No Verão conheci a D. Teresa Simões, exímia fiandeira e fazedora de meias de Bucos. Vim aprender as grades de sete e de nove malhas, os corações e a espinha de peixe das meias que os homens daqui (e não as mulheres) traziam dentro dos socos. Trazia comigo umas meias meias feitas à maneira da Serra de Montemuro que a intrigaram. Ensinei-lhe o misterioso ponto da concha, ficámos amigas. Agora, no meu regresso a Bucos, ofereceu-me uns polainitos nesse ponto, feitos na lã por ela fiada das ovelhas mais meirinhas. Assim circularam desde sempre os pontos e as técnicas, entre segredos e amizades de mulheres de sítios diferentes. Assim se constrói a tradição.
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Que bonito!
Sim! O genuíno networking!
e porque saber é poder:
http://www.ted.com/talks/lang/pt/bunker_roy.html#.Tty9NE-cDhE.facebook
Beautiful socks and relationship!
Rosa Pomar,
essa história emocionou-me, pois é dessa maneira que se transmite as tradições artesanais…Sou também muito curiosa e foi dessa maneira, por exemplo que aprendi a fazer crochet de grampo….
Vi uma senhora amiga a fazer, e ela explicou-me….
Ao chegar em casa, o meu pai conficionou o grampo com arame grosso ( no local onde morava, as retrosarias nem conheciam o que era isso) e comecei a fazer….numa época em que era pouco conhecia a técnica….Mais tarde comprei uma revista Burda em que ensinava pontos e maneiras de unir as tiras…..Isso ocorreu há mais de 35 anos…….
Obrigada por nos mostrar essas belezas e nos contar essas histórias…
um grande abraço de MF
:)
E que siga viva muito tempo
Rosa,
O seu blog é uma delícia para os olhos e para a espírito.
Dou por cá um saltinho de vez em quando e saio daqui de coração cheio!
Cheio das coisas magníficas que se fazem no nosso país e que a maioria de nós desconhece, e cheio de orgulho da grande alma que o nosso povo demonstra. Numa época em que fica bem denegrir os portugueses, a Rosa, com simplicidade mas eficiência, expõe o engenho, a arte, o talento e a capacidade de trabalho que gente anónima, mas grandiosa, desenvolve todos os dias.
Já agora, um aparte… passou-me o bichinho dos padrões através das fotos dos azulejos hidráulicos: agora ando por aí de nariz no chão à procura dos tesouros de antigamente.
Bem haja, Rosa, pelo seu trabalho.
Adorei! Retomar as tradições é uma necessidade, perceber como surgiram alguns elementos, hoje em algumas situações extintos pela evolução Tecnológica é uma curiosidade, acordem e vejam estes exemplos… Reutilizar, recuperar, fazer em casa é bonito, é original e para mim essencial… Parabéns pela originalidade e iniciativa de ir ao fundo das tradições. Beijinhos à “ervilhinha” Rosa
que sorte, Rosa!
o que levas e trazes a essas/ dessas pessoas vale ouro!
que bonito, que bom!
Fantastico adorei a forma como descreves-te.
Bem quentinhas que devem ser.
Boa semana beijinhos
Qué bonito post Rosa…