visita de estudo

visita de estudo

visita de estudo

visita de estudo

Uma das muitas coisas boas que fizemos durante as férias do Carnaval foi visitar uma fiação. É a esta fábrica que chega anualmente a lã de vários pequenos rebanhos e é de lá que sai transformada na lã poveira da Retrosaria. Vimo-la nos fardos prensados e sujos em que entra na fábrica, feita núvens, mecha e fio. Por esta fábrica passam muito mais fibras sintéticas do que naturais (o que a meu ver é uma pena) mas é lá que se produz também a melhor lã para Arraiolos, resultante duma mistura de matéria prima alentejana e beirã, com um toque de zelândia. Read more →

ilustrarte

ilustrarte 2010

ilustrarte 2010

Um dos pontos altos do ano para quem gosta de ilustração, agora do lado de cá do rio, na Central Tejo que encontrámos cheia de gente, tanto público especializado como famílias de passeio. As imagens de cima são de Daniela Tieni e Kaatje Vermeire, mas também lá estão Kitty Crowther, Narges Mohammadi, Alberto Ajubel e muitos outros. A não perder, até 4 de Abril. Read more →

a vida da lã

meia hora de vida

Fomos ver as ovelhas e cabras do Toino Canhoto ao pôr do Sol, mesmo a tempo de ver dois cordeirinhos pretos acabados de nascer, macios e dóceis, ainda a serem limpos pela mãe. É do leite destas ovelhas, da raça bordaleira da Serra da Estrela, que as mulheres da família do pastor fazem queijos premiados, e são esses queijos a razão da sobrevivência do rebanho. A produção da lã já não compensa, disseram-nos, porque o preço a que é paga mal chega para cobrir as despesas da tosquia. Isto ao mesmo tempo que nas fiações falta a lã portuguesa e se manda vir de fora (é espanhol o burel das capas de Trás-os-Montes). As ovelhas do Toino Canhoto são de três cores: brancas, pretas (estas duas dão a lã das meadas da lã poveira) e sarrubecas (pronunciar com os ss e rr locais), cor de café com leite, a cuja lã havemos de seguir em breve o rasto.

Amanhã o dia na loja é da lã: de manhã ensino seis mulheres a fazer tricot e à tarde aprendo com outras tantas a fiar. Read more →

dos trapos

manta da natália

manta da natália

Tive o prazer de partilhar com a Diane o momento em que de uma velha arca saiu esta manta estrelada (e deixo-lhe a tarefa de a mostrar melhor um destes dias). Não sabemos quando nem por quem foi feita, mas os tecidos não terão menos de cem anos. Não tem recheio nem é acolchoada, e o método com que foi feita não é nenhum dos que vêm nos livros estrangeiros. Ver uma peça assim reforça a minha ideia de que não faz grande sentido usarmos tantas vezes o vocabulário do quilting norteamericano para falar das nossas mantas de retalhos e que era muito mais interessante, por exemplo, descobrirmos se por cá este motivo de estrelas () tem nome. A Natália, que herdou esta manta (e que aparece a fiar no post anterior), chama-lhes simplesmente mantas de trapo. Foi nela que a sua filha se inspirou para fazer esta outra e a Diane trouxe-a emprestada para nos inspirar também a nós. Read more →