Livros e BookCrossing - arquivo

utilité

utilité

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Alguém disse ao meu pai que me disse a mim que eu ia gostar deste livro. É o catálogo da exposição homónima da fotógrafa Ellen Korth. Cada conjunto de páginas mostra o interior de uma casa ou atelier, alguém a trabalhar com fios e um grande plano ou pormenor de uma peça. Uns fazem malha, outros cardam, outros tecem, uns parecem solitários, outros profissionais, mas em todos é captado aquele momento em que somos só nós e o fio, como num mantra. Acho que ainda há exemplares à venda neste site, e aqui pode ver-se melhor o livro por dentro. Continuar a ler…

the wool book

the wool book

the wool book

De um excelente livro que tinha lido há tempos e comprei entretanto: Margaret Dixon, The Wool Book, 1979. Continuar a ler…

cartilha escolar (ler, escrever e contar)

cartilha escolar

cartilha escolar

A três meses dos cinco anos, depois de muito tempo compenetrada a fazer que entendia os Harry Potter da irmã, perguntei-lhe se queria aprender a ler. A E. aprendeu por osmose, surpreendentemente cedo, entre a Isaurinha e muitos outros livros, e a A. está a aprender pelo mesmo livro que a minha mãe usou comigo, também por volta dos quatro anos. Gosto da Cartilha Escolar do Domingos Cerqueira, publicada ainda durante a Primeira República e por isso de conteúdo bastante diferente (na página do r brando tem a palavra greve) das do Estado Novo, mais reeditadas e conhecidas. As nossas aulas resumem-se a uma página do livro quando ela se lembra (às vezes dia sim dia não, outras vezes passada uma semana). Testemunhar a maneira como uma criança pequena aprende é qualquer coisa de extraordinário, seja a fazer tricot ou a ler cá vai a vaca.

malhas

quase

the wool book

O casaco da A quase pronto e um excelente livro dos finais dos anos 70 sobre lãs (Margaret Dixon, The Wool Book) que li hoje na biblioteca do MNE.

o livro das camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Há muito, muito tempo, estávamos em 1984. Os fios sintéticos estavam no auge (têm mais força, elasticidade e não deformam), a palavra de ordem era fantasia, o Like a Virgin estava no top e publicavam-se livros como O Livro das Camisolas (tradução de The Sweater Book), cujos modelos tinham nomes como Algazarra, Cubos loucos e Riscas cintilantes.
Sem ironia, o livro é surpreendentemente complexo e interessante quando comparado com os que as editoras norte-americanas e inglesas lançam actualmente para o mercado. Com excepção do que chega do Japão, a tendência dos últimos anos é para os projectos rápidos e fáceis e no mercado editorial aparecem cada vez mais livros de tricot e costura obviamente feitos em cima do joelho e com o mínimo de custos.
Rewind para 1984: a minha colega do colégio que ia para a escola com camisolas feitas pela mãe (a minha preferida tinha uns bolsos garridos em forma de luvas) de certeza que não sabe que foram essas camisolas que me deram vontade de tricotar a sério. Continuar a ler…

cimo de vila

Cimo de Vila

Cimo de Vila

O Porto dito por Carlos Tê e visto pela Manuela Bacelar, num dos livros mais bonitos do nosso Natal. Não sei se terá grande distribuição cá por baixo, mas há na Pó dos Livros. Continuar a ler…

letras do verão

letras

letras

Os dois melhores livros que li este Verão. Ao lado, dois mapas comprados por tuta e meia na Vandoma quando passámos pelo Porto. Os livros: Mémoires de la Marquise de la Tour du Pin, impressionante autobiografia de uma mulher que, da corte de Maria Antonieta à companhia dos índios norte-americanos, viveu na pele um dos períodos mais marcantes da História. O outro, High Wages, de Dorothy Whipple (da editora de culto Persephone Books e com prefácio da Jane Brocket), passa-se entre tecidos e vestidos e prendeu-me de tal maneira que cheguei a andar pela rua a lê-lo.

A Manta

a manta

a manta

Foi rija a festa do Planeta Tangerina ontem na Ler Devagar. Celebrou-se o lançamento dos dois novos livros, O Primeiro Gomo da Tangerina e A Manta. O Sérgio Godinho veio cantar a música que a Madalena Mattoso ilustrou e eu tive a honra de ser convidada para falar um bocadinho sobre mantas. O livro da Isabel e da Yara de certeza que vai pôr muita gente a fazer a sua primeira manta de retalhos. A mim inspirou-me um workshop novo, a marcar em breve. Continuar a ler…

quilts: 1700 – 2010

Quilts 1700-2010 - Hidden Histories, Untold Stories

Quilts 1700-2010 - Hidden Histories, Untold Stories

Não sei se vou resistir à tentação de dar um salto a Londres para ver a exposição Quilts: 1700 – 2010 no Victoria and Albert Museum. Recebi o catálogo há uns dias e vou lê-lo de fio a pavio. Continuar a ler…

Kihnu Roosi Kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

Ärmä Roosi é uma artesã com setenta e cinco anos da ilha estónia de Kihnu, onde sobrevive uma riquíssima tradição de luvas e meias tricotadas à mão. Ao longo da sua vida reuniu várias centenas de padrões (consta que cada um tem um significado próprio) de luvas e meias tradicionais. Neste livro estão reunidos cento e dez desses motivos de luvas com e sem dedos. Descobri-o há poucas semanas e não descansei enquanto não consegui encomendá-lo (é verdade que com livros ainda não deixei de ser consumista). Para além do meu exemplar, pedi outros cinco para a Retrosaria, porque achei que mais pessoas o achariam tão irresistível como eu. Estão aqui. O livro é invulgarmente bem desenhado e paginado, o papel é óptimo e a impressão também. É verdade que está em Estónio mas os gráficos são de entendimento universal e, desde que comecei a comprar livros japoneses com regularidade, a língua deixou de ser um obstáculo para apreciar livros assim tão bonitos. Claro que se houver por aí alguém que leia a língua e queira vir fazer uma sessão de leitura pública com tradução, estou muito interessada. Continuar a ler…