pensar de pernas para o ar é uma boa maneira de pensar

estivemos no porto.

no porto pode-se andar com o carrinho de bebé na rua porque os passeios são de cimento e não de empedrado. fazer a avenida de frança é uma maravilha (bem, pelo menos até meio) e fazer qualquer avenida lisboeta, impossível. andámos de metro e na bela bombaça do walter.

acabei de ler as horas e fui a correr comprar o mrs dalloway (os clássicos da penguin estão a .2.24 na fnac!).

voltei à faculdade com a e. para encontrar o meu querido mestre.

continuo a ter sono. imenso sono. boa noite.

agora ela passa o dia de dedos na boca e eu a trocar babetes (não gosto de babetes) e t-shirts. já se estica na cadeira quando quer colo e chora vários choros diferentes (fome, sono, fralda e dá-me atenção, mais algumas variações sobre os mesmos temas).

quando a levo no porta-bebés às vezes já a viro para o mundo e não para mim. as pessoas passam e sorriem (é uma espécie de bênção que só se tem quando se é pequenino).

curtas

ontem fui ao celeiro comprar leite de soja: no celeiro há mais comprimidos que alimentos e as pessoas que lá vão têm um ar menos saudável que as outras. estava com a e. ao colo e mesmo assim fui empurrada para dentro de um balcão frigorífico por um mal-encarado apreciador de miso. bem, ninguém me mandou comprar leite de soja.

o recém-nascido blog do andré belo.

bicho

pegar na e., pô-la ao peito, ajeitá-la, beijá-la e olhar para ela. às vezes sinto-me personagem de um documentário sobre a vida animal. sinto-me bicho no pegar e no mexer e na forma como soube fazer as coisas sem antes as ter feito, na importância do toque e do cheiro e no entendimento sem palavras. tem razão a isabel: também eu sou antes de mais mãe. e bicho.

são os últimos dias da minha licença de parto

felizmente nos tempos mais próximos eu e a e. vamos continuar juntas. como estamos convalescentes mantemo-nos por casa (e o céu azul a chamar lá fora), ela a treinar os seus novos truques (segura larga puxa tosse tosse ri) e eu a estudar xhtml.

não tenho notícias dos livros e quase que aposto que ainda lá estão, ou no mesmo sítio ou atrás do balcão, à espera de quem pergunte por eles.

css

não gosto de deixar trabalho por fazer nem de dias vazios. agora, apesar de tudo, não há dias mesmo vazios porque a elvira tem sempre surpresas (a de hoje foi a descoberta dos pés – olhou atentamente para os pés e segurou um deles. um giant leap aos olhos de qualquer mãe). mas está tanto calor que enquanto não ficarmos boas pouco podemos fazer além de sestas.

no entretanto vou estudando css (aqui e aqui).