Uma das maneiras melhores de passar o tempo em casa da minha avó era brincar no chão com os botões, as linhas e as tesouras enquanto ela cosia à máquina e me contava histórias.
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Rosa, faço minhas as tuas palavras. Pode ser? :)
huum… as avós, são uma grande fonte de inspiração… as minhas foram e são…
Rosa,
também eu aprendi a cozer na máquina da minha avó materna .Parcidissima com esta.
Guardo as melhores recordações e as lindas histórias de encantar que me contava…
Parabêns pelo seu trabalho.
Eu e as minhas irmas tambem assim passamos bons tempos ao pe da nossa avo. Tantas saudades.
Gosto imenso do seu blog, e sempre tao interessante. E ajuda-me a matar saudades de Lisboa, de Portugal, da nossa cultura.
Obrigada.
I have the same memories of my grandmother’s house. I also used to fight my brother to be the person to “turn the wheel” as my grandma’s machine was one of the really old ones that you powered with one (turning a wheel) and guided with the other. I still have the machine, and it still works!
Eu não tive sorte de ter uma avó assim nem que a costura e tricot fizessem parte da minha aprendizagem enquanto crescia. Guardem essas memórias preciosas, por favor! :)
A minha avó paterna(a única que conheci)não sabia coser, nem fazer malha, nem crochet. Era uma senhora moderníssima, fumava cigarros com boquilha e bebia cafés. Nasceu em 1912… A outra avó parece que fazia muitas meias mas, infelizmente, não cheguei a conhece-la.
Esta minha avó também pode ser descrita como uma senhora moderníssima. Licenciada em físico-químicas, grande parte das histórias que me contava enquanto cosia eram sobre as aventuras do seu pai, reviralhista opositor à ditadura, que viveu exilado grande parte da vida.
:)
ahh peço desculpa! deveria ter posto o moderníssima entre aspas…
Rosário,
Não acho que seja uma questão de aspas… É que me parece que nos compete precisamente lutar contra o estereótipo de que uma mulher que costura ou faz malha é menos instruída ou emancipada do que as que não dominam ou praticam esses saberes.
Rosa,
As aspas referiam-se à explicação que já foi por email.
Quanto ao resto, não podia concordar mais. Sinto na pele o que dizes.
Este post teve cheirinho de uma infância felizarda. É partilhar desse sentimento. Deixo aqui a foto de outra chita antiga deixada pela minha avó. Beijinhos e boa semana.
http://retalhosdamemoria.blogspot.com/2010/01/dos-meus-dias.html
http://www.flickr.com/photos/78324336@N00/4300748255/
Oi Rosa, eu descobri o seu blog há pouco tempo e já virou um predileto. Lindas as fotos desse post. Eu também tenho ótimas lembranças de brincar perto da minha bizavó enquanto ela costurava. Eu aprendi algumas coisas com ela, mas morro de pena de não ter aproveitado mais!
olá Rosa, aproveito para desejar as maiores felicidades pelo seu trabalho, pela luta intensa da abertura do Museu da Arte Popular, pela Retrosaria!
Este post é uma lembrança aos bons momentos da minha infância e adolescência!
A minha avó era costureira de profissão e vivia ao meu lado, vivi muitos dias a contar botões, a ver milhões de vezes as mesmas revistas e a ouvir o barulho da máquina a coser!
A minha avó era uma senhora exigente na sua profissão, infelizmente não tinha paciência para ensinar, o que sei é pelo meu gosto e talvez pelas palavras sábias que ouvia da sua boca:«nada se faz sem trabalho»!!
A máquina que ela costurou anos a fio e que muitos cortinados, fatos de cerimónia e até de noiva fizeram ainda existe, está em perfeita saúde e na casa da minha mãe, que lhe dá bom uso.
Um beijo enorme e boa sorte e muita saúde para si e para os seus.
Aqui em casa, de ambas as partes, sempre vimos as avós e a mãe serem dedicadas às manualidades. É algo natural para nós o saber bordar,costurar, fazer “malha e renda”, pintar, cozinhar…essas coisas de outros tempos, o que faz com que, muitas vezes, nos sintamos “bichos raros em vias de extinção” ou, pior, “extra-terrestres” no meio de muita gente dita “normal”. Felizmente já vamos conhecendo outras pessoas como nós, mas aqui pelo sul não é fácil, não…
:)
ás vezes queria ser menos moderna e ter mais tempo para a minha costura… mas, a modernice é que paga o pão, bolas!
Pingback: TamTam » Cada día es un buen día
Eu não tenho qualquer aptidão para a costura (com muita pena minha)mas também fui abencoada com uma avó habilidosa que fazia um sem fim de coisas lindas na sua máquina de costura, a qual com o seu som me embalou muitas noites.
Ainda hoje guardo as molas nos saquinhos de retalhos feitos por ela e uso as pegas coloridas que sairam das suas mãos.