exd09

amoplay

palácio braamcamp

Só ontem comecei a percorrer as exposições da Experimenta Design deste ano. Estreei-me no CCB e hoje foi dia de ir ao Palácio Braamcamp, que é aqui mesmo ao lado e para onde eu me mudaria já amanhã se pudesse. O arranjinho com a Coca-Cola, que deu para o torto por vários lados (veja-se aqui e aqui), desmotivou-me um bocado, tal como a presença exagerada disfarçada de exposição por parte do patrocinador IKEA. Fui para ver os projectos dos Pedrita (Amoplay e LH2O) e o dos designforfuture, que conheci através de um dos meus novos blogs preferidos: Craftism. Encantei-me com os pisos de mosaico hidráulico, cada um mais lindo que o outro, e também gostei da recepção, construída a partir de móveis antigos. Se não tivesse mais que fazer, passaria boa parte dos próximos dias na esplanada, a gozar o sossego e a vista. Read more →

remade in portugal

re-made in portugal

re-made in portugal

Taça Attitude, de Alda Tomás (Portugal) e porta lápis, Tramando S. A. (Argentina)

Fomos ver a exposição Remade in Portugal, na Estufa fria. Trata-se de um projecto originalmente italiano, com o objectivo de incentivar as empresas ao desenvolvimento de produtos realizados com material reciclado, que apresentem um desenho original e qualidade de produção. Estão expostos os resultados das edições estrangeiras da iniciativa e as peças concebidas pelos vários criadores portugueses convidados. Pode-se mexer, sentar, experimentar e ler nas legendas do que é feita cada uma. Pela composição inesperada, destacam-se as taças de Alda Tomás (ainda por cima muito bonitas), 50% feitas de lamas de uma ETAR mas, em geral, a representação portuguesa não fica em nada atrás das anteriores.

Creio que seria igualmente interessante, numa iniciativa do género, mostrar como (ainda que por razões diferentes – de economia e necessidade, e não de consciência cívica/ecológica) o reaproveitamento e mesmo a reciclagem são práticas de sempre e não uma novidade. Na produção têxtil, que conheço um bocadinho melhor, os exemplos são múltiplos e óbvios: dos tapetes de trapo às mantas de retalhos, passando pelos chinelos de ourelos, bolas para brincar, etc. Isto para não falar nos usos (em desuso?) dos desperdícios da indústria no dia-a-dia: aqueles emaranhados de fios a que nas garagens se limpa(va) as mãos, o baetão cinzento que agora não se encontra. E por falar em baetão, na exposição há uma secção muito interessante dedicada a uma base de dados de eco-design italiana, a matrec. Um dos materiais em exibição chama-se pannotex e é primo direito do nosso baetão de desperdício. Aliás, quase que aposto que daria uns bons quilts…

Ainda a propósito, um link há meses em carteira: Alentejo Bowls de Daniel Michalik.

Read more →