coser

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A minha melhor amiga está quase a ter um bebé. É o melhor pretexto para voltar a fazer roupa pequenina, daquela que um pedaço de uma tarde chega para levar do início ao fim. A roupa feita por nós tem todos os poderes mágicos do amor que investimos nela. Mas também tem outra coisa: consegue usar-se durante muito mais tempo, mesmo numa criaturinha em crescimento acelerado. O molde destas calças reversíveis, que estreei há quase seis anos, deve andar perto da perfeição. Usando elástico caseado na cintura e dobras nas pernas, as da A. duraram um ano.

Molde do livro 歩きはじめた子どものために.
Tecidos: bombazine Denyse Schmidt e algodão estampado.

kilt

Iou

Iou

Quando alguém que raramente compra roupa tem uma saia nova é caso para fazer a festa e deitar os foguetes. É um Madras Kilt do projecto IOU, mais precisamente este Madras Kilt. Com botas alentejanas e o último Wiksten tank top a acompanhar, leva-me para dentro destas fotografias que adoro. Numa altura em que a palavra handmade virou carimbo para vender a torto e a direito o que quer que seja, gosto da minha saia com bilhete de identidade.

wiksten tank #2

wiksten tank

wiksten tank

O corte deste top está perto da perfeição. Assenta como uma luva, não é curto nem comprido demais e aguenta diferentes tipos de tecidos. O sucesso do primeiro, que fiz há duas semanas e tenho usado regularmente, ditou que se lhe seguisse um segundo, noutro dos tecidos vintage que raramente tenho coragem de cortar.

wiksten tank

wiksten tank

wiksten tank

Tenho poucas blusas de verão que não tenham sido feitas por mim (na verdade tenho poucas blusas de verão mesmo somando as que foram e as que não foram feitas por mim). As de que mais gosto são esta e esta, que continuam óptimas depois de vários anos de uso intensivo. Foram feitas por um livro japonês, com o molde que se aprende a usar no workshop Coser para vestir. Esta manhã experimentei finalmente um dos moldes da Wiksten, algo que queria fazer desde que eles apareceram. A autora, Jenny Gordy, esteve há poucas semanas na Retrosaria, onde se abasteceu de Beiroa e outras coisas. Comecei por este tank (a primeira remessa que recebemos esgotou instantaneamente), feito num tecido antigo de algodão que encontrei em Castro Verde. Rematei o decote com viés de algodão, como costumo fazer, porque me custa imenso estragar quase um metro de tecido só para cortar uma tira. Sigo para pelo menos uma Tova, talvez num destes.

wiksten tank

coser

sewing

ferramentas

Já é raro usar meias compradas, mas ainda estou longe de ter feito blusas suficientes. Fiz esta há poucos dias com um tecido Nani Iro e um molde do livro Happy Homemade 3. Como é uma pergunta que me fazem com frequência, deixo também a lista de todas as ferramentas que usei: caneta de giz para marcar o tecido, linha de algodão e de alinhavar, agulhas, dedal, alfinetes finos e respectiva alfineteira, descosedor, punção (para conduzir ou corrigir o tecido mesmo junto ao pé calcador), uma tesoura grande e um corta-fios. Para decalcar o molde: papel vegetal, lápis de carvão, régua e tesoura de cortar papel. A alfineteira também serve de peso para o papel não se desviar.

play station

ela

play station

Há meses que tinha prometido à E. ensiná-la a coser à máquina. Usei quase o mesmo método dos workshops e deixei-a à vontade com meia dúzia de retalhos para praticar. Ontem de manhã disse que queria fazer um saco. Achei que seria complicado mas dei-lhe os materiais e deixei-a outra vez sozinha, só com algum receio de que furasse os dedos. O resultado surpreendeu-me.

Na véspera tinha feito uma saia de linho para a A. Usei o ponto de overlock da Juki para unir a parte da frente à de trás e um dos pontos decorativos para a barra. Read more →

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