supersize me

Enquanto o quilt seca (está acabado, finalmente), antes de sair para o meu outro trabalho, com a A. a sabotar-me o post batendo gloriosamente na space bar, um minuto para deixar escrito que o documentário Supersize Me devia ser de visionamento obrigatório para pais, mães e crianças em idade escolar. A E. tem quatro anos recém-feitos e já chegou a casa a perguntar quem era o maquedónalde. Depois de esclarecida e passadas algumas semanas disse que todos os seus amigos gostavam muito de ir ao McDonald’s e depois que também lá queria ir comer caixotes de batatas fritas (os quatro anos e as conversas delirantes com os colegas da escola davam matéria para muitos posts). Obviamente não irá tão cedo.

E agora ala que se faz tarde, mas não sem antes apontar para as belíssimas rodilhas de Viana mostradas pela Natacha. A tag rodilha, no flickr, está cada vez mais animada.

rodilhas

rodilha

Já não tenho a certeza, mas acho que em pequena tive rodilhas para brincar. Pensei nelas das várias vezes que transportei coisas à cabeça escada acima, mas não sabia fazê-las. Agora sei, graças à Mary. Em quatro entradas de um blog que já merecia o estatuto de blog de interesse público se tal coisa existisse, A Saloia (que é também autora das bonecas de pano portuguesas mais bonitas que conheço) aprendeu e partilhou a (uma?) maneira de fazer rodilhas, e nelas praticamente estreou o assunto na internet: Sogras/Rodilhas Workshop, Part I, Part II, Ideias para rodilhas.

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diferentes como duas gotas de água

papá bebé

Os vizinhos e conhecidos chamam à A. miniatura da irmã. São de facto parecidas. Tirando o tom de pele e o feitio da testa, crescem pelos mesmos percentis e assemelham-se na maior parte dos contornos. Mesmo que nos ritmos e no chamado feitio sejam bem diferentes (salvo nas abençoadas noites inteiras que começaram ambas a dormir com pouco mais de um mês de idade). As diferenças, tendo a atribuí-las aos factores ambientais e a achar que muitas vezes os genes têm as costas largas, por muito que pense que estou a educá-las da mesma maneira. Para quase todas encontro explicações mais ou menos verosímeis e, frente às outras, rendo-me à verdade recém-descoberta pela E.: Mãe, sabes que a minha vida é diferente da tua vida?

Foram diferentes os últimos meses de cada uma dentro da minha barriga (uma de cabeça para baixo, outra de cabeça para cima), diferentes os partos (uma nasceu, a outra foi nascida) e as primeiras horas de vida (uma à minha beira e a outra raptada para um berçário apesar das minhas lágrimas e súplicas), é diferente o meio de transporte (uma quase sempre no baby björn e a outra de tal maneira adaptada ao sling que as rodas do carrinho só saíram uma vez de casa em quase seis meses) e é diferente sobretudo a relação que se tem com um primeiro e com um segundo filho: o primeiro ganha na velocidade de resposta dos pais mas o segundo tem-nos menos ansiosos e muito, muito mais seguros no pegar, no cuidar e no brincar. E por aí fora, que podia ficar a escrever este post o dia todo.

vira-vento

pinwheel

Juntamente com o log cabin, o pinwheel é um dos meus padrões preferidos. É muito simples e produz efeitos muito diferentes, consoante se usem tecidos mais ou menos contrastantes. A não muitos dias (espero) de terminar este, voltei a pegar noutro quilt que tenho em mãos desde o ano passado. Tem só três cores, um monte de tecidos diferentes e, se eu ganhar juízo (e perícia), vai ser acolchoado à máquina.

Links:

Patchwork português: Ermelinda Cargaleiro (coincidência com ou influência sobre o trabalho de Manuel Cargaleiro?) e Maria Teresa da Conceição Mendes.

Fussy-Cutting for Quilting.

Volksware carpet: um quilt-tapete-instalação feito de peças de roupa inteiras. Vendido ao metro.

Quiltsryche | evil rock quilts, de Boo Davis.

Cozy patchwork de camisolas feltradas.

Levitated: Nine block pattern generator.

I haven’t been making anything: quilts e bebés, a melhor combinação.

cores, links

faber castell clip pens

Estes marcadores devem ser a melhor prenda que a E. recebeu em muito tempo. Deles nascem diariamente dezenas de desenhos (que já consumiram resmas de fotocópias dos meus tempos da faculdade), servem para fazer construções elaboradas e a mim apanham-me desprevenida com lindas paletas de cores – tão lindas como as do kuler -, que vou fotografando para projectos futuros.

Alguns de muitos links:

O fim da Agenda LX tal como a conhecemos. É verdade que é uma produção de luxo, e é discutível por exemplo a pertinência de incluir crítica de discos e livros, mas deu-me a conhecer muitos cantos da cidade e espero sinceramente que as mudanças previstas não lhe tirem o que tem de melhor.

O concurso Aqui há Selo dos CTT (obrigada a todos os que votaram no tema que propus) parece muito mal organizado. Não há qualquer avaliação prévia das propostas submetidas antes da sua publicação no site, por muito absurdas que sejam, e por isso é muito difícil encontrar alguma com o mínimo de qualidade. Gostava de participar, mas ainda mais de ver a votos propostas do João, da Carla, do Feitor, da Sara

Google image labeler: uma brincadeira viciante.

PS: A Carla Pott aceitou o meu desafio e submeteu um dos seus lindos cavalinhos a concurso.

kourotrophia

kourotrophos

Costumava achar que o maior desafio em termos de maternidade era um par de gémeos, mas já não tenho tanta certeza. Dou por mim a pensar que, depois da maratona de uma gravidez e parto de dois bebés, e da prova física extrema que deve ser amamentá-los ao mesmo tempo, cuidar de duas crianças pequenas de idades diferentes possa ser ainda mais desgastante (mas não tenho termo de comparação, claro). Já escrevi e continuo a achar que o que cansa é sobretudo o jet-lag. Os quatro anos são uma idade extraordinária e ter um bebé é estar apaixonado, mas a mudança constante de registo (diálogos de monossílabos com uma e explicações complexas para a outra, angústias que acabam com um colo de um lado e assuntos que precisam de atenção e longas conversas do outro) estonteia-me até, em alguns fins-de-tarde, ficar com a cabeça como a da mãe do lindíssimo postal que recebi ontem pelo correio. Vale-me o milagre de na manhã seguinte a encontrar sempre outra vez sobe os ombros.

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