azulejos

rua da costa

De passeio ontem por Lisboa, a caminho de Alcântara. Temos esta sorte, de vivermos rodeados de padrões no chão e nas paredes. Estamos habituados, mimados, achamos que vai ser sempre assim.
Houve uma altura em que as pessoas deixaram de comprar objectos em marfim para não contribuírem para a extinção dos elefantes. Aqui passa-se uma coisa semelhante. Enquanto não se proibir a venda de azulejos antigos que não tenham uma origem certificada (há-de haver maneira de fazer isso), podemos desincentivar activamente a sua compra para prevenir a extinção de Lisboa. É passar a palavra.

please don't buy azulejos
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Souvenirs que não magoam: livros, blusas, cadernos e postais. E outros azulejos.

30 comments » Write a comment

  1. Olá como vai? Gosto muito de teu blog, mas nunca comentei…hoje me aventurei, para falar dessa triste notícia. Uma pena que hajam pessoas que ainda pensam pequeno, aqui no Brasil, isso acontece muito, é até vergonhoso!
    bjs Nina

  2. Cocordo absolutamente com fazer lobby para um projecto de lei que proiba a venda de azulejos antigos sem origam certificada. E se calhar uma acção na feira da ladra um destes sábado com a distribuião deste panfleto.

  3. Concordo plenamente, penso sempre nisso qdo os vejo á venda, mto apetecíveis e ainda com estuque por tras!
    Partilho

  4. Só existem azulejos em Lisboa ??? É o problema de Portugal,acharem alguns, que só existem azulejos em Portugal.Mas informo que no resto do País também os há e acontece o mesmo.

    • Hugo, nada do que escrevi indica que só existem azulejos em Lisboa, acho que não deve ter lido bem o post. Aliás se seguir os links e vir as minhas fotografias de azulejos vai reparar que os tenho fotografado em muitos sítios diferentes.

  5. Olá,estou totalmente de acordo consigo,só acho que ,em qualquer tipo de iniciativa, e para bem de Portugal se deveria falar sempre em nome do País,acredito que o meu comentário tenha tido uma conetação perjorativa ,mas não foi essa a intenção,mas baiei-me apenas no que li…”podemos desincentivar activamente a sua compra para prevenir a extinção de Lisboa. É passar a palavra…”

  6. as antique shops têm a obrigação de só vender azulejos com origem certificada, pelo que esta campanha lhes seria prejudicial sem razão de ser.

    • Esta campanha será (espero eu) prejudicial a qualquer pessoa que venda azulejos roubados. Não creio que os antiquários sérios se sintam atingidos ou possam ser prejudicados.

    • Concordo plenamente. Mas não é tão preto no branco. Só isso.

  7. Boa noite, escrever tal texto é não saber como funciona em Portugal as lojas de antiguidades. Qualquer compra que faça é obrigado a declarar á polícia judiciária exactamente para evitar que peças roubadas acabem com mau uso. Também posso dizer que antiquários não compram 10 azulejos. Isso não é relevante nem interessante. E no que diz respeito a certificados eles existem. E também em caso de exportar também não pode vender o que quer. Existem painéis e azulejos interditos. As coisas funcionam melhor do que pensa. Existem também muitos vândalos. No que diz respeito a feiras, estou completamente de acordo consigo. Mas por favor não ponha tudo no mesmo saco.

    • Infelizmente como em todas as profissões existem antiquários honestos e também os que o não são. Só os segundos terão razão para se preocupar com esta campanha.

  8. Interessante, Ainda ontem estive numa loja de antiguidades em Lisboa e tinha dezenas e dezenas de azuleijos. Muitos do século 18, vendidos a 60 euros cada.

  9. Ola Rosa, cheguei aqui através de uma amiga que trabalha na FRESS. Eu vou por esta sua foto na minha foto de capa do facebook. E que tal pedirmos aos nossos amigos que façam o mesmo ? É necessário criar o “buzz”.
    Obrigada pelo seu olhar atento.

