mais taleigos

maria joão

da maria joão

Pensava eu que tinha uma grande colecção de sacos de retalhos até a Maria João Petisca me vir visitar. Mostrou-me os dela, recuperados das arcas da família da zona da Chamusca, feitos pelas mulheres da geração da mãe e da avó da sua avó. Grandes, pequenos, de um tecido só ou de dezenas deles, rotos e por estrear, ainda com a goma original sobre os estampados, cada um mais lindo do que o anterior. Tantos que pôde dar-se (e muito bem) ao luxo de transformar um deles numa saia absolutamente invejável. Aqui ficam imagens de alguns, para público deleite. Obrigada Maria João!

da maria joão

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25 comments » Write a comment

  1. Restam-me poucas palavras para definir esta colecção tão maravilhosa. Mais, acho extraordinário pessoas como a Maria João (e não só) se deslocar até Lisboa para partilhar destes lindos tesouros. Se me resto agradecer esta pratilha. Faço parte deste público:)

  2. Que lindos, apetece tanto tocar-lhes!! Devem ser feitos com aqueles tecidos de algodão resistentes, amaciados pelo tempo, frescos e com cores maravilhosas… Ficavam bem numa exposição!

  3. são verdadeiras peças de museu, lindissímos ! obrigada Rosa por partilhares connosco este património que desfila na tua retrosaria- atelier

  4. These are beautiful. I like the colours and the patterns. I would love to be able to touch these fabric pieces.

  5. Que colecção fantástica.

    Concordo com a Lúcia um destes dias devia organizar uma exposição com as imensas peças que tem descoberto.

  6. Lindíssimos. Que bela exposição eles vão dar um dia.
    Conheço quem tem uma colecção de vassouras que ficariam muito bem juntas com os taleigos.

  7. A propósito, a Alexandra Melo enviou-me este poema da Fernanda de Castro:

    O Saco de Retalhos
    Velho saco, onde estavas? No baú
    das coisas mortas,
    esquecidas como tu?
    Guardado na gaveta
    como as sedas, as cassas,
    os ramos de violeta,
    a poeira e as traças?

    Velho saco, onde estavas? Pendurado
    numa daquelas portas
    que um dia se fecharam
    sobre a infância, o passado,
    e nunca mais se abriram?

    Ou no sótão,
    na trouxa dos farrapos,
    misturado com os trapos?

    Velho saco dos tempos esquecidos,
    nos teus retalhos desbotados
    reconheço os meus bibes,
    as chitas e os percais dos meus vestidos.

    Estes velhos riscados
    foram saias, corpetes, aventais
    de criadas que então eram meninas.
    E estas cambraias, estas sedas finas,
    usou-as minha mãe.

    Ó velho saco, feito de retalhos,
    rever-te fez-me bem.
    Este linho desfeito, remendado,
    foi lencol de noivado,
    e quantas vezes te vi pôr na cama,
    ó minha ama,
    esta chita vermelha de ramagens.
    Meu velho saco, meu livro de imagens,
    rever-te fez-me bem.

    Não sei, porém,
    que travo amargo esta alegria tem,
    que tristeza me fez, que nostalgia,
    ver surgir na distância
    a minha infância,
    descosida, em farrapos,
    e reencontrar a minha mocidade
    remendada e puída
    numa saca de trapos.

    Ó saco, ó velho saco de farrapos,
    já não sei, afinal,
    se ver-te me fez bem ou me fez mal.

    in 70 Anos de Poesia, Fundação Eng. António de Almeida,
    Agosto, 1989, págs. 126-127.

  8. Que coisa mais linda e delicada!
    Cada pedacinho da saia com uma história…uma relação de laços de sangue!
    Incrível! Só tenho algo a dizer: amei amei!
    bjokas

  9. heLLo bonjour!
    than kyou for your comment and thank you for your website! so many treasures! i need a lot of money!!haha
    no i didnt knit it , i wish a grandma in my husband family did!
    love
    gini

  10. Que coisas mais lindas e delicadas! Você poderia vir dar uns cursos desses aqui no Brasil?

  11. Fiquei encantada com a colecção! Bem hajam!
    Sou também uma colecionadora de talegos. No meu Facebook tenho a frase que me define: ” Eu resumo-me a talegos, esses veículos de sonho!” Já realizei uma colecção no Museu da Vidigueira e vou realizar uma brevemente em Alvito.
    Seria muito interessante realizarmos uma em conjunto, que lhe parece?
    Um abraço, através deste objecto de cultura e tradição.
    Joaninha de Cabeção

  12. Olá Rosa,
    Venho sempre espreitar o teu Blog, e quando posso a loja – sou fã.
    Hoje lembrei-me de ti por causa desta projecto – fioscomhistoria
    É “a tua cara”! Espero que dê em qualquer coisa BOA!
    Beijinhos e SUCESSO,
    *M*

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