para não me esquecer

7 dentes e 14 meses

Catorze meses e pouco: atravessa um quarto inteiro em pé, gatinha quando tem pressa. Palavras das que vêm no dicionário diz quase meia dúzia, mais talvez o dobro de onomatopeias. Acena compenetrada que sim e que não para nos responder e não se engana, tem a franja quase a chegar aos olhos e sete dentes à vista. Protesta desde que nasceu quando é contrariada. Começou a comer iogurtes mas ainda sou eu o lacticínio preferido. O biberão só serve para a água e mesmo esta sabe sempre melhor do copo da irmã. Começou ao ano a comer a nossa comida e come de quase tudo. Aprendeu com a irmã que há comidas preferidas e outras de fazer birras, consoante os dias. Anda a fazer experiências com a colher (e hoje comeu sozinha o iogurte), mas o prato ainda voa de vez em quando. Quando é preciso assoa-se triunfalmente aos dedos e sorri de alívio. Desenha riscos rápidos e lentos nos papéis que lhe dou, nos que tira do cesto do meu escritório e em qualquer superfície disponível.

São e não são assim tão diferentes.

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