27 semanas

catarina madruga

Estou grande. Cada vez maior. Entre mim e a mesa, a máquina de costura e, antes de mais, entre mim e a E. há uma barriga de intervalo. A mesa e a máquina não se queixam (se bem que esta se arrisque a ganhar teias de aranha) mas a E., apesar de manifestar constantemente o seu entusiasmo, começa a ressentir-se do colo que minga e da força que já não chega para brincar com ela tão à vontade.

Por dentro, o rebuliço constante que me deixa confiante. Este fim-de-semana, enquanto eu me sentia um banho-maria em banho-maria, terá visto pelo menos um bocadinho de luz.

Na foto, coisas lindas, lindas, lindas vindas das mãos da Catarina.

26 semanas

quilt

Estou grande e está calor. Passei dois dias deselegantemente inerte (tão inerte quanto uma mãe pode estar) em frente à ventoinha e ao terceiro encarnei o Grande Espírito Nidificador que mais tarde ou mais cedo possui todas as grávidas. Subi e desci caixotes de roupa, passei em revista tudo o que a E. usou desde o parto, chorei um bocadinho ao mostrar-lhe a primeira peça de roupa que estreou depois das deliciosas fardas da maternidade, reclamei e forrei a mesma gaveta para o novo bebé e desde então que só penso em bodies de recém-nascido, babygrows e calças de algodão que deixem os pés à mostra, quilts por acabar, lãs irresistíveis mas impensáveis de tocar neste clima e nos vestidos todos que vou mesmo fazer.

chucha

...

A E. deixou de usar chucha este fim-de-semana. Há bem mais de um ano que só a usava para dormir e desde bem antes disso que eu e o F. nos questionávamos sobre a melhor altura para a fazer desaparecer. Nunca fomos grandes apoiantes da dita (a E. só começou a usar chucha por volta dos três meses) e os quase três anos e meio dela já tinham ultrapassado todos os prazos que nos propusemos. Em busca do método ideal, ouvimos os relatos de amigos com filhos e relembrámos as nossas próprias experiências (esquecer a chucha em casa na ida para férias ou fora no regresso a casa, convencer a criança a deitá-la ao mar/ao lixo, etc.). O único livro que temos sobre o assunto (boa história mas ilustrações muito fracas: A Chupeta de Nina, edições Ambar) nunca despertou grande interesse e as muitas conversas racionais que tivemos com ela serviram para a fazer perceber que mais tarde ou mais cedo chegaria o grande dia mas em geral só aumentaram a ansiedade relacionada com o assunto.

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