Só consigo pensar no meu Mestre, que soube inesperadamente no Sábado estar gravemente doente. Fui vê-lo hoje, mal pude, cheia de uma infundada e egoísta esperança de o poder ainda ouvir e de que me visse, de poder ainda transmitir-lhe a gratidão que sinto por todas as vezes que me abriu caminhos, por todos os dias em que me telefonou por me saber em baixo para conversarmos um bocadinho, fosse sobre a última ida à cinemateca ou sobre as crónicas das ordens mendicantes, pela vez em que me convenceu na véspera do congresso de que era mesmo capaz de acabar de escrever aquela comunicação, por toda a generosidade que mostrou sempre com quantos o procuraram.

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