

A Tomada de Tânger. Tapeçaria atribuída à oficina de Passchier Grenier, Tournai (Bélgica). Último quartel do século XV (pormenores).
Fomos ao MNAA ver A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana. É de certeza uma das exposições mais imperdíveis de 2010, tanto pela qualidade das peças como pelo interesse dos mistérios que as rodeiam. Fico-me por um dos pormenores que me prenderam: os bebés às costas das mães que abandonam Tânger aos conquistadores portugueses. Partindo do princípio que a tapeçaria é a materialização belga de uma cena passada no norte de África descrita (com que pormenor?) e encomendada por Portugueses, que tipo de babywearing tardo-medieval estaria ali representado afinal? Surpreendentemente, umas horas ao computador parecem dar a resposta:

Mulher Berbere com bebé. Postal ilustrado sem data (fonte).

denheit, Jeune berbère et son enfant.

Postais ilustrados do site Maroc pittoresque.
Quinhentos anos depois (!), não em Tânger mas mais a sul, na região do Atlas, os mesmos toucados e os bebés transportados da mesma maneira às costas das mulheres berberes marroquinas. Incrível.

Rosa,
desde que ouvir falar de “sling” (e foi aqui no seu blog!) que não me contenho a observar como as mães carregam seus bebês… resgatar esse uso com pesquisa sua sobre um acessório que podia ser só “comercial” é o que me agrada muito. Meus filhos já estão grandes, mas juro que tenho vontade de ter um sling (dos seus) só pela beleza dos panos e pelo seu interesse com a pesquisa. Ontem vi uma mãe carregando um bebê num sling, aqui em Paris, que tinha um elástico na parte superior… achei diferente e queria aproveitar para perguntar se nas suas pesquisas você encontrou um ” modelo” desses…
Um abraço, Lisbeth
Incrivel, mesmo. Acho que não vou morrer antes fazer um curso de história. Também fiquei maravilhada com as fotografias das tapeçarias ao ler o jornal. A longevidade fascina.
Mary
Rosa,
O que acontece com Lisbeth também ocorre comigo: presto atenção atodos slings e modos de mães levarem seus bebês, Devo dizer que aqui no Rio tem sido MUITO frequente ver como os seus e não duvido nada, alguns sSEJAM os seus.
Obrigado por me fazer ver!
Eunícia