Enquanto escolho as cores e os motivos para o colete da E., começo a reparar que se aproxima um Outono-Inverno sob o signo de Fair Isle. Ficam dois exemplos, mas acredito que quem siga as tendências de perto já tenha reparado em muitos mais: Continuar a ler
A Ervilha Cor de Rosa
rosa pomar
Category Archives: Knitting = Tricot
mé-mé
Demorou cerca de um mês a fazer e só vai ter uso a sério lá para o fim do Verão, mas a A. quis vesti-lo já hoje. As lãs são as portuguesas Mé-mé 2 ply e o modelo foi inventado a partir do que tenho aprendido nos livros sobre malhas de Fair Isle (♥ e ♥). Foi trabalhado em círculo até cima e cortado à frente e nas cavas para os acabamentos. Agora a E. também quer um. Continuar a ler
tricotar a cores
Joana, Marta, Sandra, Maria Adelaide, Paula e Sara. O único requisito era saber fazer liga e todas se desenvencilharam mais do que bem a trabalhar com dois fios ao mesmo tempo e aprenderam a abrir os steeks com a tesoura. Para mim talvez tenha sido o workshop mais divertido de preparar, porque desenhei à mão os seis esquemas e distribuí de outras tantas maneiras diferentes as cores da lã que usámos. Acho que as fotografias ilustram bem a qualidade dos resultados. Continuar a ler
wwkipd
Os mais novos decoraram o jardim com pompons às cores, e a Z. levou os seus irresistíveis pins. A tarde passou a correr. Continuar a ler
wwkip lisboa
É já depois de amanhã que vamos comemorar o World Wide Knit in Public Day em Lisboa. O encontro, que é aberto a todos, será ao ar livre, no Jardim do Príncipe Real (e depois dele mais habilitados estaremos a avaliar as recentes obras), às 16h. Prevê-se muito yarn bombing, algum crochet e, quem sabe, um ou outro fuso a girar.
oxo

Depois de chegarem as novas Mé-mé (Ravelry) não consegui resistir a começar qualquer coisa com elas e que envolvesse motivos de Fair Isle. Estas lãs chegam da pequena fábrica em que são fiadas com um aspecto bastante tosco mas, depois de um banho e de umas horas ao vento, ficam muito mais macias e com uma textura óptima para trabalhar a duas cores (na fotografia de baixo dá vagamente para ver a diferença). As características tão diversas dos tipos de lã puseram-me a ler sobre raças de ovelhas (qualquer coisa pode ser um assunto fascinante, desde que se esteja para aí virado) e sobre a história da indústria dos lanifícios em Portugal. No site da SPOC fiquei a saber que só por cá há quinze raças diferentes de ovelhas, das quais se poderia tirar pelo menos outros tantos tipos de lã, estivesse a produção orientada para isso…
singing in the rain


Elegeram-no o filme da temporada e vimo-lo três vezes nos últimos dias. Era um dos meus preferidos em miúda e foi o primeiro que vi na Cinemateca, com a idade que a E. tem agora. A A. chama ao Don Se’nato à Chuva e quer aprender sapateado e a E. tenta recitar o Moses supposes…. Eu namoro os jerseys e coletes de 1952 à la 1927, sobretudo os de Fair Isle (já seriam feitos à máquina no início dos anos ’50?). O do Gene Kelly tem meias a condizer, mas a nossa televisão é tão antiga e low-fi que não consegui fotografá-las.
hillhead slipover
Demorou quase dois meses a fazer mas deu-me imenso gozo (fora as vezes todas em que tive de desfazer várias carreiras por ter trocado a cor de uma malha). Tecnicamente acho que ficou muito bem, sobretudo pensando que foi a minha primeira experiência com tantas cores diferentes (10!) e steeks. É muito confortável (a lã de Shetland é de facto esplêndida), macio e nada pesado. Mas está grande. Era previsível, por o modelo ser para homem, mas optei por não o alterar. Assim parece que foi emprestado por um tio de ombros largos, mas vou usá-lo na mesma. Nos próximos já sei onde e quanto diminuir. O Fair Isle é viciante. Não fosse ter já uma camisola para o verão da E. em mãos (com esta lã completamente diferente) e passava directamente para um casaco. Continuar a ler
✂ steeks ✂

Mais um post sobre o colete antes de o mostrar terminado (está mesmo quase), para se perceber melhor o processo das assustadoras tesouradas. Como já tinha dito, o corpo é tricotado sempre em círculo. Quando se chega aos ombros tem-se uma espécie de saco pouco fotogénico com três buraquinhos que são a base das cavas e da gola. Acima deles deitaram-se algumas malhas extra (as riscas verticais nas imagens) que permitem que a peça não se desmanche quando é cortada e que são aquilo que os livros da especialidade chamam steek. Continuar a ler























