Agora que chegou o frio já me apetece o Natal. A E., que continua a não ver anúncios na televisão, anunciou-me estar deprimida por não ter uma lista de pedidos (não lhe levo a sério o diagnóstico). Tenho um jogo já comprado e vou tentar fazer a caminha de bonecas com saco-cama incluído que tenho planeada.
A Ervilha Cor de Rosa
rosa pomar
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aparências
Ainda de sábado: O fundo do Beco dos Lóios, estreito e escuro como convém a quem anda por aí a roubar azulejos. Só não são levados os que estão pintados por cima (a lembrar as focas pintadas pela Greenpeace). Não creio que o gangsta seja um activista pela preservação das nossas fachadas, mas fez mais por esta que o SOS Azulejo.
Um saco ou taleigo da Feira da Ladra. Pouco agradável ao toque, que a fotografia não transmite, por muitos dos tecidos serem sintéticos. Mas irresistível pelos padrões e pela inspiradora combinação de cores. Continuar a ler
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Um dos meus pormenores preferidos em muitas drogarias antigas são as coisas penduradas. Na loja azul em que entrei hoje o contraste entre o tecto azul e os regadores e baldes de plástico às cores deixou-me boquiaberta.
Aos poucos vou reunindo as coisas de que preciso e as que se cruzam no meu caminho e vêm mesmo a calhar, como uma antiga dobadoura que encontrei hoje. Ainda estou à procura (preciso de uma mesa ou de um armário pequeno, queria um daqueles bancos compridos de sentar em frente à lareira, uma dúzia de cadeiras e quanto mais gavetões conseguir encontrar, melhor). Qualquer sugestão de sítio onde espreitar (feira de velharias, armazém nos arredores ou loja da vizinha que vai fechar) é muito bem vinda.
mosaico ♥
Dois dos mais recentes cromos da minha colecção (os de cima são da casa de uns amigos sortudos). Às vezes atrasam-me no caminho, mas nunca lhes resisto quando espreitam atrás de uma porta entreaberta.
setúbal
Em Setúbal, antes da chuva: passeio, almoço na invulgarmente bonita Adega dos Garrafões e visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometti.
obrigada
A quantidade de mensagens, comentários, tweets e posts em muitos blogs a propósito deste caso tem sido comovente e o ponto alto desta semana. A situação mantém-se inalterada, e confirma-se que a Oilily está em risco de falir (karma?) e também que os bonecos continuam à venda nas lojas como se nada se passasse (como seria se fosse uma empresa portuguesa a plagiar um designer holandês?).
Os próximos dias (com a Páscoa pelo meio) serão para tudo o que ficou para trás entretanto: pôr tecidos novos na Retrosaria, algumas ideias no papel e, depois deste desgaste intensivo, respirar fundo.
Obrigada!
caminho



A chuva não tem ajudado a minha busca, mas hoje pude dar um bom passeio. O cenário, bastante deprimente, é o mesmo praticamente por toda a parte: Rua de São Paulo fora são mais as lojas fechadas do que as de porta aberta. Desapareceram o correeiro junto ao elevador da Bica, a casa que vendia ceroulas e camisolas interiores, as padarias mais bonitas e várias das lojas de materiais de construção e ferramentas. As que se mantêm definham, como a do magnífico mosaico da primeira fotografia, vazias e esmagadas por prédios decadentes, apesar de estarem numa zona que, a dois passos do rio e com aquele casario, podia (poderá ainda?) ser uma das mais agradáveis de Lisboa.
A tarefa de escolher os nomeados para o concurso de imagens deste ano está tão complicada que a vou adiar mais um dia. É fácil ver porquê se se espreitar aqui, aqui e aqui também.


























