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parto

Rineke Dijkstra, Julie, Den Haag, Netherlands, February 29 1994, 1994.

Esta fotografia, que é capaz de ferir algumas susceptibilidades, mostra um bebé com uma hora de vida ao colo da mãe. Foi tirada por Rineke Dijkstra, uma fotógrafa holandesa cujo trabalho explora muitas vezes momentos invulgares na vida das pessoas (veja-se também a sua série sobre toureiros portugueses, por exemplo). Apeteceu-me pô-la aqui depois de ler este post da Rita. Apesar de não ser de todo essa a intenção da autora, leio a imagem como um retrato particularmente feliz do que é (ou pode ser) um parto e os primeiros momentos de vida de um bebé: a segurança da mãe, de pé e sorridente uma hora depois de dar à luz, com os instintos à flor da pele e o bebé tão colado a ela quanto possível.

Nos últimos dias o meu quilt tem perdido para a leitura do momento, que recomendo a todas as mães e futuras mães: The Continuum Concept, de Jean Liedloff (obrigada, Marta, pelo empréstimo).

23 comments » Write a comment

  1. eu pessoalmente sempre gostei muito dessa imagem. Á primeira vista deparamo-nos com uma mulher fotografada num periodo frágil, despida de todo o tipo de escudos (roupa, pose, encenação…) mas a força que transmite desarma-nos. é o retrato da força que todas as mulheres ganham depois de ter um filho (seja parto normal ou cesariana, permitam-me…)

  2. A fotografia está naturalmente fabulosa!

    É incrível comoalguns assuntos continuam a mostrar-se tão tabu, tendoem conta que é a forma naturaldas coisas acontecerem, e que acontece com todos!

    É óbvio que não estou a falar só da maternidade!

    Bom fim-de-semana!

  3. Adoro o trabalho da Rineke Dijkstra. É fabuloso!!

    Esta foto é particularmente tocante. Gosto do olhar confiante e feliz da mãe, e da sua postura protectora

  4. não choca absolutamente nada… aliás, acho-a linda!

    e a mim encoraja-me! por já estar de 36s começam agora todos os receios, mas, sem dúvida alguma que, será parto normal a não ser que aconteça algum imprevisto e que nos ponha em perigo!

  5. A foto é muito bonita. Gosto sobretudo do olhar da mãe da forma como segura o bebé com os braços “todos”.

    Fiz uma cesarina porque tinha de ser mas felizmente tive a sorte da equipa que me assitiu ter tenatdo humanizar ao máximo o parto. Segundos antes de retirarem a bebé, afastaram o pano e “encenaram” o nascimento, dizendo-nos: “Vejam, vejam a vossa filha a nascer”! Em seguida, colocaram a bebé no meu pescoço e cara e disseram, enquanto nos “esfregavam” uma na outra: “olha a tua mãe, sente a tua mãe, sente a tua filha! Não sei ao certo quantos minutos durou, sei que pareceu uma eternidade e sei que nunca nem eu nem ela o vamos esquecer.

    No entanto, nas horas que se seguiram não estive tão apta como a mãe da foto e é isso que mais lamento do facto de ter feito uma cesariana! Aliás já o referi no magnífico post da Rita.

    O livro que recomendas deve ser excelente. Andas a pensar no bebé #3? :)

  6. Eu acho a foto linda linda – até torna as “não-muito-bonitas” cuecas descartaveis naturais.

    A vida como é, é muito bonita!

    Tenho um filho que teve que nascer de cesariana – ainda hoje tenho pena de não ter podido estar a pé com ele ao colo uma hora depois

  7. :)

    para quem como eu que conhece mulheres que duas horas depois estavam a fazer a lida da casa…. fantástico! espero que um proximo parto meu seja assim…

    conheces o “our babies, ourselves” da meredith small? se quiseres empresto:D

  8. :)

    Não choca mas é forte por tudo o que significa e simboliza. A forma como segura o filho nos braços é linda e um acto de protecção. O meu filho nasceu de parto normal e eu participei no seu nascimento puxando de dentro de mim e aninhei-o logo a mim (auxiliada pela parteira sempre) e foi mágico. Alias qualquer parto é suposto que seja mágico. Um bem haja para todas as mães.

