Jun
29


Mais duas imagens da minha colecção digital de babywearing em gravuras antigas. A de cima é uma das mais bonitas que encontrei até hoje.
Costumes des Indiens Guarayos. République de Bolivia in Orbigny, Alcide Dessalines d’ (1802-1857), Voyage dans l’Amérique méridionale … . Paris, 1844.
Carib Indians in Wilhelm, Gottlieb Tobias (1755-1811), Unterhaltungen über den Menschen … Erster Theil. Wien, 1819.
(ambas as imagens são do JCB Archive of Early American Images.
Jun
14


A Tomada de Tânger. Tapeçaria atribuída à oficina de Passchier Grenier, Tournai (Bélgica). Último quartel do século XV (pormenores).
Fomos ao MNAA ver A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana. É de certeza uma das exposições mais imperdíveis de 2010, tanto pela qualidade das peças como pelo interesse dos mistérios que as rodeiam. Fico-me por um dos pormenores que me prenderam: os bebés às costas das mães que abandonam Tânger aos conquistadores portugueses. Partindo do princípio que a tapeçaria é a materialização belga de uma cena passada no norte de África descrita (com que pormenor?) e encomendada por Portugueses, que tipo de babywearing tardo-medieval estaria ali representado afinal? Surpreendentemente, umas horas ao computador parecem dar a resposta: Continuar a ler »
May
23



Depois de uma manhã de workshop, um fim-da-tarde memorável no Rossio, a assistir ao V Desfile da Máscara Ibérica. Mesmo fora do contexto, na estação errada do ano, a centenas de quilómetros das suas terras de origem e rodeados de turistas, vale a pena ir ver estes monstros chocarreiros aos pulos, vestidos de peles, de folhas, de retalhos e de cobertores. A A. ficou com imenso medo e eu com imensa vontade de viajar mais pela península. Depois de namorar os muitos bordados e meias, lenços e passamanarias que fui vendo passar, o último grupo – Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina (Leão) – trazia uma surpresa (para mim): Continuar a ler »
Mar
24


Não tenho conseguido ir mesmo todas as semanas à biblioteca como pretendia, mas sempre que vou regresso contente. Um excerto de um dos artigos que li hoje, escrito por José Júlio César em 1922:
Se precisam de agasalhar ou conduzir ao colo uma criança, deitando-a sobre uma das pontas [da capucha] e passada a outra por baixo desta, levam as mães os filhinhos encostados ao coração, podendo levá-los sopesadas da cabeça e ombros, enfardados e estendidos quase como se estivessem no berço. Desta forma devia ter trazido a Virgem Mãe ao colo, envolto em seu manto, verdadeira capuchinha, o Deus Menino.
É tão cómodo e prático este modo de trazer e acalentar crianças que as mães, ou quem assim as leva, ficam com os movimentos livres para fazerem qualquer serviço, e até para conduzir qualquer coisa à cabeça. pois sabem aconchegar e enrolar os filhos de tal modo que podem fazer largos trajectos sem precisarem do auxílio das mãos e braços para os transportarem.
Esta imagem, que publiquei há algum tempo, ilustra bem o texto.
Feb
12


Na quarta-feira o fim da tarde na loja foi diferente: a sala do fundo foi palco de uma produção fotográfica para o próximo número da revista Afro, a propósito dos meus baby slings. Estou muito curiosa para ver o resultado, daqui a algumas semanas.
Nov
05


Mais quatro imagens para a minha colecção:
Uma mãe em Gralhós, no nordeste trasmontano, transporta e agasalha o seu bebé na capucha. A imagem (da Ilustração Portuguesa, n.º 297 de 30 de Outubro de 1911) foi-me enviada pela Alice Samara (obrigada!).
Um dos meus slings (Índia) a passear na praia (obrigada Madalena). Continuar a ler »
Sep
14


Pausa para a publicidade, só para exibir os lindos bebés que por aí andam nos meus slings. Obrigada às mães (Sabine, Catarina e Andreia) pelas fotografias. Continuar a ler »
Jul
05


Não íamos à Feira da Ladra há anos e acho que estou destreinada porque só fiquei tentada com dois pratos e uma máquina de costura que devia ter fotografado. A única compra foi uma corda de saltar para a E.
A A. vai para a escola em Setembro, a um mês dos três anos. Ainda gosta do sling.
Jul
02

Comecei o dia a ensinar uma nova mãe a pôr o seu bebé de três semanas no sling. É uma coisa que faço às vezes (com os amigos e amigos dos amigos) e com imenso gosto. Vim para casa com vontade de aqui mostrar mais algumas das imagens de babywearing português que tenho coleccionado. São (acho que) todas da Nazaré, ponto de passagem de inúmeros fotógrafos e pintores estrangeiros ao longo do século XX e no conjunto são uma boa ilustração da vida pré-carrinho de quem fazia a vida com os filhos pequenos à sua beira. Por ordem:
Fotografia de Jean Dieuzade (Nazaré, 1954, pub. em Voyages en Ibérie
). É mais uma para a colecção de bebés à cabeça. Se não tivesse já visto já vários outros exemplos (alguns bem mais antigos) e recebido comentários de quem andou assim em pequena pensaria tratar-se de um retrato encenado.
Fotografia de Bill Perlmutter (1958) que mostra bem a técnica do xaile usada (com algumas variantes) por toda a Europa.
Fotografia de Denis Salgado (Nazaré), publicada na revista Panorama (número 2, ano 1, 1941). Esta forma de transportar as crianças pequenas sobre um ombro é descrita no texto como característica dos pescadores da Nazaré.
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Mar
25

Mesmo quando a semana começa enguiçada, há coisas que me põem facilmente bem disposta: uma delas é uma pilha de slings novos a fazer-me sentir que apesar de agora haver alguém a fazê-los quase em cada esquina, passe a absoluta falta de modéstia os meus continuam a ser os mais bem feitos e os mais bonitos. Outra é vê-los a uso, claro, e por isso fiz uma pequena colecção de imagens que já andava a planear há algum tempo: quatro bebés a crescer dentro dos respectivos slings. Obrigada às respectivas mães (Maria, Susana, Adriana e Catarina) pela partilha. Muitos mais aqui.
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