o livro das camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Há muito, muito tempo, estávamos em 1984. Os fios sintéticos estavam no auge (têm mais força, elasticidade e não deformam), a palavra de ordem era fantasia, o Like a Virgin estava no top e publicavam-se livros como O Livro das Camisolas (tradução de The Sweater Book), cujos modelos tinham nomes como Algazarra, Cubos loucos e Riscas cintilantes.
Sem ironia, o livro é surpreendentemente complexo e interessante quando comparado com os que as editoras norte-americanas e inglesas lançam actualmente para o mercado. Com excepção do que chega do Japão, a tendência dos últimos anos é para os projectos rápidos e fáceis e no mercado editorial aparecem cada vez mais livros de tricot e costura obviamente feitos em cima do joelho e com o mínimo de custos.
Rewind para 1984: a minha colega do colégio que ia para a escola com camisolas feitas pela mãe (a minha preferida tinha uns bolsos garridos em forma de luvas) de certeza que não sabe que foram essas camisolas que me deram vontade de tricotar a sério. Read more →

letras do verão

letras

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Os dois melhores livros que li este Verão. Ao lado, dois mapas comprados por tuta e meia na Vandoma quando passámos pelo Porto. Os livros: Mémoires de la Marquise de la Tour du Pin, impressionante autobiografia de uma mulher que, da corte de Maria Antonieta à companhia dos índios norte-americanos, viveu na pele um dos períodos mais marcantes da História. O outro, High Wages, de Dorothy Whipple (da editora de culto Persephone Books e com prefácio da Jane Brocket), passa-se entre tecidos e vestidos e prendeu-me de tal maneira que cheguei a andar pela rua a lê-lo.

A Manta

a manta

a manta

Foi rija a festa do Planeta Tangerina ontem na Ler Devagar. Celebrou-se o lançamento dos dois novos livros, O Primeiro Gomo da Tangerina e A Manta. O Sérgio Godinho veio cantar a música que a Madalena Mattoso ilustrou e eu tive a honra de ser convidada para falar um bocadinho sobre mantas. O livro da Isabel e da Yara de certeza que vai pôr muita gente a fazer a sua primeira manta de retalhos. A mim inspirou-me um workshop novo, a marcar em breve. Read more →

Kihnu Roosi Kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

kihnu roosi kindakirjad

Ärmä Roosi é uma artesã com setenta e cinco anos da ilha estónia de Kihnu, onde sobrevive uma riquíssima tradição de luvas e meias tricotadas à mão. Ao longo da sua vida reuniu várias centenas de padrões (consta que cada um tem um significado próprio) de luvas e meias tradicionais. Neste livro estão reunidos cento e dez desses motivos de luvas com e sem dedos. Descobri-o há poucas semanas e não descansei enquanto não consegui encomendá-lo (é verdade que com livros ainda não deixei de ser consumista). Para além do meu exemplar, pedi outros cinco para a Retrosaria, porque achei que mais pessoas o achariam tão irresistível como eu. Estão aqui. O livro é invulgarmente bem desenhado e paginado, o papel é óptimo e a impressão também. É verdade que está em Estónio mas os gráficos são de entendimento universal e, desde que comecei a comprar livros japoneses com regularidade, a língua deixou de ser um obstáculo para apreciar livros assim tão bonitos. Claro que se houver por aí alguém que leia a língua e queira vir fazer uma sessão de leitura pública com tradução, estou muito interessada. Read more →

kaiming, le petit pêcheur chinois

kaiming le petit pêcheur chinois

kaiming le petit pêcheur chinois

Um livro infantil de 1957, extraordinário pelas fotografias e pelo design. É a história de um menino chinês, Kaiming, cuja família vive e trabalha num junco. Todo o livro é impresso a apenas três cores, as fotografias são recortadas e conjugadas com elementos gráficos aparentemente simples (no tempo em que não havia photoshop), e o resultado é lindíssimo. Tanto que fui a correr pesquisar mais sobre esta colecção (Les Enfants du Monde – ver aqui as capas) e a fotógrafa. Dominique Darbois, membro destacado da resistência francesa durante a segunda guerra mundial, passou as décadas seguintes a viajar e a fotografar. Para além deste, publicou pelo menos outros dezassete livros sobre crianças de outros tantos países. Um deles, Tacho, le petit mexicain, foi objecto de uma exposição no Salon du Livre deste ano (mais Tacho, num blog todo dedicado à font Banco).

Sem saber se é tão bonito como este não resisti a encomendar em segunda-mão Natacha la petite Russe. E Terre d’enfants, ainda disponível, já está na minha wishlist. Read more →

textile designs

textile designs

textile designs

textile designs

Textile Designs: Two Hundred Years of European and American Patterns Organized by Motif, Style, Color, Layout, and Period é um dos meus livros do ano, apesar de ser de há quase vinte (foi originalmente editado em 1991 e reeditado em 2002). Da autoria de Susan Meller, a coleccionadora de tecidos por detrás da Design Library (onde adorava passar uma temporada) e do já aqui mostrado Russian Textiles, é um magnífico repertório de imagens e uma excelente fonte para quem como eu se interessa pela história dos têxteis. Os tecidos estão organizados por motivos e temas, e as descrições incluem muitas vezes a história dos termos técnicos, que tenho pena de não saber na maior parte das vezes traduzir para português (talvez quando for finalmente ao Museu da Indústria Têxtil aprenda mais sobre o assunto).

Na secção dos tecidos produzidos em Inglaterra para exportação aparece esta chita azul, o que me deixa com a sensação de que do lado de lá do oceano se sabe mais do assunto que por cá. Read more →

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