  10. Completamente de acordo. Cuidemos com mais amor carinho e respeito o nosso património cultural. Patrícia

  11. Pingback: azulejos | My Beloved Craft

  12. Isto é tão óbvio que até chateia. Mas, como outras coisas óbvias e dolorosas, continua, perante a indiferença ou inércia. Obrigada por nos lembrar de um combate necessário. Passar palavra não sei se chega. Que tal uma petição? Julgo que toda a gente ligada ao restauro, história ou gente apenas ligada ao óbvio assinaria…não?

  13. Sou antiquário e tenho para venda muitos azulejos antigos, todos adquiridos legalmente. Estou plenamente de acordo com parte da sua campanha, pois quando diz ” não compre azulejos em feiras e antiquários” está a classifica-los todos por igual. Não são só os não honestos que devem preocupar, mas todos, pois no seu cartaz não faz essa distinção. Nunca comprei azulejos em feiras, pois além de não passarem recibos ( o que é necessário para o antiquário justificar a compra), não falam da proveniência. Declaro à policia tudo o que compro, passo certificado de tudo o que vendo, peço autorizações de exportação. Com essa campanha, que engloba todos no mesmo saco, não sei se no futuro, o emprego dos cinco funcionários, não poderá ficar em perigo.
    O verdadeiro antiquário, preocupa-se com o património, recupera o que muitas das vezes foi negligenciado ao logo do tempo, restaura-o , para poder voltar a ser apreciado. Se não fossem eles, muito do património teria-se perdido.
    No caso presente da sua fotografia, nenhum desses azulejos foi roubado, antes desprenderam-se da parede. Se fossem roubados, teriam que ter começado pela fiadas de baixo, que ainda lá estão.
    O problema de roubos, não é em fachadas, mas sim em interiores de prédios.
    Nas fachadas, devido ao materiais utilizados, passado uma largas dezenas de anos, os azulejos começam a destacar-se das paredes, e se não houver intervenção dos proprietários, todos os anos caem mais uns. O maior proprietário de Lisboa, Câmara, tem muitos dos seus prédios em condições piores que esse.
    Esses sim, é que são os causadores dos problemas.
    Peço que reformule o cartaz, para não englobar todos, como sendo OS MAUS!!!!!!!

    • Em geral este blog não publica comentários anónimos, mas vou abrir uma excepção, respondendo também a alguns dos pontos:
      1. todos no mesmo saco: como já escrevi acima, haverá antiquários e feirantes (e taxistas, políticos, advogados e pastores) honestos e os que os não são. Não me parece correcto presumir que haja tendência para a desonestidade numa profissão e não na outra.
      2. nenhum desses azulejos foi roubado: se conhecesse o edifício em causa constataria exactamente o contrário. A fachada encontra-se em excelente estado excepto nos sítios acessíveis, e o padrão do desaparecimento de azulejos corresponde perfeitamente ao deste tipo de furto.
      3. O problema de roubos, não é em fachadas, mas sim em interiores de prédios: não sei em que dados se baseia para fazer esta afirmação mas não é verdade. Infelizmente os furtos ocorrem tanto em interiores como em exteriores.
      4. se não houver intervenção dos proprietários, todos os anos caem mais uns: totalmente de acordo. Mas a solução não pode ser retirá-los vendê-los a quem os quer como bibelot ou revestimento para a casa de campo.

  14. Pingback: azulejos (parte 2) | A Ervilha Cor de Rosa

  15. Concordo plenamente. Aqui há alguns anos lembro-me de ter visto um cartaz aqui em Londres anunciando uma exposição de azulejos ‘recuperados’ de edifícios antigos em Lisboa. Fiquei incandescente. Embora não viva lá há quase 40 anos. A depradação do que é mais que património nacional, pode não parecer um grande excesso no mundo em que se cometem tantos crimes, mas se não tomamos conta do que pretence a todos, estamos a preparer o caminho para muito pior…
    Luisa Pinnell

  16. Parabéns pela iniciativa, Rosa! Consciencializar é preciso. É fundamental.

  17. Pingback: Rosa Pomar | my subject of interest

  18. Pingback: Câmaras reforçam protecção dos azulejos, mas furtos estão a aumentar - Jornal de Portugal

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