lídia

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Quando recebo emails como este da Joana Oliveira saio de casa a correr:

(Estive na Retrosaria no sábado de manhã a participar no workshop da Rita. … Gostei muito e pretendo voltar muitas vezes!) O assunto que me traz, tem que ver com a demolição da loja Lídia. É uma antiga loja de tapetes e alcatifas, ao cimo na Rua Ferreira Borges. Passei por lá no sábado à tarde e soube que vai fechar já na próxima quinta-feira, dia 10. Todo o quarteirão em que está inserida vai ser demolido, parece que para a construção de um condomínio. Vale a pena uma visita, nem que seja só para admirar o tecto. …

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Obrigada, Joana!

29 comments » Write a comment

  1. Que triteza demolir um edficio lindo desses, realmente neste país, é destruir o antigo e bonito, para construir o novo e foleiro, bahhh

  2. :( MEU DEUS!
    Será que não valeria a pena recuperar??????
    Será que não se pensa neste país???

    Enfim! Obrigado Rosa por partilhares a informação e estas lindas imagens connosco!

    Beijinhos

  3. Em Campo de Ourique há vários casos tristes destes. Há uns anos demoliram o laboratório Sanitas para construir o Condomínio mais shopping :(((
    Um dia destes lá se vai a Escola Alunos de Apólo e a Padaria que está mesmo ao lado. Essa padaria já sofreu algumas intervenções “modernas” mas ainda tem vestígios antigos bonitos como no tecto e colunas.
    Essa loja na ferreira borges é mais um exemplo de como em Portugal se arrasa com o nosso passado tradicional.
    Felizmente foram lá vocês! Obrigada;)

  4. Uma verdadeira vergonha não se preservar o nosso património que é único e que defende a nossa identidade lusitna, para edificar condomínios modernos que seguem as tendências europeias modernas…

  5. realmente é uma vergonha. Se estivesse em Portugal organizaria uma accao de protesto. Será demasiado tarde para intervir?

    obrigada pelo post

  6. Vergonha é realmente o que sinto depois de ver as fotografias e o património que elas mostram. Como é possível destruirmos a nossa identidade a favor do “império” do betão que grassa pelo país fora?

  7. O que temos de único e belo no país aos poucos desprezamos e destruímos; é de lamentar!
    Estive lá há cerca de uma semana e é um espaço sem igual.

  8. Damos cabo de tudo o que é bonito e tem uma história para contar.
    Este país está cada vez mais foleiro!

  9. Rosa,
    seria melhor não ter visto essas imagens… fiquei com uma tristeza profunda… como os valores podem ter mudado tanto assim? É uma pena!!!
    Enquanto você abre um comércio que recupera, que valoriza o belo, outros tratam de se apressar para destruir o que que foi construído (e serviu de referência!) durante tantos anos… a memória preservada será a do novo, do globalizado, do igual. É uma pena!
    Desculpe o desabafo, mas eu pensava que Portugal estava livre desses disparates. Um abraço, Lisbeth

  10. Rosa e demais amigos preservacionistas:
    É uma lástima que essas atitudes proliferem mundo a fora !
    Aqui no Brasil, país jovem, moderno, é a mesma coisa ou ainda pior.
    A História vai para o chão com a maior sem-cerimônia. Tudo em nome de um pretenso “progresso”. Aonde vamos parar ?
    Não sei…

    Restam as fotos e a saudade.

    Beijos

  11. :( não entendo… onde está a piada em construir estruturas direitas, sem originalidade nenhuma? Encaixotam-se as pessoas em gaiolas sem alma e deitam-se abaixo verdadeiras obras de arte… A propósito, cito o livro “Papalagui”, em que o chefe de uma tribo indígena se refere a prédio, como: “baú de pedra posto ao alto, cheio de cubículos e buracos”. Penso que está na altura do Homem parar para pensar no que anda a fazer.

  12. Parem!!!!

    Reconstrução impõem-se! estamos fartos de apagar a nossa história para fazer mamarrachos.

    Será que não aprendemos nada com os países civilizados onde se preserva a história e a arte?

    Este tecto e os azulejos Arte Nova são magníficos, lindos.

