wordpress

Depois de alguns solavancos, já estou deste lado. Os links internos antigos deixaram de funcionar e o feed agora é este. Ainda há arestas por limar, mas todo o feedback é desde já muito bem vindo.

I’ve just finished moving my blog to wordpress. Some internal links aren’t working yet or can’t be repaired at all, but I’m glad that I did this at last. If you subscribe to this blog, please update your subscription (the old feed isn’t working anymore). Thanks!

o tapete, e mais

o tapete

Estive sem blog. Não por que quisesse fazer um intervalo mas porque de um momento para o outro deixou de funcionar. Foi um grande susto, que afinal nem durou muito tempo. Muitos dos blogs que leio já tiveram pausas, mais ou menos longas, mas a mim ainda não apeteceu (e já lá vão sete anos inteirinhos). Valeram-me o talento do Luciano para uma minuciosa cirurgia à Ervilha Cor de Rosa que eu não seria de todo capaz de fazer e a paciência do Filipe (para me aturar, claro). Da experiência ficou a vontade de mudar para outro host. De preferência um que suporte WordPress e tenha um bom apoio ao cliente (sugestões?).

Na fotografia está o nosso novo tapete, comprado na FIA no passado fim-de-semana. É um kilim (mas não sei dizer de que variedade) e foi-me profissionalmente impingido depois de o namorar durante uns breves minutos. Toda a cena foi típica e vagamente anedótica (eu a dizer que não tinha ido lá para comprar coisa nenhuma e o vendedor a dizer que assim é que se fazem os melhores negócios, eu a regatear em Francês macarrónico e ele a não me deixar desistir, etc.) mas, finalmente, estou muito satisfeita. É lindíssimo e de muito boa qualidade, e fica mesmo bem debaixo dos pés delas.

dever de resposta

chão

Eu não ia mesmo escrever sobre o assunto, mas ter acordado hoje a pensar nisso fez-me achar que era melhor. Diria que aquele Aqui e Agora foi o pior programa de pseudo-informação da história do canal se tivesse visto outros, mas a verdade é que raramente ligo a SIC (e a televisão em geral) que não seja umas horas mais tarde, para ver uma série ou um filme. Aliás se visse mais televisão provavelmente teria dito logo que não à jornalista Amélia Moura Ramos quando ela me contactou. Em vez disso cedi duas horas de uma manhã de trabalho que teriam sido bem mais proveitosas a fazer outra coisa qualquer (nada, por exemplo) para lhe dar a minha opinião sobre o assunto que a levou a escrever-me (Sou jornalista da sic e estou a fazer uma reportagem sobre a vida privada na net. Li a sua opinião sobre os babybloggers e achei que seria interessante falar consigo.). Infelizmente, só quando vi a peça é que percebi que a intenção da jornalista nunca fora a de vir registar a minha opinião, mas antes a de recolher material para ilustrar o ponto de vista fundado na absoluta ignorância que serviu de premissa a todo o programa. A esta falta de sinceridade soma-se a falta de informação da Amélia Moura Ramos relativamente ao assunto: fui eu que lhe dei a conhecer os únicos outros sites que mencionou na peça e ela própria assumiu espontaneamente em conversa não ter nenhum à-vontade com as novas tecnologias (o que a meu ver é bastante desaconselhável a um profissional dos media) e o receio que tinha enquanto mãe de não poder acompanhar a filha nestes domínios.

Ora tudo isto seria apenas ridículo se não houvesse ainda muitos portugueses info-excluídos, que vêem televisão mas não sabem o que é um browser. Todos esses, que são pais e avós de muita gente, terão ficado ainda mais receosos e desconfiados mas nem um bocadinho mais capazes de proteger os filhos e netos dos tais perigos que lhes foi dito estarem do lado de lá de todos os monitores. Muito menos de os compreender.

Falta-me só dizer que também é por isso que deixei gradualmente de ver televisão: prefiro procurar e ler pessoas que escrevem, muitas vezes de graça, sobre aquilo de que sabem e gostam do que ver um grupo fixo de comentadores e jornalistas pagos para dizer generalidades (e enormidades) sobre qualquer assunto que lhes seja apresentado.

torto e direito

Os blogs e a internet parecem ter sido inventados para servir as piores características dos portugueses. (Miguel Sousa Tavares)

Os blogs são formas de comunicar entre terroristas, entre traficantes de droga. (Francisco Moita Flores)

Eu não ia e não vou escrever sobre o desserviço aos espectadores que foi o programa Aqui e Agora na SIC aqui há uns dias (só vi hoje, online), para não perder a compostura. Leia-se antes o que escreveu o Paulo Querido.

o deus das pequenas coisas

shrine

Quando cheguei a casa a E. já tinha saído com o pai para a aula de dança. No chão, na esquina da porta do meu escritório, esperava-me o conteúdo dos seus bolsos, feito altar.

…e as coisas grandes:

(…) A própria possibilidade de manipular os media, de cada um fazer o seu filme, a sua música, de trabalhar com imagens e sons que existem e mudar-lhes o sentido, tudo isso permite tomar consciência do funcionamento dos media e assimir um papel activo na sociedade. O século XX foi a época da passividade face à produção e distribuição da informação. O século XXI é o momento em que toda a gente se apropria dos media. (…)

Paul Miller, aka DJ Spooky, entrevistado por Paulo Moura, Público, 6 de Junho de 2007.

Enquanto utilizadores e mesmo enquanto criadores de conteúdo da internet, é fácil esquecermo-nos de pensar. Ler um artigo delirante na Wikipedia pode servir para nos abrir os olhos para um dos lados dessa necessidade de consumir com sentido crítico, mas outras coisas acontecem que não podem nem devem passar despercebidas:

No Flickr (provavelmente o meu microcosmos virtual preferido) foram recentemente introduzidos mecanismos de censura moral (chamam-se content filters) que rotulam como unsafe as imagens produzidas por muitos utilizadores e impedem muitos outros de lhes acederem (f your Yahoo! ID is based in Singapore, Germany, Hong Kong or Korea you will only be able to view safe content based on your local Terms of Service). As reacções já se fazem ouvir.

No site Save the Internet faz-se campanha pela preservação da neutralidade da rede face aos interesses das grandes companhias telefónicas (aquelas a quem pagamos o acesso à internet), que têm na mão – não o esqueçamos – o poder de tornar determinados sites mais rápidos ou mais lentos e mesmo o de impedir (para não falar em monitorizar) o nosso acesso a qualquer tipo de conteúdo.

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