
Há tecidos especiais e tecidos mais especiais do que os outros. É o caso do deste sling, que encontrei num golpe de sorte.

Há tecidos especiais e tecidos mais especiais do que os outros. É o caso do deste sling, que encontrei num golpe de sorte.

A decisão é tão difícil que andava a adiar este post há duas semanas. Passei em revista, uma e outra vez, todas as fotografias do grupo, mais estas e ainda as que me foram chegando por email. Tentei ser o mais objectiva possível e seleccionei finalmente um grupo de finalistas com base em dois critérios: as imagens que melhor respondem ao desafio de mostrar o boneco, sling, etc. no seu novo ambiente e, acima de tudo, as melhores fotografias. Deixei de fora muitas imagens enternecedoras, cómicas e simpáticas, mas espero que os autores não fiquem tristes. Das que se seguem, eu escolherei uma no fim-de-semana e espero que quem por aqui passa me ajude a escolher outra, votando ali em baixo no fim do post.

Espreito quando as portas estão entreabertas, quando os prédios estão em obras, quando passo ao mesmo tempo que o carteiro, quando a entrada acabou de ser lavada e está à mostra. Nunca toco à campainha, mas não é por falta de vontade. Muitas vezes é só ou menos de um metro quadrado, meio escondido pelo contentor do lixo, gasto por cem anos de gente a entrar e a sair. Colecciono-os com os olhos e com a máquina.
PS: O mosaico hidráulico ainda se fabrica. O que há é pouca gente a dar por isso:
Catorze meses e pouco: atravessa um quarto inteiro em pé, gatinha quando tem pressa. Palavras das que vêm no dicionário diz quase meia dúzia, mais talvez o dobro de onomatopeias. Acena compenetrada que sim e que não para nos responder e não se engana, tem a franja quase a chegar aos olhos e sete dentes à vista. Protesta desde que nasceu quando é contrariada. Começou a comer iogurtes mas ainda sou eu o lacticínio preferido. O biberão só serve para a água e mesmo esta sabe sempre melhor do copo da irmã. Começou ao ano a comer a nossa comida e come de quase tudo. Aprendeu com a irmã que há comidas preferidas e outras de fazer birras, consoante os dias. Anda a fazer experiências com a colher (e hoje comeu sozinha o iogurte), mas o prato ainda voa de vez em quando. Quando é preciso assoa-se triunfalmente aos dedos e sorri de alívio. Desenha riscos rápidos e lentos nos papéis que lhe dou, nos que tira do cesto do meu escritório e em qualquer superfície disponível.
São e não são assim tão diferentes.

Está quase a fechar, mas ainda há um fim-de-semana para ver O Tapete Oriental em Portugal no Museu de Arte Antiga. A exposição, comissariada por Jessica Hallett e Teresa Pacheco Pereira, é belíssima e tem sido justamente elogiada. Gostava de partilhar algumas fotografias do interior, porque a montagem valoriza ainda mais o trabalho de pesquisa por detrás do projecto mas, ao contrário do que acontecia há uns meses, agora (felizmente) as salas são bem guardadas pelos vigilantes do museu. A forma como os tapetes estão expostos, junto aos quadros, nalguns casos sobrepostos ou a cobrir estrados semelhantes aos das pinturas, cria como que uma sucessão de pequenas cenografias que nos transportam no tempo e para dentro das imagens.