a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

Na aldeia de Gralhas (Montalegre), os rebanhos de ovelhas e cabras continuam a ser apascentados de forma comunitária. O trabalho de levar para o monte e vigiar todos os animais, o dia todo, é partilhado entre todos os proprietários, à razão de um dia de trabalho por cada dez cabeças de gado. Chama-se vezeiras a este sistema e já muito se escreveu sobre ele. Estivemos em Gralhas uma manhã, cedo que chegue para ver formar o rebanho, subir ao monte e conversar sobre lã, mesmo se o nosso propósito desse dia era ouvir cantar:

Mulheres de Gralhas: “Rua abaixo, rua acima” (MPAGDP)

Ana Rabuda chama o rebanho (Lã em Tempo Real)

Para ler: As culturas do trabalho no Barroso: A Vezeira, por Daniela Araújo.

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

nós por lá

santa maria

santa maria
Fotografias de Pepe Brix

Na véspera da partida para Santa Maria publiquei aqui uma fotografia antiga da ilha que encontrara há tempos num site de venda de postais antigos (entre pastas no computador e sites vários de bookmarks, também vou juntando no pinterest imagens de gente a fiar em Portugal). Só ao regressar reparei que o nome por baixo da imagem era o mesmo do Pepe que conhecemos por lá e que nos acompanhou num dia de gravações para a MPAGDP. Não é só uma coincidência, são três gerações de uma família muito especial dedicadas à fotografia.

sol baixo

Retidos um dia a mais nas ilhas pela greve na Sata, passámo-lo sob a chuva de São Miguel, entre muitas violas da terra e mais um museu cuja colecção etnográfica está escondida até data incerta (mas vi finalmente ao vivo Os Emigrantes e os seus lindos taleigos). Aterrámos pela meia noite, o grande velo de que vou falar depois chegou são e salvo e às dez da manhã deste dia da Liberdade já estava na Retrosaria e ensinar mates e aumentos. De tarde lavei um monte de lã merino alentejana com um novo método: escaldei-a como deve ser no tacho gigante que uso para a tinturaria e depois enxaguei no programa das lãs da máquina (sucesso!). Ainda fiei e torci uma pequena meada para ver se os meus fusos da Beira Alta se entendiam com a macieza encarrapetada do merino e para me preparar para ir até à Ovibeja no Sábado mostrar um pouco do caminho que vai das ovelhas aos novelos.

vila verde de ficalho

hino da restauração

soleira

Com uma semana de atraso, porque entretanto já estivemos no Douro Litoral, algumas imagens das comemorações do 1º de Dezembro em Vila Verde de Ficalho. O dia começou cedo e gelado, com o pequeno almoço de fatias fritas na Sociedade Recreativa 1º de Dezembro, de onde os homens saem às 8 horas munidos de bandolins, banjos, violas, bombo e caixa para passarem toda a manhã a percorrer as ruas (todas as ruas) da vila ao som do hino da Restauração (composto em meados do século XIX). Ali está-se mesmo ao pé da fronteira, tão perto que muitos trabalham e casam do lado de lá, tão perto que, entre modas e cantigas, ao fim da manhã todos cantavam la virgen se esta peinando. Manhã fora anda-se e toca-se, primeiro para poucas caras ensonadas à janela, depois para cada vez mais pessoas. Pára-se para comer e beber, saúda-se em formatura o posto da guarda, a junta de freguesia, o centro de dia. No ano que vem o dia da Restauração não é feriado. Como será?