Roupa - arquivo

no seixal

casaco novo

manas

Como a E. adoptou definitivamente o dela, fiz um casaco para a A. Este cruza um bocadinho à frente e pode levar um botão para ficar fechado. Também é reversível e do outro lado tem o mesmo tecido do capuchinho vermelho que a Rita usou nesta camisa.

De manhã passeámos no lindo centro do Seixal. Fiquei curiosa com os postigos que há em muitas casas, que não são para as cartas e parecem demasiado pequenos para gateiras.

coser

sewing

Coser roupa continua a ser uma aventura. Estava há anos para fazer um casaco reversível para a E. e ontem, enquanto planeava encomendas de tecidos para a Retrosaria, tropecei na página que me fez deitar mãos à obra. Como os figurinos estão todos em Japonês e os desenhos são vagos para uma leiga fica mais espaço para a imaginação (e para o disparate). Usei só sobras dos slings e as medidas foram a olho. O resultado, um serão inteirinho depois, é um casaco razoavelmente à medida da E. (que desconfiou da ausência de fecho e bolsos) ou uma espécie de haori de mangas gigantes para a A., que passou a manhã com ele. Agora apetece-me fazer um para mim, ou um destes () com tecidos da Retrosaria.

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re-fazer

culottes

culottes

Há cinquenta anos quase toda (ou toda?) a roupa de bebé ainda era feita em casa. E, vida fora, desciam-se bainhas, remendava-se, desmanchavam-se camisolas para tricotar maior, apanhavam-se malhas nas meias, cerzia-se, faziam-se sapatinhos do feltro dos chapéus velhos e desfaziam-se casacos para usar o tecido pelo lado menos puído. Agora é mais caro tricotar do que comprar feito (mas compensa) e as casas não têm quarto de costura. Fazer em casa uma peça de roupa (com uma camisa velha do avô, um forro reaproveitado e um galão comprado há anos) é um mimo. Quase um luxo.

note to self

bloomers

Aproveitar enquanto são pequeninas para lhes fazer mais roupa. Depois dá trabalho a mais, e por isso é que depois desta saia, que continua a ser a minha saia, nunca mais fiz nada para mim. Fazer mais vestidos muito simples.

As babylegs pediram culottes. Quando a E. era pequenina nunca encontrava culottes bonitas para os dias mais quentes. Acabei agora estas, de usar dos dois lados. Estão prontas e servem, falta lavar, usar e ver o que é que pedem mais.

o novo vestido muito simples

vestido

Ainda está um bocadinho grande que é para ver se chega ao fim do Inverno sem ter deixado de lhe servir e: 1. parece vagamente um edredon ambulante, 2. tem uns dois centímetros de roda a mais (o anterior tinha a menos), 3. ainda não foi desta que acertei mesmo com o fecho das alças.

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projecto vmse 2

vestido

Apesar de o Inverno ainda parecer longe comecei hoje o projecto Vestido Muito Simples de Inverno. Tentei aumentar e melhorar um bocadinho o molde mas ainda não tenho a certeza que os resutados tenham sido melhores. Tem uma face de polartec anil e outra de algodão e se não ficar demasiado esquisito também vai poder ser usado dos dois lados.

Lindos desenhos de criança, no dia em que a E. faz 19 meses.

o vestido muito simples da e.

vestido

Parece um bocadinho uma bata e as alças ficaram meio arrebitadas, mas acho que se o visse numa loja ficava com vontade de o trazer. Na verdade não é mais do que uma ampliação do molde que uso para os vestidos das bonecas.

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projecto vmse

molde

Quando comprei a máquina de costura a primeira coisa que tentei fazer com ela foi um vestido para a E. Foi uma experiência frustrante. Por um lado porque a coisa mais complexa que tinha até então costurado tinha sido um saco para o cachimbo do meu pai (há 20 anos) e por outro porque em vez de imaginar um modelo o mais simples possível quis fazer uma coisa muito complicada, com vários tecidos, botões, forro e etc. Parti uma agulha, gastei tecido e fiquei aborrecida com a minha incompetência.

A máquina ficou parada quase três meses. Voltei a pegar-lhe para fazer o boneco número um, que não podia ser mais simples. A partir passei a usá-la quase todos os dias e agora já tenho algum à-vontade com as suas várias partes e funções.

Uma maré de comentários encorajadores levou-me ontem a deitar finalmente mãos ao Projecto VMSE (Vestido Muito Simples para a E.), com o qual sonhava desde Outubro. A parte mais divertida foi deitar a E. no papel de cenário estendido no chão e tentar desenhar o molde em volta dela. Claro que não funcionou e acabámos por o desenhar as duas (mas ela passou o resto do dia a ir por ela deitar-se no papel sem perceber muito bem que brincadeira nova era aquela). O VMSE é mesmo MS: quatro bocados de tecido com o mesmo feitio cozidos uns aos outros, com a particularidade de se poder usar do direito e do avesso (sempre tive a mania da roupa que se pode usar dos dois lados).

O nosso gentil e ilustre convidado para o jantar perguntou com a melhor das intenções se eu estava a fazer uma bata. Se for, pelo menos vai ser uma bata incomum, o que já é qualquer coisa.