lá em baixo

Escrevi isto há quase dois anos, convencida de que estava a falar de uma questão praticamente resolvida. Passei a manhã de hoje ao telefone a tentar mais uma vez resolver o problema que naturalmente se agrava de dia para dia e já atingiu proporções para nós insuportáveis. A solícita assistente social da SCML ficou logo na altura de mãos atadas: por um lado a delegada de saúde determinou não haver razões suficientes para ser necessária qualquer acção da sua parte (outra coisa não seria de esperar, visto qualquer esforço lhe dar mais trabalho do que esforço nenum) e por outro a filha da dona F. (de quem seria necessário obter uma autorização verbal), jamais vista dentro do prédio, afirmou dar à mãe todo o apoio necessário.


Os meus contactos de hoje foram com uma linha de atendimento ao munícipe da CML e com a Linha Nacional de Emergência Social do MTSS. Com o primeiro telefonema soube que não sendo a D. F. inquilina de uma habitação pertencente à CML esta nada pode fazer. No segundo aconselharam-me a contactar novamente a SCML, única instituição que poderá efectivamente insistir no assunto e eventualmente resolvê-lo. Sendo ateia* praticante e fervorosamente laica, custa-me ter de delegar responsabilidades que atribuo ao Estado numa instituição que se intitula santa. Mas a luta continua e, segunda-feira, quando houver alguém que não o segurança do outro lado da linha, é para lá que ligo logo de manhã.

*ateia apesar de, como a Eva, preferir a forma masculina da palavra.

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