natal

feliz natal

mh

…aqui no Bairro, entre heterodoxos presépios e chãos estrelados. Encerrei as compras de Natal com um álbum para os selos que a E. começou a coleccionar. Aviso quem passar pelo Chiado à procura de prendas especiais que há um (único) exemplar do lindíssimo O pintor e o pássaro no canto da montra da Sá da Costa e umas altamente tentadoras mochilas-capuz em burel na nova Saberes e Fazeres da Vila (Rua Nova do Almada, 103).

convidadas de natal

convidadas de natal

convidadas de natal

Os minutos livres são para ir lá dentro dar dois dedos de conversa com as minhas convidadas. Partilhamos os prazeres e as angústias de quem trabalha com as mãos, a exigência e a perseverança e os pedacinhos de linha sempre agarradas à roupa.

beiroa

beiroa

beiroa

Muitas leituras sobre a história dos lanifícios em Portugal, sobre os processos de fiação e a própria estrutura da lã, passeios, visitas e momentos de pura contemplação. Um enorme caminho a percorrer e uma pequena grande vitória. Chama-se Beiroa e é feita da lã das ovelhas da Serra da Estrela, as mesmas de cujo leite se faz o famoso queijo. Não tem tratamentos químicos nem foi tingida, para se manter o mais próxima possível da origem. O lindo rótulo foi desenhado pelo Pedro Serpa (o bravo participante de um encontro de tricot de há já seis anos). Já não temos muitas meadas em stock, mas espero que cheguem mais em breve.

beiroa

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varinhas de condão

malha

No workshop de iniciação ao tricot de ontem estreámos a minha lã. Se houver uma nesga de sol para a fotografar, já a mostro aqui amanhã.

É muito interessante ensinar um grupo a fazer malha. Normalmente quem em criança aprendeu um bocadinho, por pouco que tenha sido, num instante ganha destreza mesmo que há décadas não pegasse nas agulhas. Quem se estreia em crescido (e sim, desta vez houve um homem entre as mulheres) hesita, titubeia, transpira e suspira. E depois conquista.

retrosaria

♥

:)

A trabalhar.

Listas de Natal. A crescida quer uma caixa de costura só minha e um pé calcador free motion para a máquina de costura e a sonhadora quer ser um gatinho (mas só no Natal porque depois não dá muito jeito) e um bolo de anos.

collégien

collégien

collégien

Numa simpática manobra de charme, a loja online da Collégien resolveu oferecer-me dois pares dos seus célebres sapatos-meia. Já os tinha namorado várias vezes, e não só são tão bonitos ao vivo como parecem online como elas os acham muito confortáveis. Escolhi dois modelos da linha farwest e para mim não sei se vou resistir a estas. Como em casa nunca usamos sapatos habituei-me a coser descalça e agora na Retrosaria passo o tempo a pôr e a tirar as botas para ir de um lado para o outro, o que não dá jeito nenhum. Pai Natal, é o 39, ok?

#meiasdatiabarborita

aprender

Demorou, mas as instruções para fazer as meias da tia Barborita estão finalmente prontas e disponíveis para download no Ravelry. Escrevê-las foi um processo muito mais interessante do que de vezes anteriores porque implicou aprender uma coisa nova. Há anos que admiro os livros de tricot japoneses e as suas instruções em esquema. Mais claras e intuitivas (para mim) do que as receitas por extenso, há muito que se tornaram a minha forma preferida de ler e escrever tricot. Ao decidir publicar a receita destas meias quis fazê-lo à japonesa, mas faltava-me dominar a ferramenta certa para o fazer. Foi o pretexto para aprender.
As instruções também estão disponíveis em texto (em Português e em Inglês). Por isso, quem quiser aprender a tricotar por esquemas japoneses pode ver estas instruções como uma espécie de pedra da roseta e passar das meias da Tia Barborita para livros como este ou este.

meias da tia barborita
meias da tia barborita

As meias que desenhei nasceram desta, pequenina e rota, feita algures no início dos anos 70. Hoje em dia a Tia Barborita pouco pega nas cinco agulhas e entretém-se sobretudo a fazer (como tantas senhoras de norte a sul do país) biquinhos de renda em panos da loiça. Mas in illo tempore fez, no mesmo ponto, as da fotografia de baixo, que julgo serem as meias mais altas que já vi.

