outubro 2007
31 de outubro, 2007

Não é que a E. tenha menos tiradas dignas de memória, nem que a A. não me surpreenda diariamente com as suas habilidades, mas tenho escrito menos sobre elas. A explicação mais óbvia é a de que, por passar boa parte do tempo a tentar evitar que a A. se magoe durante os desportos radicais que passa o dia a praticar (sobretudo escalada e queda livre) e a resolver as crises existenciais da E. (porque é que eu não posso ser adulta já?), não sobra que chegue. Quando adormecem, saio finalmente um bocadinho da sanduíche de mãe que sou o dia todo, amarrotada e com sopa no cabelo, cheia de intenções de ler e de fazer e de pensar, e preciso é de ir ali para o meu cantinho do sofá fazer coisa nenhuma. Ou então de ir vê-las dormir, tão lindas.
30 de outubro, 2007

Ao ver o post de hoje da Rita, e depois de passar na loja em causa e ver com os meus próprios olhos, não resisti a fazer uma contribução para um blog que sigo com atenção, o You thought we wouldn't notice. O tema dá literalmente pano para mangas. Por um lado porque o plágio descarado parece ser uma constante na indústria têxtil (eu própria já o senti na pele) e, por outro, no campo do desenho de tecidos. Nos EUA (e também no Japão) há uma vigorosa indústria de produção de tecidos estampados, em grande parte estimulada pelo patchwork, que por lá tem honras de hobby nacional. Felizmente para pessoas como eu, muitos dos tecidos editados anualmente são reproduções de outros, antigos, entretanto caídos no domínio público. Algumas marcas fazem-no assumidamente, mas a maioria limita-se a re-editar assinando por baixo como seu, o que com a crescente quantidade de totós dos tecidos ligados à internet facilmente dá mau resultado. Foi o que aconteceu à designer Amy Butler, a quem no ano passado este episódio (o seu tecido é este) afectou a credibilidade ao ponto de a ter feito emitir uma espécie de comunicado muito pouco satisfatório. Os tecidos não deixam de ser bonitos, mas agora fica-se a pensar se algum será efectivamente original (e, como eu, há muito quem não vá na cantiga de que a originalidade não existe).
Nas fotos, dois entre muitos exemplos possíveis: Em cima, um tecido americano actual e o original reproduzido no magnífico livro Vintage Fabric from the States. Em baixo, um tecido americano actual (verde) e um retalho antigo (anos 30?).

29 de outubro, 2007


Dos que já não fazia há muito tempo e dos outros, na loja.
28 de outubro, 2007



Eu descia as escadas de manhã, rumo à cozinha, e comia torradinhas com compota de framboesas do quintal.
27 de outubro, 2007

26 de outubro, 2007

lá acima e volto já.
Petitdeco: Os meus bonecos numa loja japonesa em França.
Slingados e satisfeitos: são cada vez mais.
Bolo de arroz ou palmier? O Fabrico Próprio está finalmente online!

25 de outubro, 2007

Afinal vivia junto à costa, e passava o tempo a olhar para o mar e a pensar no que haveria para lá da linha do horizonte.

24 de outubro, 2007

Há um ano faltavam três dias.
23 de outubro, 2007
Os poucos dias que faltam para a A. fazer um ano foram a desculpa para experimentar inventar uma história de pano. A premissa era usar só restos de tecidos, e partir deles para construir o que fosse possível, uma página por dia. Esta tem um telhado que sobrou do #207 e uma matrioshka promovida a senhora alentejana vinda das sobras deste sling, mais uns retalhinhos deste quilt. A seguir, logo se verá.
Mais:
Louise-Marie Cumont por outros olhos.
Shizuko Kuroha: a vida começa aos 38.


