brincar

haba

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Este é um dos melhores brinquedos que alguma vez entraram cá em casa. A E. escolheu-o para prenda de anos ao folhear um catálogo da Haba. O que ela queria mesmo era isto, mas o número dois da lista deixou-a mais que satisfeita (veio da Oficina Didáctica, uma das minhas lojas de brinquedos preferidas em Lisboa). Parece uma simples caixa gigante de blocos de madeira, mas tem um objectivo: construir percursos o mais compridos e complexos possível (com desníveis, curvas, saltos e o que mais se queira) que um berlinde percorra até ao fim só com a ajuda da força da gravidade. As possibilidades são infinitas e tem a enorme vantagem de integrar facilmente outros brinquedos, sejam eles de madeira ou não, para altear as pistas e decorar o caminho. Quando forem os anos da A. somos capazes de comprar mais umas peças (há muitas por onde escolher).

Por falar em brincar, vale a pena ver o documentário brasileiro Criança, a alma do negócio que está disponível no YouTube (dividido em cinco partes). Para quem como eu se choca com a publicidade para crianças que há por cá, a realidade relatada neste filme é quase inacreditável. A primeira parte segue aqui em baixo:


22 comments » Write a comment

  1. Infelizmente não é novidade para nós, adultos pais e (outros)educadores. que as crianças constituem um isco muito particular na publicidade e marketing. Uma vez que a última palavra cabe ao adulto, o que me preocupa mesmo são estes, que cedem aos pedidos consumistas dos filhos, porque também estes querem sentir-se socialmente integrados.

  2. Acabei de ver as restantes partes do documentário e estou, naturalmente, chocada. Então o estatuto da criança, tão recente, com menos de um século, está a reajustar-se, a ser reduzido, por causa da publicidade de bens de consumo superfluos. Perigosíssimo.

  3. Concordo plenamente – os melhores brinquedos são os que deixam lugar para a imaginação.

    Obrigada pelo link.

    No fim de semana passado estivemos na casa inacabada no pavilhão do conhecimento – o J. tem 3 anos e adorou o mexer, perceber como se faz, se movem as coisas, se constroi.

  4. Incrivel.

    Nao eh um tema novo para mim, mas cada vez que leio ou vejo qualquer coisa sobre a influencia da publicidade ou televisao, fico com os cabelos arriapiados e vontade de ir a sala mandar fora pela janela o televisor. Obrigado por nos ter sensabilizado mais uma vez.

    A oficina didatica eh genial.

    Como a nossa filha vai ter anos brevemente, ja estamos a ter “discussoes”na familia. Cada um quer comprar nao sei quantos brinquedos. Eh dificil as vezes explicar, que nao eh a quantidade que conta mas a qualidade…. E que o gosto e a sensibilidade vao-se formando desde pequeno, pelo meio dos brinquedos tambem.

  5. o brinquedo é lindo.

    o documentário é impressionante.

    todos sabemos que é verdade, mas é sempre assustador perceber o impacto que realmente a televisão tem na sociedade.

    o nosso bebé de 18 meses nunca vê televisão, e assim será até o conseguirmos dissuadir, mas sabemos que é só uma questão de tempo até as outras crianças o influenciarem.

    é uma luta que os pais actuais têm que travar quotidianamente.

  6. Incrivel.

    Nao eh um tema novo para mim, mas cada vez que leio ou vejo qualquer coisa sobre a influencia da publicidade ou televisao, fico com os cabelos arriapiados e vontade de ir a sala mandar fora pela janela o televisor. Obrigado por nos ter sensabilizado mais uma vez.

    A oficina didatica eh genial.

    Como a nossa filha vai ter anos brevemente, ja estamos a ter “discussoes”na familia. Cada um quer comprar nao sei quantos brinquedos. Eh dificil as vezes explicar, que nao eh a quantidade que conta mas a qualidade…. E que o gosto e a sensibilidade vao-se formando desde pequeno, pelo meio dos brinquedos tambem.

  7. desde que me lembro que essa discussão era actual em minha casa. continua a ser. essa e outras. desde a escolha dos brinquedos às refeições. eu cá acho que antes, como agora, ainda há pais conscientes que ensinam outras escolhas…aqui (espaço virtual) encontro muitos, à minha volta menos do que gostaria…

  8. Grande ideia! Os meus têm uma pista de berlindes mas de plástico – é feia e as peças não encaixam bem, o que dificulta o andamento do berlinde e os deixa profundamente irritados! Já vou marcar esta para o Natal!