    Beijinhos :)

  9. Adoro essa fotografia, Rosa!

    É um monumento de poder e sabedoria feminina – uma mãe mamífera em sua plena força.

    É uma honra tê-la a linkar o meu post, obrigada :)

  10. A fotógrafa finlandesa Minna Havukainen tem trabalhado sobre esse tema ao longo de muitos anos. Algumas séries dela podem ser vistas aqui: http://www.etuomi.fi/index.php?ID=5893 (clique nas pequenas imagens em cima).

    Adorei a estoria da Rita e também sou adepta de “Our babies, ourselves”!

  11. Eu admito que a minha vaidade obriga-me a pensar que poderiam existir umas cuecas mais bonitas para usar, mas pronto. A imagem não choca, acho. Só me apetece é voltar (já) a ter de novo um bébé daquele tamanho nos braços.

  12. Another batch of great posts. It’s always so good to drop by here. And I always learn something new, or see something beautiful, or both. Like today. Beijo

  13. Correndo o risco de repetir o que as outras leitoras já disseram, é sem dúvidas uma foto extremamente bela e poderosa!

    Li o livro da Jean Liedloff quando estava grávida da minha primeira filha, há 8 anos atrás, e posso dizer que foi um livro que ajudou e muito a moldar a minha maneira de pensar em relação ao que é essencial. “Andamos” tanto e sabemos tão pouco e desaprendemos tanto…Recomendo vivamente

    Elizabete W.

  14. Rosa,

    Essa foto é mesmo linda, não conhecia esse trabalho.

    Escrevo hoje pra agradecer por meses atrás ter me indicado uma loja pra comprar material no Porto e para que veja o que tenho produzido por aqui! Que tem muito em relação ao seu post de hoje!

    obrigada (sobretudo por tantos links)

  15. O que feriu a minha susceptibilidade foi o Post da Rita. Acho que quando chegar a casa vou ter uma conversa com o meu filho de 7 anos, pois ele também é capaz de estar um bocado confundido. Pois apesar de ter visto a irmã a mamar normalmente, ele nasceu de cesariana e a irmã também (para grande tristeza minha), mas teve mesmo de ser, pois eles eram muito grandes, não passavam e entraram em sofrimento, e não sei realmente se ele sabe que não é assim que os bebés nascem normalmente! Mas se nao sabe vai ficar a saber! A foto é fantástica. Eu também consegui estar assim, mas só passado 12 horas! Não foi mau! lol!

  16. é brutal a foto. e tão familiar e tão natural para quem já foi mãe. é linda, portanto :)

  17. sou mãe há tres meses, que parece uma eternidade e ao mesmo tempo um segundo – mas faz-me sentir a ultima das mães deste mundo, a mais jovem, a acabadinha de acontecer! Esta foto é fantástica, nem que seja porque me faz reviver aquele momento fantásco em que a vida do meu bébe começou a contar no Mundo Exterior.

    Eu tentei parto natural e muita gente se riu (SEM EPIDURAL?! PORQUÊ??…). Nem me perguntei se queria ou não amamentar com leite materno, porque me parecia óbvio. Li muitos livros mas também questionei muitas frases. Afinal tudo foi bem, e um das coisas que aprendi é que ser mãe é o mais natural do mundo e TODAS estamos já aptos para o fazer.

    Chamo aqui à discussão a classe médica que se coloca como intermediário, quando basta serem um suporte, uma ajuda, uma segurança – entre uma mãe e um filho não é necessário ninguém… mas há tantas mulheres que o esquecem, e “têm medo”! Também são muitas vezes estas condutas medicas as responsáveis por cesareanas desnecessárias, ou partos apressados entre epidurais e oxitocina… Talvez isso tenha sido de verdade a unica coisa que tive medo. POdiamos ainda discutir centenas de assuntos que vão surgindo para mim cada dia – “não durmas com o bébe”, “não corras sempre que ele chora, que o habituas mal”, etc etc etc… Há tantas opiniões como cabeças, mas a que acho que cada um deve escutar é o que lhe diz o instinto e a vontade, que seguramente é a mais correcta, é o que te pede o teu bébe, e é a melhor forma de começar esta relação…

    Um abraço a todas a mães e pais!

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