cobertor

cobertor
cobertor
cobertor

O novo fio da Retrosaria chama-se Cobertor e é o fio com que são feitos os cobertores de papa. É espesso e no novelo o toque não é suave. A textura e torção fazem lembrar os fios islandeses com que se fazem as camisolas lopi. Aquilo que o torna mesmo especial, para além dos 500 anos de história quase desconhecida à qual espero voltar por aqui, é o que se lhe pode fazer depois de o tricotarmos: com uma pequena carda ou uma escova de aço para cães pode levantar-se facilmente a camada de pêlo densa e fofa que caracteriza os melhores cobertores de papa. A paleta que criei para este fio tem doze cores, mais o branco amarelado e o castanho naturais das ovelhas que lhe dão vida. Agora sonho vê-lo transformado em casacos e outras coisas boas de vestir no Inverno.

PS: o belíssimo rótulo é da responsabilidade do Lord Mantraste.

romaria

Romaria
Romaria

O primeiro de todos os galões nasceu ainda antes da Retrosaria. Hoje estreamos um novo, mais uma vez da autoria de um ilustrador convidado (depois da Camilla Engman e da Helen Dardik), o Bruno Reis Santos, aka Lord Mantraste. É uma romaria com vacas, cavalos e (claro) ovelhas, e estou curiosa para ver o que fazem com ele. Veio acompanhado de uma ilustração linda, porque há quem queira coser o galão e há quem prefira pô-lo na parede.

a hora do tricot

a hora do tricot
a hora do tricot
a hora do tricot

Correu mesmo bem. Foi preciso inventar mais cadeiras e trazer almofadas para quem se sentou no chão, o chá e bolinhos foram um mimo e as histórias contadas pela Ana Sofia Paiva e pelo Luís Correia Carmelo conquistaram-nos a todos. Obrigada ao Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva pelo convite e pela organização e obrigada a todos os que vieram, foi um prazer.

PS: mais alguém reparou naquele estojo de tricot tão lindo? O motivo é este, só é preciso aproximar mais as filas de ovelhas.

a hora do tricot

a hora do tricot
a hora do tricot

Há dez anos fazer tricot em público era estranho. Já não se viam senhoras a fazer renda no eléctrico e fazer malha, em geral, não ficava bem. Pode parecer estranho dizê-lo, porque não passou assim tanto tempo, mas é verdade: se se era uma mulher culta, activa e independente (seja já o que isso for), então não era suposto fazer-se malha. Quando muito fazia-se um bocadinho em casa, quando nascia um bebé, sob os olhares semi ou totalmente reprovadores de quem estava por perto. Foi nessa altura, em Setembro de 2004, que eu e a Hilda Portela convocámos o primeiro encontro de tricot. Tão popular era a ideia que compareceram três pessoas – eu, a Hilda e uma corajosa chamada Sofia. Os encontros seguintes foram muito mais animados, claro. E depois veio a imprensa, a televisão, apareceu gente a mais, criaram-se novos grupos e aos poucos as coisas foram mudando.
Há algumas semanas fui convidada pelo José Vítor Malheiros para organizar um encontro de tricot no âmbito de um evento anual no Pavilhão do Conhecimento. Disse que sim. Convidei o Bruno Reis Santos, aka Lord Mantraste, para desenhar os flyers e cartazes e estão tão bonitos que vão ficar na parede durante muito tempo (quem quiser um aproveite para passar ou fazer encomendas na Retrosaria hoje e amanhã). Chamámos a Zélia para representar o Gang da Malha e o IELT para contar histórias e vai haver chá e bolinhos. É amanhã.

mantraste
a hora do tricot

na retrosaria

tricot 2

tricot 2

Uma das boas coisas que acontecem na Retrosaria é dizerem-nos tantas vezes que os nossos workshops são diferentes.
Ontem também estive do outro lado. De manhã ensinei truques de malha e à tarde fui aluna da Rita (a mesma Rita que fez as ilustrações do meu livro). Foi a estreia do workshop de Crochet 2, em que se aprende a fazer rosetas ou motivos de crochet (aquilo a que nos EUA se chama granny squares e cá não tem nome mas quase toda a gente da minha idade reconhece de uma manta de casa da avó). Para mim, que nunca tinha tentado avançar no crochet para além do mais básico, foi uma revelação. As cores da Beiroa, que foi o fio que usámos, agora parecem-me ter sido inventadas para isto.

crochet 2

crochet 2

crochet 2

caneleiras poveiras

caneleiras poveiras

a sara no pico

As caneleiras poveiras do livro foram inspiradas num par de meias que, em 1967, Sebastião Pessanha trouxe da Póvoa de Varzim. Tinha 75 anos e felizmente continuava a reparar em coisas a que não muitos outros deram importância. Descendentes delas, as versões para turista das meias dos pescadores do Norte ainda se encontram por aí. E também há quem saiba fazê-las bonitas. À falta de imagens antigas que mostrem as meias a uso com os motivos à vista, suponho que as estrelas, espinhas e pássaros às cores ficassem escondidos por baixo das calças, alegrando não os olhos mas o coração.

As minhas caneleiras, que têm os motivos bem à vista para que não fiquem esquecidos nas reservas do museu, foram feitas com estas lãs e foram usadas pela Sara, na Ilha do Pico, ao som da Chamarrita.

These legwarmers from my book were inspired by a pair of fisherman socks from the collection of Sebastião Pessanha (b. 1892), a portuguese ethnographer who (unlike many others) paid attention to knitted artifacts and knitting tools throughout his life. Coarse touristic versions of this type of socks are still handmade and sold today, some of them bearing interesting stranded patterns.

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