de volta

lavradeiras do minho

Regressámos de umas curtas mas excelentes férias para um literal duche frio: estamos sem gás em casa devido a uma fuga na conduta geral do prédio e ao mau serviço da LisboaGás. E se é inacreditável termos de ir para obras pouco tempo depois de a empresa instalar ou certificar as condutas no interior das casas, pior é os vizinhos preferirem voltar às botijas a investir no seu património. Enfim.

brincar

brincar

instrumentos

Por muito satisfeita que esteja com a escola que a E. frequenta e onde a A. entrará em Setembro, ao fim de umas semanas em casa sem aulas (nem outra ocupação que não os passeios possíveis) volto à convicção de que a escola, por boa que seja, tolhe. Libertas de todos os horários, actividades e orientação (connosco a tentar trabalhar por entre a desarrumação galopante), não me lembro de as ver tão entretidas, autónomas e criativas como nos últimos dias.

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☐ ☐ ☐

quilting

Comecei finalmente a acolchoar este quilt. Depois de uns dias escondido enquanto cosia só tecidos antigos pareceu-me colorido demais, mas já fizemos as pazes. Revejo nos tecidos o que a Alice escreveu sobre as cores das casas de Burano (quem se lembra da Sétima Colina da Lisboa ’94 e das suas fachadas igualmente garridas?).

Quiltmaker do International Quilt Study Center & Museum: Brincar aos quilts (aviso que é muito viciante).

sábado

feira da ladra

ainda cabe

Não íamos à Feira da Ladra há anos e acho que estou destreinada porque só fiquei tentada com dois pratos e uma máquina de costura que devia ter fotografado. A única compra foi uma corda de saltar para a E.

A A. vai para a escola em Setembro, a um mês dos três anos. Ainda gosta do sling.

babywearing em portugal

Jean Dieuzade

Comecei o dia a ensinar uma nova mãe a pôr o seu bebé de três semanas no sling. É uma coisa que faço às vezes (com os amigos e amigos dos amigos) e com imenso gosto. Vim para casa com vontade de aqui mostrar mais algumas das imagens de babywearing português que tenho coleccionado. São (acho que) todas da Nazaré, ponto de passagem de inúmeros fotógrafos e pintores estrangeiros ao longo do século XX e no conjunto são uma boa ilustração da vida pré-carrinho de quem fazia a vida com os filhos pequenos à sua beira. Por ordem:

Fotografia de Jean Dieuzade (Nazaré, 1954, pub. em Voyages en Ibérie). É mais uma para a colecção de bebés à cabeça. Se não tivesse já visto já vários outros exemplos (alguns bem mais antigos) e recebido comentários de quem andou assim em pequena pensaria tratar-se de um retrato encenado.

Fotografia de Bill Perlmutter (1958) que mostra bem a técnica do xaile usada (com algumas variantes) por toda a Europa.

Fotografia de Denis Salgado (Nazaré), publicada na revista Panorama (número 2, ano 1, 1941). Esta forma de transportar as crianças pequenas sobre um ombro é descrita no texto como característica dos pescadores da Nazaré.

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fios

pardo e surrobeco

Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola

Não sei se é por o tema ser o meu preferido, mas achei a exposição do IEFP deste ano na FIA – Fios, Formas e Memórias dos Bordados , Rendas e Tecidos – particularmente bem conseguida. A secção das mantas tecidas, por si, já vale o passeio. As alentejanas (da Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola e da Fábrica Alentejana de Lanifícios de Mizette Nielsen) e trasmontanas (de Sendim, feitas em surrobeco recortado e aplicado sobre surrões – sacos antigos de lã e algodão usados para guardar os cereais -), estão expostas lado a lado e formam um conjunto impressionante. Ainda lá volto esta semana.

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