babywearing, outros olhares

Moira Forjaz

Carlos Pérez Siquier

A propósito do destaque aos meus baby slings dado pelo Jornal de Notícias na edição de hoje, mais algumas imagens que mostram como o babywearing não é uma moda mas uma tradição mundial e milenar. Têm em comum o serem da autoria de fotógrafos profissionais. Por ordem:

Woman with Child, de Moira Forjaz. Ilha de Moçambique, 1982. O bebé está sentado numa capulana atada a tiracolo, fazendo o mesmo efeito de um sling.

La Chanca, de Carlos Pérez Siquier. Espanha, anos 50-70, em que se vê o bebé preso pelo xaile da mãe segundo uma das técnicas usadas um pouco por toda a Europa até muito recentemente e que, apesar de não se perceber pela fotografia, também deixa as mãos livres.


Henri Cartier-Bresson

Sem título, de Henri Cartier-Bresson. México, 1934, com um bebé a dormir amparado por uma écharpe translúcida (obrigada à Alice por me ter dado esta a conhecer).

Ainda sobre slings, não resisto a reproduzir aqui o comentário que a Paula deixou no post anterior:

A propósito do teu comentário sobre a foto da Maria Inês no sling, não podia deixar de te dizer que ele tem sido o meu melhor amigo nestes últimos tempos! A minha filhota ainda é pequenina e quer muita atenção. Quando está rabujenta e parece que nada a satisfaz coloco-a no sling (no meu ou no do pai) e lá fica, caladinha, atenta, até adormecer…

Até a minha avó, que eu pensava que ia ficar em choque e fazer comentários do tipo ‘tadinha da menina, aí tão apertadinha’ ficou deslumbrada e adorou ver a bisneta no sling :)

14 comments » Write a comment

  1. Não vi o artigo:( Estava bom?

    É bom recebermos comentários como este… Pode ser que seja uma moda, mas a verdade é que a maternidade com slings e panos é uma maternidade mais livre. Felizmente já se consegue chegar até a hospitais que acreditam nele:)

  2. a minha avó também conta como trazia os filhos amarrados no xaile, de facto, como ainda a rita dizia há tempos moda são os carrinhos hi-tech que acabam por ser uns montros que só atrapalham.

  3. Parabéns Rosa! A propósito do comentário da Zélia – eu fiz a preparação para o parto no Hospital D. Estefania e lá falaram muito das vantagens do “babywearing” – eu fiquei convencida :)

  4. Parabéns Rosa! Só mais uma adepta do babywearing e acompanho tudo o que com ele está relacionado. Uso o pano (que adquiri num workshop organizado pela Zélia em Loures, onde, se não estou enganada, também estiveste) desde que a Madalena nasceu e ainda hoje me dá imenso jeito (e ela já tem 20 meses). Mais uma vez, muitos Parabéns!

  5. para além do que disse no comentário anterior, penso que o mais importante de tudo é o prazer & a felicidade de ver o seu bébé feliz assim tão pertinho de mim,no sling, tão agarradinho a mim o que lhe permite fácilmente a possibilidade de um carinho; gosto tanto quando o Tomás acaricia o meu rosto com as suas mãozinhas ou me toca no cabelo e sorri ou que o sinto calmo e tranquilo dormindo no meu peito. Estes gestos transformam o meu dia em tanta felicidade & faz-me sentir a mãe mais babada do mundo. O sling, para mim, permite em delicadeza a entrada do bébé no mundo que o rodeia, com menos angústias e menos medos.

    maria

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    Diana

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  7. que tierno lo que cuenta Paula !! sabes, al final a los bebes necesita de muy poco, leche y calor de mamà, y espero que los baby slings puedan regresar tambien acà en Europa, adonde las mamas no queiren usarlos por miedo de perder la libertad, pero en estas fotos se ven mujeres trabajando o paseando, que bueno que las publicaste. un abrazo grande

  8. ADOREI OS BABY SLINGS! Quando os meus filhos eram bebés procurei lá em casa o que a minha mãe usava comigo e com a minha irmã. Acabei por não encontrar e improvisei um. Mais tarde ofereceram-me um daqueles que parecem uma mochila.

    Aproveito para dizer que apesar da longa ausência no meu blog, tenho acompanhado os seus trabalhos.

    Agora estou de volta. Venho visitá-la com mais frequência.

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