a camisola

top-down sweater
top-down sweater

Daqui a poucas semanas estreio um novo workshop na Retrosaria. Vou ensinar a fazer uma camisola em malha circular a começar por cima (top-down), num formato de aula diferente, com bastante trabalho de casa antes e entre aulas. É uma oficina intensiva, para quem já não confunde a liga com a meia e não tem medo de fazer contas. Estou muito curiosa e cheia de expectativa. Estive a ensaiar com uma nova camisola para a A., feita em Beiroa e com o decote modelado através de short rows (carreiras incompletas), uma técnica que me parece ideal para este género de trabalho. Junto à gola fiz um bordado muito simples.

top-down sweater

K=2

K=2
Lembrei-me ontem de uma das minhas páginas preferidas da internet 1.0*, da autoria de João Manuel Mimoso: chama-se Figurado industrial de Barcelos e além de ser a melhor fonte que conheço para conhecer a história do Galo de Barcelos tem uma secção dedicada às faianças kitsch que se produziram na região até aos anos 80 (?). O texto é sério mas muito cómico e desde que o descobri que olho de maneira diferente para esta tipologia de peças (aqui cruzei-me com um indiscutível K=5 com direito a um oh meu deus exclamado de mãos na cabeça).
Na fotografia está um mini cão com bola de futebol que encontrei ontem e trouxe comigo. Pelo Alentejo onde mais ando, 500km a sul de Barcelos, estes bichos ainda povoam aquelas salas de estar que toda a gente da vila tem e onde nunca está.

*muitas vezes penso que a internet é hoje em dia um sítio menos interessante do que era há dez anos, com menos pessoas a pensar e escrever com o objectivo de partilhar conhecimento (a “criação de conteúdos” tornou-se uma profissão), com muito mais conteúdo descartável (as aplicações preferidas dos adolescentes são de conteúdo descartável), etc. Não sou saudosista, mas é um tema que me interessa. Este talvez seja o melhor artigo que já li sobre o assunto: Iran’s blogfather: Facebook, Instagram and Twitter are killing the web.

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durante
Fez um ano que nasceu.
Recordo emocionada o momento abençoado que tivemos, o toque e a temperatura da pele do meu filho, o espanto absoluto, o milagre da vida.
Relembro eternamente grata a parteira que me guiou por entre as dores, me olhou nos olhos quando eu chorava ao mesmo tempo a morte da minha mãe e me disse que ia ser um parto lindo.