amimono

malha

malha

Um colete com muitas cores e um desenho complexo, daqueles em que poucas voltas se fazem de seguida sem ser preciso andar meia para trás porque se trocou a cor de alguma malha pelo caminho. Faz parte do encanto e do desafio de construir uma peça assim. O modelo é de um dos livros de tricot japoneses recentes a que não resisiti (mais um da grande Mariko Mikuni) e as cores são minhas, daqui, decididas ao fim de uma longa amostra. No Ravelry.

tricotar a cores

tricotar a cores

tricotar a cores

Joana, Marta, Sandra, Maria Adelaide, Paula e Sara. O único requisito era saber fazer liga e todas se desenvencilharam mais do que bem a trabalhar com dois fios ao mesmo tempo e aprenderam a abrir os steeks com a tesoura. Para mim talvez tenha sido o workshop mais divertido de preparar, porque desenhei à mão os seis esquemas e distribuí de outras tantas maneiras diferentes as cores da que usámos. Acho que as fotografias ilustram bem a qualidade dos resultados. Read more →

oxo

OXO

antes e depois

Depois de chegarem as novas Mé-mé (Ravelry) não consegui resistir a começar qualquer coisa com elas e que envolvesse motivos de Fair Isle. Estas lãs chegam da pequena fábrica em que são fiadas com um aspecto bastante tosco mas, depois de um banho e de umas horas ao vento, ficam muito mais macias e com uma textura óptima para trabalhar a duas cores (na fotografia de baixo dá vagamente para ver a diferença). As características tão diversas dos tipos de lã puseram-me a ler sobre raças de ovelhas (qualquer coisa pode ser um assunto fascinante, desde que se esteja para aí virado) e sobre a história da indústria dos lanifícios em Portugal. No site da SPOC fiquei a saber que só por cá há quinze raças diferentes de ovelhas, das quais se poderia tirar pelo menos outros tantos tipos de lã, estivesse a produção orientada para isso…

singing in the rain

singing in the rain

singing in the rain

Elegeram-no o filme da temporada e vimo-lo três vezes nos últimos dias. Era um dos meus preferidos em miúda e foi o primeiro que vi na Cinemateca, com a idade que a E. tem agora. A A. chama ao Don Se’nato à Chuva e quer aprender sapateado e a E. tenta recitar o Moses supposes…. Eu namoro os jerseys e coletes de 1952 à la 1927, sobretudo os de Fair Isle (já seriam feitos à máquina no início dos anos ’50?). O do Gene Kelly tem meias a condizer, mas a nossa televisão é tão antiga e low-fi que não consegui fotografá-las.

hillhead slipover

hillhead slipover

Demorou quase dois meses a fazer mas deu-me imenso gozo (fora as vezes todas em que tive de desfazer várias carreiras por ter trocado a cor de uma malha). Tecnicamente acho que ficou muito bem, sobretudo pensando que foi a minha primeira experiência com tantas cores diferentes (10!) e steeks. É muito confortável (a lã de Shetland é de facto esplêndida), macio e nada pesado. Mas está grande. Era previsível, por o modelo ser para homem, mas optei por não o alterar. Assim parece que foi emprestado por um tio de ombros largos, mas vou usá-lo na mesma. Nos próximos já sei onde e quanto diminuir. O Fair Isle é viciante. Não fosse ter já uma camisola para o verão da E. em mãos (com esta lã completamente diferente) e passava directamente para um casaco. Read more →