quinta-feira fui à feira

da feira

Durante a gravidez tive dois empregos aos quais chegava de combóio. Levava sempre um livro mas todos os dias passava parte da viagem hipnotizada a olhar para o rio e a pensar quantas pessoas, como eu, criaram um catálogo mental das cores do Tejo e precisaram de inventar palavras para as descrever. Porque o rio nunca está azul ou cinza ou verde. Hoje às 10 e 20 o Tejo estava cinzul escurento.

A feira, essa, estava melhor do que nunca. Tanto eu como a minha companheira de expedição gastámos (aliás investimos) quanto levávamos e nem conseguimos ver tudo. Regressada a casa, a olhar para a qualidade das peças que trouxe (de etiquetas arrancadas e marcas desconhecidas), ganho um bocadinho de esperança na indústria têxtil portuguesa.

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