dos trapos

manta da natália

manta da natália

Tive o prazer de partilhar com a Diane o momento em que de uma velha arca saiu esta manta estrelada (e deixo-lhe a tarefa de a mostrar melhor um destes dias). Não sabemos quando nem por quem foi feita, mas os tecidos não terão menos de cem anos. Não tem recheio nem é acolchoada, e o método com que foi feita não é nenhum dos que vêm nos livros estrangeiros. Ver uma peça assim reforça a minha ideia de que não faz grande sentido usarmos tantas vezes o vocabulário do quilting norteamericano para falar das nossas mantas de retalhos e que era muito mais interessante, por exemplo, descobrirmos se por cá este motivo de estrelas () tem nome. A Natália, que herdou esta manta (e que aparece a fiar no post anterior), chama-lhes simplesmente mantas de trapo. Foi nela que a sua filha se inspirou para fazer esta outra e a Diane trouxe-a emprestada para nos inspirar também a nós. Read more →

mais

#2

seco molhado

Fiz ontem mais uma sacola com hexágonos, para a A. levar para a escola em vez da mochila. E ainda não me fartei. Alguém perguntou se os papeis ficam ou não no trabalho acabado: não ficam, vão-se tirando à medida que se aplicam os hexágonos. Mas se se estiver a tentar acompanhar alguém nos trabalhos de casa ao mesmo tempo é possível que fiquem mesmo e que seja preciso desfazer um bom bocado para corrigir a distracção. Read more →

primeira vez

almofada

almofada

Era para ter sido um cobertor para as bonecas mas pelo caminho passou a almofada. A parte da costura foi toda feita por mim, claro, mas a composição dos tecidos é trabalho dela. A experiência ocorreu-me ao ler os relatos das senhoras de Gee’s Bend sobre como fizeram os seus primeiros quilts. Achei que seria interessante ver o que faria a E. com os restos dos restos dos meus tecidos (primeiro pensei em dar-lhe o monte dos triângulos mas depois achei que era melhor começar com uma escolha mesmo muito limitada e tecidos mais simples). Expliquei-lhe sucintamente o conceito de bloco e que convinha os blocos serem de tamanho aproximado para se poderem unir facilmente. Não lhe pedi para fazer bonito, só para escolher o que lhe parecesse melhor. Usou o que tinha e só se queixou da falta de vermelhos. Para mim foi estimulante vê-la preencher o espaço com o à-vontade que usa para desenhar e, depois, um desafio unir os blocos sem que se perdesse o movimento dos tamanhos diferentes (quase só usei costuras curvas). No fim, acolchoei à mão de forma muito livre e com pontos ligeiramente maiores do que os que uso habitualmente. Read more →

⎔⎔⎔

hexagons

Este fantástico patchwork de hexágonos é parte de um saco que vi há dias num antiquário (felizmente não estava à venda, ou poderia ter perdido a cabeça). Pelos tecidos é uma peça do século XIX, mas infelizmente não sei que chegue do assunto para o datar com mais precisão. Foi adquirido como sendo português, o que para mim é uma surpresa por não conhecer peças semelhantes. Este tipo de trabalho é todo feito à mão: primeiro os hexágonos de pano são alinhavados a um molde de papel e depois são cosidos uns aos outros com pontinhos minúsculos, uma técnica a que se dá o nome de english paper piecing (). No mosaico hidráulico, como sempre, aparecem padrões que apetece experimentar.

This beautiful patchwork is part of a 19th century drawstring bag I saw at an antiques shop the other day. I would love to know if it was made in Portugal, like the owner said, as so far I haven’t seen other examples of paper pieced hexagons here. Are the fabrics even portuguese? I wish I knew more about dating them…

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quilts in the sun

quilts in the sun

Kaffe Fassett’s Quilts in the Sun é o novo livro de Kaffe Fassett, guru do patchwork e domador das combinações improváveis de cores. Não sendo o livro que eu recomendaria a quem fosse escolher um só do autor, este tem a particularidade de ter sido todo fotografado em Portugal. Encontrar por acaso o Kaffe Fassett de quilt aos ombros numa rua de Lisboa ou do Porto haveria de ter sido memorável, mas só soube que ele por cá tinha andado já o livro estava no prelo. Para já não deve ter audiência que justifique vir a Lisboa dar as suas aulas e palestras, mas quem o viu ao vivo (como a Jane e a Kay) garante que vale a pena. Não duvido.

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l’oeil

olho

l'oeil magazine, 1961

Um quilt americano do século XIX pertencente a um museu inglês numa revista francesa dos anos sessenta. A capa chamou-me pelo canto do olho, esta manhã, no meu outro trabalho. As boas revistas do século passado são uma excepcional fonte de inspiração.

Mais retalhos:

Fine Little Day: triângulos e mais triângulos.

ritacor: a relíquia que veio ter com a Rita.

Entelepentele: um dos dos quilts mais lindos que tenho visto, feito integralmente à mão com roupas da família (parece a versão feliz deste outro).

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