a. s. musgueira

carimbos

carimbos

De cada vez que vou à Baixa estreio uma loja. Velha, nova, feia por fora e linda por dentro ou vice-versa, com ou sem a mínima intenção de comprar alguma coisa. Só por curiosidade. Hoje calhou ser a A. S. Musgueira, que me foi recomendada pela Mary pouco tempo depois dos meus posts (1 e 2) sobre a Franco Gravador. A loja é muito pequena e nunca me tinha chamado a atenção, por exibir nas montras quase só taças, medalhas e letreiros personalizáveis mas, debaixo do balcão, esperava-me um catálogo coçado e amarelo, ordenado alfabeticamente e, apesar de muito menos recheado do que o da outra loja, igualmente fascinante.

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franco-gravador

carimbos

De certeza que não sou a única tolinha por carimbos, mas na Franco-Gravador já não passa muita gente à procura deles. Tanto assim que muitas das lindíssimas gravuras originais em buxo (com desenhos dos anos 20 ou por aí, que vistos uns ao lado dos outros contam sozinhos a história de toda uma época) foram parar ao lixo. Das que sobraram, a loja ainda faz carimbos em borracha, e cada um mais lindo do que o outro.

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a outra face da lua

outra face da lua

…agora já não é na Rua do Norte. Tenho alguma pena, porque era um dos meus espaços preferidos do Bairro Alto e porque foi lá que conheci a Hilda quando, há já mais de um ano, organizámos o primeiro encontro de tricot. A verdade é que a Outra Face mudou para maior e melhor: agora está muito mais bem instalada, na Baixa (e também em Alfama), e tem à venda entre muitas outras coisas uma colecção de papéis de parede das primeiras décadas do século XX que apetece trazer inteira para casa. Não sei se teria coragem de os usar mesmo como papéis de parede, mas fiquei logo a pensar em cadernos, candeeiros, colagens…

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casa das cortiças

mr. cork

A Casa das Cortiças deve fechar portas em breve. Os livros de faça você mesmo e actividades crafty dos anos 70 estavam cheios de projectos para fazer com cortiça (bases para tachos, brinquedos, etc.), mas parece ser um material em que ninguém se tem lembrado de voltar a pegar (ao contrário do que acontece no Japão). Quando acontecer, espero que seja a tempo de dar uso às milhentas rolhas e rolhinhas que moram na Rua da Escola Politécnica. A gerência agradece.

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grafifácil

tipografia

tipografia

É um bocadinho ao lado mas o mais perto que esta semana chego de outra entrada para o Crafty Tour of Lisbon.

Não sei quantas tipografias a funcionar ainda existem em Lisboa. Em muitas oficinas gráficas vêem-se máquinas de tipografia mais ou menos abandonadas, mas tipografias mesmo suponho que já não sejam assim muitas. A tipografia é uma arte que ainda vou aprender, um dia, tal como têm feito o Nuno e a Susana do projecto Serrote e a querida mav. Até lá contento-me com ser cliente.

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casa forra

casa forra

A forma de sapato amarela à entrada já devia ser património protegido de Lisboa (digo eu a pensar na última mercearia da minha rua com armários de madeira, barbaramente remodelada esta semana) e lá dentro há fechos, fivelas, ilhozes e milhares de outras coisas.

A Casa Forra é uma espécie de marido das retrosarias.

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