, mas é uma funcionalidade que o site ainda não tem (já a sugeri). Essas e outras pessoas que tenham aderido podem deixar um comentário com um link para o seu ThisNext by?

then and now

Pais&Filhos

O guia Primeiro Ano editado pela Pais&Filhos que acaba de sair dedica uma secção ao babywearing. Eu continuo rendida à prática e já não sei o que é viver sem os slings. Experimentei há dias tirar (pela segunda vez nos oito meses de vida da A.) o carrinho de casa e nem queria acreditar no trabalho que dá (pega no bebé, pega no carrinho, desce as escadas com o bebé e o carrinho, abre o carrinho com o bebé debaixo do braço, instala o bebé, sai para a rua, desce o passeio por causa do caixote do lixo, sobe o passeio, desce o passeio por causa do carro mal estacionado, sobe o passeio, tenta não perder a filha mais velha pelo caminho, desce o passeio por causa do pilarete anti-estacionamento, sobe o passeio, empanca no buraco do passeio, etc. etc. e ainda ia só a meio da rua)! Bem sei que há bairros com passeios mais largos e pessoas que andam mais de carro e menos a pé mas, mesmo assim, acho que o sling bate aos pontos o carrinho mais high-tech. E não sou só eu: o grupo do Google já tem 84 inscritos e, por aqui e por aqui não páram de aumentar os bebés satisfeitos ( ).