umbigo

sobre os umbigos, o melhor é perguntarem ao jorge. as minhas colegas japonesas divertiram-se à farta com esta totalmente inesperada sessão fotográfica.

à noite: jantar no restaurante chinês que o a. ginsberg frequentava (aqui) e novo passeio pela east village.

basket full o’jazz:

avenue A, velhota negra de vestido azul empurra um carrinho de compras (ou de ir à lavandaria). dentro do carrinho há um cesto, dentro do cesto, um leitor de k7 e, dentro deste, blues.

(would any of you please give me a good reason to go back?)

umbigo

em casa do jorge, com a fränzi, a hitomi e a iku, numa missão umbilical da qual depois darei mais pormenores…

estou aqui

estou aqui (na biblioteca da minha escolinha) e sigo para um dos cafés mais simpáticos das redondezas, o PUSH café, na esquina da 23rd st. com a 3rd av.

segunda-feira, e de novo na escola

muito ensonada para escrever grande coisa. ontem à noite dei conta da incrível quantidade de tralha que acumulei nestes quase dois meses. o fim-de-semana indiano terminou com a indian parade, madison avenue abaixo, menos animada (e mais pobre) que a dominican parade no domingo passado, tão despropositada como qualquer outra, mas divertida que chegue e muito mais perfumada.

a ‘loja’ em que estive no sábado é uma das coisas mais extraordinárias que vi por estas bandas: aparentemente, um velhote indiano resolveu comprar uma velha tabacaria americana e, em vez de a esvaziar primeiro, empilhou todo o tipo de indian junk que vos passe pela cabeça por cima e em frente do que lá estava antes. o resultado é tal que não há espaço para circular. apenas uma estreita passagem em que é preciso andar de lado e muito devagarinho para não desmoronar a coisa toda. e o mais incrível é que por debaixo do incenso, dos autocolantes, estatuetas, bugigangas, lenços, bandeiras e etc. estão as revistas, cartões de baseball, livros, cigarros, porta-chaves, cadernos e tudo o mais que o antigo dono por lá tinha!

fiquei a saber umas coisas sobre o panteão hindu e comprei um belo retrato da deusa kali, que segundo o dito cujo senhor dono da loja, dá muito boa energia e é adorada pelos americanos, que quando a vêem não hesitam em comprá-la. fui aconselhada a levar o poster a um templo se por acaso me quiser ver livre dele, uma vez que deitar a kali ao lixo não é coisa recomendável. cá está ela, numa versão muito menos bonita do que a minha:

queer alabama

martinparresque breakfast

na sexta-feira voltei a baldar-me a (sorry, hoje nao tenho acentos) a aula da queer alabama (alias gae savannah) e fui para o met ver uma serie de coisas que nunca tinha tido sequer tempo de espreitar.

ontem, depois de mais um passeio pela east village (que cada vez mais me parece ser a minha neighbourhood favorita), fiquei a conhecer o melhor de jersey city: o bruno, que como eu e um bridgeandtunneler, sabe onde tomar o pequeno-almoco mais martinparr-esque, onde comprar bandas-sonoras dos fimes de bollywood e descobriu uma incrivel loja indiana cuja descricao so poderei fazer amanha (aos domingos nao tenho net a borla…)

lunch break

mais uma hora do almoço passada na biblioteca. esta tarde, excursão de grupo ao museu dos indjuns, onde consta que há uma bela exposição de fotografia.

ele há coincidências incríveis

ontem escrevi sobre o leroy da frick collection e hoje apanhei na rua (estou sempre cheia de pena de não poder levar comigo metade da tralha que os novaiorquinos deitam fora todos os dias) o disco (vinyl, 33rpm) do ‘fame’ e ainda dois outros que só pelas capas valem o trabalho de os carregar o resto do dia.