21 de outubro, 2007


O convite para a inauguração tinha-me despertado a curiosidade e o post da Ana confirmou que era uma exposição a não perder, mas a visita superou as expectativas. A artista Louise-Marie Cumont (n. 1957) cria livros, mantas e outros objectos recorrendo quase exclusivamente a uma técnica tradicional de patchwork que consiste em criar blocks (quadrados) figurativos através da justaposição de quadrados, triângulos e rectângulos de pano. O padrão deste tipo mais conhecido é provavelmente o schoolhouse mas há muitos outros, que aparecem geralmente nos sampler quilts americanos desde os finais do século XIX.
As limitações da técnica são habilmente exploradas pela artista, que constroi séries a partir de objectos facilmente redutíveis a formas simples: a cadeira, a cama, o carro, a casa. Na exposição podem ver-se alguns dos livros e mantas produzidos por Louise Marie-Cumont em séries limitadas (alguns deram origem a versões impressas em papel) e há uma manta-brinquedo-gigante para mexer que torna ainda mais óbvia a qualidade técnica das peças e o cuidado na escolha dos materiais.
Mais sobre o mesmo:
Imagens da exposição e do workshop que teve lugar em Setembro.
Para quem quiser treinar a técnica, um livro japonês com alguns padrões (imagens aqui e aqui).
Os livros de pano da Rita e casas de retalhos.
Ema: Lindas ilustrações em tecido e a minha única incursão no género até à data.


19 de outubro, 2007
Uma leva de slings em tecidos portugueses e o regresso de alguns que tinham esgotado, mais dois bonecos um boneco. Tirei as fotografias sem os modelos do costume porque uma estava a dormir a sesta e o outro ainda não tinha voltado, mas talvez as faça noutro dia.
E ainda, uma mãe e um bebé slingado anónimos, apanhados em flagrante pela paparazza Margarida.

(À mamã apanhada, que não conheço mas a quem gabo a saia e os sapatos: se a fotografia for incómoda, apago-a já!)
18 de outubro, 2007

Ainda sobre o mesmo assunto: o post de hoje da Jane (e a pressão toda que imagino ter-lhe dado origem) deu-me vontade de ir comprar o livro dela outra vez. Sobre o que escrevi ontem, queria acrescentar (entre muitas outras coisas que se poderia dizer): 1. que se agora somos pós-feministas ou lá o que é que se nos pode chamar, é porque houve feministas propriamente ditas que nos abriram o caminho. Daqui as saúdo. 2. que, ideologias à parte e para ambos os sexos, aprender a coser e a fazer tricot é ou pode ser tão útil e interessante como aprender geografia e a prova dos nove. 3. que da minha história familiar aprendi que ser escolarizada, culta e politicamente activa é compatível com fazer os bordados mais bonitos. 4. que (em resposta à Susana) também acho perversa a competição surda entre as mães (nos jardins e nos blogs), a ver quem faz mais bonito e mais biológico. 5. que a mãe ou o pai que estão em casa com os filhos, a fazer com eles o que os educadores nos infantários fazem com os dos outros, estão (como eles) a trabalhar. E muito.
17 de outubro, 2007

