alexandre
alexandre
Um gorro que fiz há dias para um amigo que fez anos. O modelo, muito básico, é um dos primeiros que publiquei por aqui e ao qual continuo a voltar regularmente. Nesta versão tricotei com Kilcarra Tweed e introduzi o nome do destinatário em jacquard logo acima do canelado.

A propósito, o meu grande crush na área do tricot de há uns dois anos para cá, e não é só porque tem um bebé quase da idade do meu: Maria Levine, para seguir no instagram e ler em entrevista aqui (está em Russo mas o google faz maravilhas). Já dei por mim a fazer o jantar enquanto a via em directo a feltrar uma camisola no lavatório.

a camisola

top-down sweater
top-down sweater

Daqui a poucas semanas estreio um novo workshop na Retrosaria. Vou ensinar a fazer uma camisola em malha circular a começar por cima (top-down), num formato de aula diferente, com bastante trabalho de casa antes e entre aulas. É uma oficina intensiva, para quem já não confunde a liga com a meia e não tem medo de fazer contas. Estou muito curiosa e cheia de expectativa. Estive a ensaiar com uma nova camisola para a A., feita em Beiroa e com o decote modelado através de short rows (carreiras incompletas), uma técnica que me parece ideal para este género de trabalho. Junto à gola fiz um bordado muito simples.

top-down sweater

miguel de joão

miguel e joão
miguel e joão
Entre ver crescer o meu bebé que de repente já quase anda, tomar conta da Retrosaria onde todos os dias há novidades e planear a campanha da de 2017 vou inventando tempo para continuar à procura de imagens, histórias e pontos das malhas portuguesas. Tenho em mãos um modelo de gorro baseado nas barretas de São Miguel (de que falei no livro mas sobre as quais já aprendi muito entretanto). Desenhei-o para ser tricotado em João e as instruções já estão nas mãos das revisoras voluntárias. Espero tê-las disponíveis no início de Fevereiro.

Em 1975, data desta divertida imagem que encontrei hoje de manhã enquanto o A2 dormia, as barretas já sobreviviam apenas como adereço folclórico (sendo que se não fosse o folclore teriam desaparecido de todo) e tinham perdido o detalhe e aprumo das mais antigas, mas continuavam inconfundíveis.

O levantamento das técnicas e motivos das malhas tradicionais do sul da Europa continua essencialmente por fazer. Adorava que alguém em Espanha editasse algo semelhante ao Malhas Portuguesas, conhecer melhor o que se tricota(va?) nas aldeias gregas ou ter um livro feito na Turquia a ilustrar esta técnica de tricotar e bordar ao mesmo tempo.

#meiasdatiabarborita

aprender

Demorou, mas as instruções para fazer as meias da tia Barborita estão finalmente prontas e disponíveis para download no Ravelry. Escrevê-las foi um processo muito mais interessante do que de vezes anteriores porque implicou aprender uma coisa nova. Há anos que admiro os livros de tricot japoneses e as suas instruções em esquema. Mais claras e intuitivas (para mim) do que as receitas por extenso, há muito que se tornaram a minha forma preferida de ler e escrever tricot. Ao decidir publicar a receita destas meias quis fazê-lo à japonesa, mas faltava-me dominar a ferramenta certa para o fazer. Foi o pretexto para aprender.
As instruções também estão disponíveis em texto (em Português e em Inglês). Por isso, quem quiser aprender a tricotar por esquemas japoneses pode ver estas instruções como uma espécie de pedra da roseta e passar das meias da Tia Barborita para livros como este ou este.

meias da tia barborita
meias da tia barborita

As meias que desenhei nasceram desta, pequenina e rota, feita algures no início dos anos 70. Hoje em dia a Tia Barborita pouco pega nas cinco agulhas e entretém-se sobretudo a fazer (como tantas senhoras de norte a sul do país) biquinhos de renda em panos da loiça. Mas in illo tempore fez, no mesmo ponto, as da fotografia de baixo, que julgo serem as meias mais altas que já vi.

No Instagram: #meiasdatiabarborita

tele-tricot


Uma coisa que estava há anos na minha lista: fazer pequenos vídeos de tricot. Vídeos mesmo muito simples e curtos, como os que eu gosto de ver, sem narração nem introduções, só mesmo com o que interessa. A câmara lenta ajuda a que os gestos se percebam mais facilmente e, a julgar pelo feedback no instagram, foi uma boa ideia fazê-los. Os primeiros já estão no YouTube, porque a web 2.0 só se lembra do que aconteceu há uns minutos atrás e às coisas úteis convém ser fácil voltar. Partilho aqui este em particular porque ilustra uma maneira menos comum de tricotar o ponto de meia. A técnica é actualmente a minha preferida porque, com um pouco de prática, faz com que a tensão das carreiras de meia fique quase idêntica à das carreiras de liga.

vagar

mondim

Com um bebé pequenino, tudo o que não lhe diz respeito acontece mais devagar. Ou mesmo muito devagar. Estas meias estão para ser feitas desde que a Mondim chegou à Retrosaria. São um modelo antigo, feito originalmente em linha, que trouxe de Panoias (uma aldeia no Baixo Alentejo onde o fim da tarde é sempre magnífico). O ponto, rendado, é fácil de memorizar e gosto de o ver neste amarelo que toda a gente tem gabado. Estou a pôr as instruções por escrito em forma de gráfico, como fazem os livros japoneses, e espero tê-las no Ravelry em breve. Quando houver vagar.

mondim

meias de grades 2.0

meias de grades de bucos
As publicações camarárias, muitas vezes fontes únicas ou quase sobre determinado assunto, enchem caixotes e armazéns por esse país fora. Não chegam às livrarias, circulam pouco, só por sorte sabemos que existem. O Meias de Grades, editado em 2013 pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, teve outra sorte. Ainda que localmente não se lhe tenha dado grande atenção – desafio-vos a encontrar no site da câmara a secção das publicações – da Retrosaria saíram todos os exemplares que encomendámos e a brochura, que despertou muito interesse, acabou por esgotar rapidamente. Impunha-se assim uma reedição e, face à indisponibilidade da CMCB, resolvi fazê-la pelos meus meios (com a imprescindível colaboração da designer Rita Faria, claro). Aí está ela!

lã que pica

mondegueira
mondegueira

É só uma ideia, mas que podia ter resultados interessantes a vários níveis: fazer luvas esfoliantes tricotadas a partir da lã das nossas ovelhas churras mondegueiras, churras do campo e algarvias, que pouco valor tem no mercado. Este teste foi feito num instante com parte de uma maçaroca que fiei faz agora um ano e parece excelente para o efeito. Nano-empreendedores com gosto pelas ovelhas, embora lá?

larada

larada
larada

Branca larada, que vai pela estrada
não fia, não tece, e seus filhos veste

larada
larada

Uma camisola no meu novo fio, que é muito grosso e salpicado de cores. Fi-la a partir da app Raglanify, que me serve essencialmente para calcular o número de malhas inicial e a quantidade de aumentos necessários, mas usei a técnica das carreiras incompletas para conseguir um decote perfeito e alturas diferentes atrás e à frente.

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