  9. A publicidade dirigida é assustadora…

    Há uns anos li um livro sobre a industria do junk food em que dizia que a publicidade dos “restaurantes” de junk food tentava atrair crianças porque uma criança que vem ao “restaurante” de junk food vem com um/dois adultos e porque fideliza os clientes desde criança…

  10. Quando lembro que até os 6-7 anos de idade nao fazia a menor ideia de onde viessem minhas roupas e meus sapatos, sinto-me vinda de outro planeta diretamente aos dias de hoje.

    Aqui em casa, a pequena ve somente playhouse disney e ainda assim, ve pouco porque tem mais o que fazer :)))

    No futuro, espero conseguir repetir as experiencias positivas de meus pais e evitar “passeios” em lugares como centros comerciais e principalmente supermercados. Sao enormes armadilhas prontas para capturar as almas dos pequenos e as contas bancarias dos pais!

  11. Vi o documentário todo (as 5 partes) acho que o que mais me chocou foi não saberem o nome dos frutos e legumes, e quando lhes mostraram a imagem de uma avestruz eles disseram que era um cisne (se não disseram cisne foi um outro animal que nada tinha nada a ver com uma avestruz). A tal menina de 8 anos que queria umas calças que favorecessem as suas formas e meninas de 3 anos que vão sempre com os lábios pintados para a escolinha também é de pôr qualquer um de boca aberta. Enfim… ainda bem que não fui educada assim por mais que tenha sido à 20 anos atrás.

    “de pequenino é que se torce o penino”

  12. Assustador.

    Repassei o link prá amigos e familiares.

    Essa lavagem cerebral consumista, emburrecedora e premeditada realizada pela publicidade é revoltante, ainda mais para crianças.

    Uma das questões q mais me arrepia é a precocidade sensual-sexual q temos aqui no Brasil. São muitas questões envolvidas, tema complexo, mas muitas mães não veêm problema em vestir suas filhas como mini mulheres, q devem estar sempre lindas. São vitrines, e aprendem desde cedo o valor exagerado dado ao físico. Enfim, cada qual com seus valores.

    Abaixo segue o link de um outro vídeo q fala sobre o ciclo de produção de produtos, suas origens, seu processo e suas consequências. Dá muito o q pensar.

    http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&feature=player_embedded

    Bjs

    Alessandra

  13. tambem temos! na creche e na escola tinham uma pista de berlindes assim, como lhes chamam, e numa viagem a austria comprei! um sucesso! Sao bem caras mas vale o investimento!

    a ver se vejo o documentario!

  14. Cá por casa gostamos muito de brinquedos de construir. Legos, blocos, plasticinas, papel. E è muito engraçado, pois os meus queridos fazem questão de fotografar as construções. Volta e meia lá vão eles a correr ao escritório. Estão a tornar-se uns excelentes construtores e fotógrafos.

    Também é muito engraçado dar-lhes cordões. Passam imenso tempo a dar nós. A mais velha já dá laços e volta não volta temos os puxadores e maçanetas com laços. TODOS.

  15. Não tenho filhos (ainda). Tenho contacto com crianças e adolescentes através do meu trabalho. Interessou-me o video e quando dei por mim estava colada ao monitor a ver o programa todo. Está muito bem feito e é de uma qualidade e esclarecimento ímpar. Mas choca. E no fundo era isso que queria dizer… que este programa sobre crianças que não são crianças é bastante assustador. Mais assustador é que oe pais parecem impotentes para quebrar o ciclo, perante uma sociedade (?, será só a indústria publicitária?) que mais do que apoiá-los, se move contra eles.

  16. O documentário entristece-me pelos pais que cedem com tanta facilidade em comprarem brinquedos às crianças. Acabam por serem eles a alimentarem o consumismo e não ajudam nada a travar a manipulação da publicidade. Acho que o brinquedo deve-se comprar quando realmente é oportuno para ajudar no desenvolvimento da criança, fora isso só no Aniversário e no Natal, se não ela não lhes vai dar valor nenhum e brinca com ele dois ou três dias.

    Rosa lembras-te das pinturas que eu comprei à minha filha? Ela esperou tantos meses para receber isso que lhe deu um grande valor e é das coisas com que mais se entretém sozinha desde o aniversário, ainda não perdeu o interesse. Acho que se lhe tivesse dado quando ela me pedia constantemente um estojo de pinturas porque as colegas tinham, o interesse teria-se perdido ao fim de uma semana.

    O brinquedo da foto deve ser muito giro!

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