Encomendei o The Gentle Art of Domesticity, da Jane Brocket só depois de ter lido esta crítica negativa. Nunca tinha sido seduzida por um blog em forma de livro mas, com o conteúdo visual do Yarnstorm, a possibilidade de o poder folhear longe do computador foi razão suficiente. E o livro é mais do que o blog. Não emito opinião sobre a opção de vida da autora, porque me parece ridículo fazê-lo, mas toda esta história da domesticidade não deixa de me incomodar um bocadinho, e confesso que uma introdução de cariz mais crítico ou histórico ou sociológico teria tornado (para mim) o livro ainda mais apetecível. Este post vem a propósito de umas linhas da página 11 em que se diz, sobre as gentle arts (ou ouvrages des dames, lavores ou aquilo que se lhes queira chamar): They have not been taken up by any government department and regulated and repackaged with health and safety messages and warnings. They are a matter of individual and personal choice. Percebo a ideia de afirmar que hoje em dia a prática das ditas gentle arts seja absolutamente livre e voluntária. Aliás, concordo inteiramente com a Jane quando ela afirma que é libertador o facto de não ser preciso skills, qualifications, training or equipment (já tentei explicar a várias pessoas que a criatividade que eventualmente tenha nestes domínios decorre em muito de ter estudado numa área bem diferente). Já a primeira frase fez-me saltar para ir buscar à estante uma pérola da literatura técnica do Estado Novo (ler alguns excertos mais abaixo), de onde se depreende exactamente o contrário, e querer vir aqui lembrar que o exame da quarta-classe das nossas mães incluiu uma prova obrigatória de Lavores Femininos, e que esta mesma disciplina (que os rapazes não frequentavam), as perseguia até no Liceu, gostassem ou não. Foi há muito pouco tempo e não convém esquecer.
Manuel Maria Calvet de Magalhães, A Bordadeira. Lisboa, Edições SNI (col. Cadernos do Povo), [194-]:
Para o exercício da profissão de bordadeira são necessárias qualidades especiais. Nem todas as raparigas se podem dedicar a este delicado ofício, porque nem todas são igualmente dotadas. (...)
Ora quem não tem gosto artístico, elegância de pensamento, (...) nunca poderá produzir trabalho de jeito.
A obra sai-lhe das mãos imperfeita, desajeitada, mal acabada, de mau gosto, desafiando o motejo de quem a contempla, e o trabalho em vez de ser um deleite suave e atraente, torna-se num doloroso esforço e num incomportável sacrifício. (p. 59)
Qualidades essenciais: (...)
a) - Ser de estatura média, a estatura preferível (...).
b) - Ser de perfeita complexão e boa saúde, pulmões saudáveis, vias digestivas normais. Além disso, não ser nervosa, mas de temperamento calmo e resistente. (p. 60)
Assim como nem todas as mulheres podem ser modistas ou cerzideiras, nem todas podem ser bordadeiras, porque nem todas têm a inteligência necessária para o ser. (p. 61)
Conhecimentos indispensáveis à profissão: Como base de todos os conhecimentos temos a instrução primária como indispensável. Aí se começa a ordenar devidamente os conhecimentos da aluna de hoje que virá a ser a mulher forte de amanhã dentro do lar, pelas virtudes domésticas que constituem o pedestal da sua verdadeira realeza (...). No espírito da criança se cultivará assim, com brandura e firmeza o gosto por tudo quanto diz respeito aos trabalhos próprios do sexo. (p. 63)
imagem: A Verdadeira Mulher, gravura anónima do séc. XVII. Paris, Biblioteca Nacional (reproduzida em História das Mulheres, vol. 3, p. 267.
16 de outubro, 2007

A próxima fita está para breve. Tem elefantes, bichos particularmente dados a galões, tecidos e bonecos de pano.
Para breve também (não tem nada a ver mas fica a sugestão para quem estiver perto de Évora na quinta-feira), os (ex?-)Casino em palco.
15 de outubro, 2007

