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suzuko koseki

suzuko koseki

Suzuko Koseki é uma das minhas autoras japoneses preferidas na área do patchwork. São dela os livros da série Machine Made Patchworks e My Quilt Diary, que definiram todo um estilo, e os seus tecidos são igualmente reconhecíveis: os padrões costumam reproduzir antigos materiais de costura, rótulos e figurinos de moda, ou os estampados floridos dos anos 30 e 40. Esta foi a manta em que usei mais tecidos seus, mas acabo por incorporar pelo menos um em quase todas elas. Hoje chegaram estes seis rolos da colecção mais recente à Retrosaria, a par de muitas outras novidades.

do japão

Tecidos

tecidos japoneses

Seja um envelope com amostras de tecidos ou uma encomenda para a Retrosaria, a correspondência vinda do Japão parece sempre especial. Das letras bem desenhadas aos selos e ao estalar do papel, mesmo na era do instantâneo sobram diferenças fascinantes.

Com dois dos três magníficos tecidos novos distraí-me a imaginar dois quilts possíveis, muito simples de fazer:

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museu de etnologia i

tecelagem cabo verde e guiné

tecelagem cabo verde e guiné

Uma das exposições patentes no Museu de Etnologia (a Mary também viu) apresenta (a propósito do trabalho de uma artista plástica contemporânea) lindíssimos panos tradicionais de Cabo Verde e Guiné Bissau. São compostos por várias faixas estreitas tecidas em tear manual cosidas umas às outras. Parecem já ter deixado de fazer parte (ou quase) da maneira de vestir do nosso tempo, tendo provavelmente sido gradualmente substituídos a partir do século XIX (como na Europa), por tecidos decorados por estampagem (muito mais baratos e em boa parte importados). A tradição no entanto subsiste (pelo menos em parte) graças ao folclore e à procura global(izada) do que é étnico. On-line, encontra-se a Artissal (uma associação de Tecelagem tradicional que produz artigos artesanais de qualidade e promove um projecto de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau) e uma página norueguesa – The Capeverdean pano – a unique handicraft – com o contacto de Henrique Sanchies, tecelão caboverdeano.

A exposição inclui ainda um conjunto de capulanas da colecção do MNE, recolhidas nos anos 90 na Guiné. A legenda chama-lhes panos legós, designação (local?) que o Google desconhece.

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