    Parem com os interesses imobiliários preservem a arte e cultura do nosso País.

    Obrigada Rosa por mais uma vez denunciar uma barbaridade.

  13. concordo com quase tudo o que foi dito mas quantos de nós vão aquele depósito comprar tapetes? e quantos vão à loja quase ao lado comprar atoalhados? e à sapataria baltazar? como podemos manter espaços como estes e não transformar Lisboa num mega condomínio/loja “ancora”?

  14. De facto… que desolação…:( Um edifício desses, com tanta história e tão bonito… como é possível que aprovem a demolição destes tesouros da nossa arquitectura para construirem condomínios… será que não existe mesmo nada que se possa fazer???
    Eu vou estar em Lx este fds, por isso se organizarem alguma acção de protesto, como falou a Catarina, eu estarei lá!!!
    E obrigada Rosa pelas excelentes fotos e à Joana por mencionar este desastre que está prestes a acontecer… sempre os interesses económicos à frente de tudo…:((

  15. Há uma contradição por detrás de muitas das antigas lojas que ainda existem: se por um lado o desleixo e falta de inovação dos proprietários permitiu que sobrevivessem até aos dias de hoje conservando o que têm de mais bonito, por outro deixaram de ser competitivas e de atrair os compradores. Como disse a Marina, quantos de nós temos capachos aos armazéns Lídia? E olhem que são bem mais bonitos do que os do IKEA. Esta loja em particular não é restaurada nem cuidada há décadas, e boa parte do seu interior só muito dificilmente seria recuperável, mas não deixa de ser triste pensar que desaparecerá daqui a poucos dias. Espero que outras semelhantes tenham mais sorte.

  16. Quando lá estive, a minha primeira reacção foi também um misto de tristeza e revolta, mas depois, ao falar com a D. Lídia, acabei por compreender. O edifício está tão degradado que já não é seguro e recuperá-lo seria demasiado oneroso. Acima de tudo, ela está grata por ter podido acompanhar a loja até ao fim e ser ela própria a decidir o seu destino.
    Comprei um capacho e uma cama de gato. Recebi de presente um atendimento à moda antiga e um metro de madeira!

  17. Infelizmente o nosso património não é muito respeitado. Os grandes centros comerciais (nada tenho contra eles) têm acabado com as velhas casas especializadas em determinados artigos.
    Mas só uma pergunta:
    - Se é para demolir não será possível oferecer os azulejos a quem os aprecie um pouco? È que o atentado seria menor se fosse realmente possível retirar o que ainda se pode aproveitar.
    Paula Tadeu

  18. olá rosa.

    descobri hoje que também aqui onde moro(bbr)vai encerrar 1 antiga retrosaria com perto de 50 anos.
    a empregada da loja disse-me que este seria o último natal.
    fiquei triste…não sei se pela forma como o disse se pelo facto de a porta se fechar e ela ficar sem o emprego que mantém há + de 25 anos.
    confidenciou-me ainda que o trespasse já vai pela metade do valor pedido inicialmente e nem mesmo assim alguém se interessa.
    também é muito original o edifício pois o interior é forrado de madeira de alto a baixo e até tem degraus que as empregadas sobem e descem vezes sem conta ora para ir buscar a mercadoria pedida ora para atender os clientes.
    acrescentou ainda que a dona já nada comprou de novo para aliciar os clientes a levarem o que resta dos tecidos, linhas, botões, etc.
    afinal mais 1 loja vai fechar neste meio já de si tão avesso ao comércio local.
    não se trata de fechar, demolir e construir de novo com traça moderna…estou a falar de não preservar restos de qualquer memória.
    estamos a ficar sem passado físico ao destruirem quase de forma gratuita os nossos edifícios.
    vamos acreditar que ainda há muitas pessoas como tu, rosa, que lutam e divulgam estas situações.

    bjs rosa

  19. é como Caetano um dia escreveu:”a força da grana que ergue e destrói coisa belas…”

  20. Ay, no lo puedo creer…
    pero qué bonita es esa tienda por dentro!
    es una pena que la tengan que demoler. Espero que hicieras un buen reportaje fotográfico Rosa.

    un abrazo
    y condolencias

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