No Instagram: #meiasdatiabarborita

tele-tricot


Uma coisa que estava há anos na minha lista: fazer pequenos vídeos de tricot. Vídeos mesmo muito simples e curtos, como os que eu gosto de ver, sem narração nem introduções, só mesmo com o que interessa. A câmara lenta ajuda a que os gestos se percebam mais facilmente e, a julgar pelo feedback no instagram, foi uma boa ideia fazê-los. Os primeiros já estão no YouTube, porque a web 2.0 só se lembra do que aconteceu há uns minutos atrás e às coisas úteis convém ser fácil voltar. Partilho aqui este em particular porque ilustra uma maneira menos comum de tricotar o ponto de meia. A técnica é actualmente a minha preferida porque, com um pouco de prática, faz com que a tensão das carreiras de meia fique quase idêntica à das carreiras de liga.

malhas portuguesas

malhas portuguesas

malhas portuguesas

Nasceu esta tarde em Lisboa às 14.31h, com 546g de peso. Está de boa saúde, tal como a mãe que, por se encontrar ainda um pouco combalida e muito emocionada com o acontecimento, deixa os comentários para depois.

malhas portuguesas - portuguese knitting

malhas portuguesas

portugal porta-bebés

tecto

capucha

Não tenho conseguido ir mesmo todas as semanas à biblioteca como pretendia, mas sempre que vou regresso contente. Um excerto de um dos artigos que li hoje, escrito por José Júlio César em 1922:

Se precisam de agasalhar ou conduzir ao colo uma criança, deitando-a sobre uma das pontas [da capucha] e passada a outra por baixo desta, levam as mães os filhinhos encostados ao coração, podendo levá-los sopesadas da cabeça e ombros, enfardados e estendidos quase como se estivessem no berço. Desta forma devia ter trazido a Virgem Mãe ao colo, envolto em seu manto, verdadeira capuchinha, o Deus Menino.
É tão cómodo e prático este modo de trazer e acalentar crianças que as mães, ou quem assim as leva, ficam com os movimentos livres para fazerem qualquer serviço, e até para conduzir qualquer coisa à cabeça. pois sabem aconchegar e enrolar os filhos de tal modo que podem fazer largos trajectos sem precisarem do auxílio das mãos e braços para os transportarem.

Esta imagem, que publiquei há algum tempo, ilustra bem o texto.

sobre rodas

Ch. Chusseau-Flaviens, Autriche Vienne, ca. 1900-1919.

Uma das consequências indirectas de o nascimento da A. me ter convertido ao babywearing foi ter passado a questionar a necessidade de usar muitos (senão quase todos) os acessórios que as grávidas e recém-mamãs do mundo ocidental pensam serem essenciais à felicidade dos bebés. Sair à rua com um bebé num sling significa deixar em casa o gigantesco porta-bagagens sobre rodas conhecido como carrinho de bebé. Sem porta-bagagens aprende-se a simplificar e chega-se à conclusão de que quase nada chega perfeitamente.

Trainee nannies at a Nursery Training Centre push prams

Trainee nannies at a Nursery Training Centre push prams. 1926 (arq. Corbis).

Ao perceber que os carrinhos são só mais um dos acessórios dispensáveis passei a olhar para eles com outros olhos. Popularizados no tempo da rainha Vitória, fazem na sua origem parte de um tipo de maternidade delegada em amas e criadas, com uma enorme distância entre os olhos da mãe e a pele do filho. O século XX democratizou o acesso aos carrinhos e deu-lhes novos feitios e materiais, mas não encurtou essa distância.

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