a batalha que eu não travei

barbie

Militei contra o mentecapto do barrete azul, controlei com mão de ferro a ingestão de açúcar nos primeiros três anos, continuo a subtrair os saquinhos de lixo alimentar que se tornaram (triste) lembrança da maioria dos aniversários e sou refractária à piroseira em quase todas as suas manifestações, mas aqui nem cheguei a dar luta. Para escândalo das matriarcas da família (educadas e que me educaram para ser o oposto do que a boneca representa), na Páscoa que passou ofereci uma Barbie à E. Fazem-me impressão os pés demasiado pequenos sempre em meias pontas mas, de resto, estou mais ou menos em paz com a personagem. Parece-me quase ingénua, ao lado da sua maior concorrente e de outras inventadas entretanto. A E. penteia-a longamente e nunca lhe veste as calças de ganga que comprei para que tivesse um aspecto vagamente mais familiar. Prefere o vestido de princesa e brinca uma e outra vez aos bailes e casamentos com um príncipe imaginário (às vezes protagonizado pelo comando da televisão). Faz parte. Não deixou de brincar com a Rosa Clara nem nenhum dos outros. Talvez um dia destes lhe mostre estas.