hoje só lixo, originally uploaded by *L.
Ainda na continuação deste post e dos comentários que suscitou:
Levo sempre sacos de casa para o supermercado, mas como hei-de evitar aqueles sacos pequenos para a fruta e legumes e as outras embalagens?
Os sacos transparentes também podem ser reutilizados, apesar de não ser assim muito prático andar com um monte de saquinhos de um lado para o outro. Podem fazer-se ou comprar-se sacos leves e reutilizáveis para os substituir (como estes) mas, pensando bem, na maior parte dos casos o seu uso pode ser evitado. Levando uma cesta ou um saco extra para os transportar, quase todos os vegetais (tirando os mais pequeninos) podem ser arrumados e pesados sem ser preciso um saco para cada um. Afinal, já havia idas ao mercado (para não falar nos vegetais propriamente ditos) muito antes da invenção dos plásticos. Quanto às outras embalagens excessivas, é uma questão de optar pelas marcas e lojas que não recorrem a elas.
Uso os sacos do supermercado para pôr o lixo. Há alguma solução mais ecológica?
Os sacos da maioria dos supermercados são tão finos que é preciso usar dois ou três para acondicionar decentemente o lixo doméstico. Por outro lado, comprar sacos do lixo não biodegradáveis é incentivar a produção de ainda mais sacos. O ideal seria os supermercados recorrerem apenas a sacos biodegradáveis que fossem vendidos (para controlar o seu consumo) e suficientemente resistentes para acondicionar o lixo. Para o conseguir, nada como pressionar os responsáveis.
Aqui fica uma possível carta a enviar (eu já o fiz) aos supermercados e outras lojas em que fazemos compras habitualmente, a adaptar e editar a gosto:
Ex.mos Srs.,Sou cliente habitual do [nome do supermercado] e venho apresentar-vos algumas sugestões cuja aplicação em muito melhoraria a vossa imagem junto dos consumidores enquanto empresa empenhada na protecção do meio-ambiente e, pessoalmente, me daria razões para continuar a fazer compras nas vossas lojas:
1. Introduzir uma pequena taxa sobre os sacos de compras que actualmente o(s) vosso(s) estabelecimento(s) cede(m) gratuitamente aos clientes, à semelhança do que acontece por exemplo nos supermercados da marca Minipreço.
2. Incentivar os clientes a trazerem de casa sacos de compras reutilizáveis, em pano ou noutros materiais, através da sensibilização do pessoal que trabalha nas caixas registadoras.
3. Optar por plásticos 100% degradáveis (d2w) ou oxi-biodegradáveis, tanto para os sacos de compras como para os sacos transparentes da fruta e legumes e outras embalagens (de vegetais, charcutaria, etc.) usados nas vossas lojas.
4. Optar por plásticos 100% degradáveis (d2w) ou oxi-biodegradáveis para os sacos de lixo da vossa marca própria.
5. Incluir no website da vossa marca uma secção que informe os consumidores acerca da política da vossa empresa no que diz respeito às questões ambientais.
Os cerca de 150 sacos de plástico por pessoa produzidos anualmente acarretam graves consequências para o meio ambiente: para além de a sua produção implicar o consumo de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes, cerca de 90% destes sacos acabam a sua vida em lixeiras, como lixo ou como contentores de desperdícios (fonte: Wikipedia).
A distribuição gratuita de sacos de plástico, que é prática do [nome do supermercado], é já proibida em países europeus como a Bélgica, Irlanda e Dinamarca, sendo cada vez mais sinónimo de atraso em termos de consciência ambiental.
Com os meus melhores cumprimentos,
[Nome]
Sugestões para melhorar o texto são bem-vindas.
No âmbito da iniciativa Blog Action Day, ao clicar nos anúncios da coluna da direita durante o dia de hoje estará a doar alguns cêntimos à Quercus.
14 de outubro, 2007
Amanhã, dia 15, é o Blog Action Day. A iniciativa é fácil de explicar: os autores de blogs que decidirem aderir vão escrever sobre a protecção do Meio Ambiente. O quê e sobre quê é à escolha de cada um. Quem quiser poderá também usar publicidade no blog para angariar fundos e doá-los a uma instituição ambientalista. A ideia é pôr o maior número de pessoas possível a pensar sobre o assunto e levar quem tem pensado pouco a mudar. Mesmo que seja só de lâmpadas.
Para além da Rita, que já mo confirmou, quem mais aderiu?
12 de outubro, 2007


Desta vez não o vi. Aliás não o vejo há anos. Um edredão de seda e penas, fofo e nobre, digno de uma princesa. Já deve ser uma antiguidade. Não me lembro ao certo dos padrões e mesmo das cores já não tenho a certeza. Só do cheiro, do toque e do privilégio de o ter partilhado algumas vezes.

11 de outubro, 2007

Três Dois novos bonecos e dois novos slings na loja. Um deles é em malha polar, já a preparar o Inverno e, por falar em slings e tempo frio, aproveito para explicar que o sling se veste por baixo do casaco, e não por cima. Não só é muito mais confortável como faz com que o bebé fique protegido do frio pelo nosso casaco (a mim deu-me imenso jeito nos primeiros meses um casaco de malha de grávida, que fechava por fora do sling).
Queria agradecer todos os comentários ao post anterior e chamar a atenção especialmente para os testemunhos da Isabel Ventura e da Conceição Ferreira. Num refere-se o hábito de levar crianças pequenas para o campo em gigas (cestas) e no outro (tcharam!) a forma como na beira litoral as mulheres seguravam os bébés com auxílio do xaile. Em Portugal e em pleno século XX! Sinceramente, é por isto que me dá gosto ter um blog. Se alguém tiver imagens antigas ou modernas destas práticas e quiser partilhá-las, por favor entre em contacto comigo, aqui nos comentários ou por email. Obrigada!
09 de outubro, 2007

