alfeire

alfeire
Tal como há um ano, este fim-de-semana pegámos nos novos novelos de Alfeire e antes de os trazermos para a Retrosaria (onde estarão em breve) levámo-los de volta a casa, ao monte onde vivem as ovelhas de cuja lã é feito este fio tão especial. O Sr. Manuel fica naturalmente tão feliz como nós por ver a lã do seu pequeno rebanho levar tão bom destino.

no monte
tres cordeiras

PS: a etiqueta deste fio foi desenhada pela Joana Rosa Bragança.

do neolítico ao novelo na gulbenkian

fusos
spindle whorls from alentejo

Na oficina de fiação que dei ontem na Gulbenkian (foi bom ser convidada a ensinar num sítio onde desde pequenina que me sinto em casa e onde vi alguns dos espectáculos mais marcantes da minha vida) quis partir da Pré-História. Não tínhamos uma ovelha mas tínhamos lã de três raças portuguesas diferentes para transformar em fio com uma ferramenta o mais rudimentar possível: um pau. Resolvi inspirar-me nos cossoiros que se encontram em quase todos os núcleos arqueológicos (os da fotografia são do Centro de Arqueologia Caetano de Mello Beirão, que abriu em Ourique este ano) e fazer uns, bastante toscos mas que, quando chegou a altura, transformaram os paus em fusos. Fomos por aí fora até chegarmos ao fim com doze lindos novelos.

na lã
fiar
fiar
fiar
fiar
fiar

vagar

mondim

Com um bebé pequenino, tudo o que não lhe diz respeito acontece mais devagar. Ou mesmo muito devagar. Estas meias estão para ser feitas desde que a Mondim chegou à Retrosaria. São um modelo antigo, feito originalmente em linha, que trouxe de Panoias (uma aldeia no Baixo Alentejo onde o fim da tarde é sempre magnífico). O ponto, rendado, é fácil de memorizar e gosto de o ver neste amarelo que toda a gente tem gabado. Estou a pôr as instruções por escrito em forma de gráfico, como fazem os livros japoneses, e espero tê-las no Ravelry em breve. Quando houver vagar.

mondim