Livre d'astrologie, França, séc. XIV (pormenor) e S. Cristóvão, séc. XIII (proveniência desconhecida).
Desde que, com o nascimento da A., me tornei fã incondicional de slings, tenho passado horas a olhar para imagens das muitas formas tradicionais de transportar bebés junto ao corpo. Vêm da África subsariana (♥), da América Latina (♥), de todos os cantos da Ásia (♥), mas há-as de proveniências muito mais variadas do que à partida se espera. De uma região para outra variam sobretudo os materiais, que vão da simples tira de pano às mochilas/alcofas de tecido, verga ou cabedal (♥ ♥ ♥).
E na Europa? Longe das cidades e dos filhos dos operários atrelados às pernas das mesas (pormenor deste livro de que não me hei-de esquecer facilmente), na Europa pré-industrial, quando a família ia trabalhar, o que fazia aos bebés?


Pormenores de iluminuras dos séculos XIII-XIV (clicar sobre as imagens).
Não querendo fazer grandes generalizações, parece-me que em muitos casos os bebés iam também. Sobretudo em berços ou alcofas mais ou menos rígidas (carregadas às costas como as dos índios da América do Norte, aos ombros ou à cabeça) e adaptadas aos seus corpos enfaixados, mas também (talvez os mais velhos) nos lenços, faixas e xailes dos pais. O S. Cristóvão gótico com o menino Jesus na imagem de cima (cuja proveniência não consegui descobrir) é um exemplo magnífico pelo pormenor do desenho, mas não é único. Com paciência vão-se encontrando outros.

Gipsies on the March. Pormenor do desenho de uma tapeçaria quatrocentista in Manners, Custom and Dress During the Middle Ages and During the Renaissance Period.
De Portugal ainda não consegui encontrar imagens de babywearing tradicional, mas acho que é uma questão de tempo. Na Suécia estão documentados pelo menos dois tipos de porta-bebés populares e no País de Gales ainda há quem saiba trazer um bebé no xaile, naquela que acho provável ter sido a forma mais generalizada desta prática na Europa (afinal os lenços e xailes eram parte do traje habitual de praticamente todas as mulheres) e que é sugerida por imagens como esta, do século XVI.

Mrs Gwyn carrying a baby in a shawl in Book of costume drawings by George Delamotte (séc. XIX).

Fotografia de Erik Elias Westin (1868-1935) ilustrando a forma tradicional sueca de transportar um bebé.

Mulher com crianças à cabeça. Portugal, finais do século XIX (imagem gentilmente enviada pela Mary).
08 de outubro, 2007

Agora que os sapatos estão apertados e que a estação mudou, nada como umas botas da mesma proveniência. Falta aprender a dar os laços nos cordões, esses fechos pré-históricos que as crianças, habituadas aos sapatos que respiram e outros no género, já nem sabem bem o que são.
05 de outubro, 2007

Agora que a A. finalmente dorme sestas dignas desse nome posso reclamar de vez em quando para mim o chão da sala e enchê-lo de retalhinhos. Hoje peguei neste quilt começado há meses e dei-lhe um bom avanço. Vai ser bom para uma cama de grades e, se não me faltar a coragem quando o vir pronto, irá para a loja.
Quilting ♥:
Kaffe Fassett's Quilts in the Sun: o novo livro de Kaffe Fassett
é de certeza como os anteriores um regalo para os olhos e tem a particularidade de os quilts terem sido fotografados em Portugal. Já encomendei.
Inspiração: colagens e uma excelente colecção de azulejos portugueses no Flickr.
E, a propósito da fruta da época, eu gosto de ver o que a Jane faz e ler o que ela escreve (ainda não tenho o livro).


04 de outubro, 2007
Dois bonecos Um boneco e muitos novos slings. Um deles é o primeiro destes. Na loja.
03 de outubro, 2007



Às vezes acho que vamos lá morar um dia.
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