Category Archives: sacos ou taleigos

de ir ao pão

dona a.

dona a.

Quando comecei a ir sozinha ao pão (deve ter sido há um quarto de século, mais ou menos), toda a gente levava o seu próprio saco de pano. Quem não levasse pagava dois ou três escudos (que devia ser quase o preço de um papo-seco) por um de plástico. Hoje em dia vêem-se muito poucos sacos de pano na padaria e consta (disse-me uma padeira) que até há uma norma que impede quem vende pão de sequer aceitar pô-lo nos ditos por razões de higiene (que paranóia, sinceramente). Eu e a Dona A. somos duas das resistentes aqui da rua. Ontem armei-me em alfaiate lisboeta dos taleigos e não resisti a pedir-lhe uma fotografia.

A propósito do que e do como comemos, veja-se, reveja-se e recomende-se nas escolas dos nossos filhos: Continuar a ler »

retalhos de cá

retalhos de cá

retalhos de cá

Este sábado, uma das alunas do workshop da Rita trouxe de propósito para me mostrar a sua colecção familiar de taleigos e almofadas de retalhos. Foram feitos no Alentejo e o mais antigo, enorme e feito de chitas, merecia ser posto na parede. Obrigada pela partilha, Patty! Continuar a ler »

planear

cordão

da tia luísa

Agora que encontrei o cordão perfeito, acho que um workshop de taleigos, feitos à antiga e com todos os mimos, pode ser um bom começo. Em breve começarei a angariar interessados para poder marcar uma data. O das imagens era de uma minha tia-avó e tem um tecido que vale mesmo a pena ver de perto. Continuar a ler »

aparências

gangsta

saco ou taleigo

Ainda de sábado: O fundo do Beco dos Lóios, estreito e escuro como convém a quem anda por aí a roubar azulejos. Só não são levados os que estão pintados por cima (a lembrar as focas pintadas pela Greenpeace). Não creio que o gangsta seja um activista pela preservação das nossas fachadas, mas fez mais por esta que o SOS Azulejo.

Um saco ou taleigo da Feira da Ladra. Pouco agradável ao toque, que a fotografia não transmite, por muitos dos tecidos serem sintéticos. Mas irresistível pelos padrões e pela inspiradora combinação de cores. Continuar a ler »

⎔⎔⎔

hexagons

Este fantástico patchwork de hexágonos é parte de um saco que vi há dias num antiquário (felizmente não estava à venda, ou poderia ter perdido a cabeça). Pelos tecidos é uma peça do século XIX, mas infelizmente não sei que chegue do assunto para o datar com mais precisão. Foi adquirido como sendo português, o que para mim é uma surpresa por não conhecer peças semelhantes. Este tipo de trabalho é todo feito à mão: primeiro os hexágonos de pano são alinhavados a um molde de papel e depois são cosidos uns aos outros com pontinhos minúsculos, uma técnica a que se dá o nome de english paper piecing (). No mosaico hidráulico, como sempre, aparecem padrões que apetece experimentar.

This beautiful patchwork is part of a 19th century drawstring bag I saw at an antiques shop the other day. I would love to know if it was made in Portugal, like the owner said, as so far I haven’t seen other examples of paper pieced hexagons here. Are the fabrics even portuguese? I wish I knew more about dating them…

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traje à vianesa

traje à vianesa

traje à vianesa

No ano passado deixei aqui este apelo do Museu do Traje de Viana do Castelo. Quando, há umas semanas, fui finalmente visitar o museu encontrei o recém-publicado Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa. Foi a minha leitura de férias, e foi com imenso prazer que encontrei o meu nome na lista de agradecimentos (juntamente, entre muitos outros, com o da Mary). O livro é um estudo alargado e profusamente ilustrado do chamado traje à vianesa. Contextualiza historicamente a formação do traje (António Medeiros), descreve cada um dos seus elementos, a sua construção e matérias-primas (Benjamim Pereira) e organiza cronologicamente o seu uso e representações (João Alpuim Botelho). Por serem temas a que tenho dado particular atenção, soube-me a pouco a página dedicada ao lenço e às meias, sobre os quais muito mais haveria que dizer. Ficam para outras publicações, que espero que o Museu venha a editar.

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a boca do saco

saco

boca do saco

Este saco antigo que a Rita fotografou em Coimbra ficou-me na ideia de tal maneira que acabei por fazer um inspirado nele. Claro que os tecidos contemporâneos, por bonitos que sejam, nunca se comparam aos antigos. Nem nas cores nem nos pormenores do desenho (impossível igualar o detalhe do buril). Ainda assim aproveitei para aprender mais uma coisa a olhar para a minha colecção crescente de sacos portugueses (ou taleigos ou foles ou …): já sei fazer a boca do saco como ela é feita nos sacos antigos, que é mais delicada e funcional do que com o sistema que tinha usado até agora.

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[ ][ ][ ]

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Esta manhã estive a preparar estes rolinhos de retalhos para a Retrosaria. Juntei às sobras outros pedaços e acabei com um monte de quadradinhos, rapidamente transformados em mais um saco (feito a pensar no desta fotografia). Combinar tecidos africanos não é tarefa fácil. Uma das maneiras mais eficazes é usar retalhos muito grandes (como fiz neste quilt) e outra é cortá-los em pedacinhos tão pequenos que desfaçam os padrões e diminuam os contrastes.

Sobre os sacos, estava para publicar aqui as instruções para os fazer, mas descobri entretanto umas muito bem feitas para uns parecidos, de modo que não vale a pena. Estão aqui: Reversible patchwork bag. Tenho um rolinho destes a mais para sortear entre os comentadores deste post. Basta que me contem quando e como vieram parar pela primeira vez à Ervilha Cor de Rosa. Obrigada e boa sorte!

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saco do pão

saco do pão

coser

As desculpas da gerência pela falta de variedade nos temas dos últimos posts, mas com a contagem de narizes entupidos a subir é o que há. Este saco (ainda sem nastro nem borlas) foi feito com dois de cinco blocos prontos há anos. A minha ideia na altura era fazer um quilt inspirado neste mas só com três cores. Não aconteceu, e os blocos ficaram numa gaveta até há poucos dias, quando me ocorreu que dariam uns belos sacos do pão, com ar português, apesar de os tecidos serem quase todos reproduções de padrões americanos dos anos ‘20-’30.

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triângulos

sewing for christmas

sewing for christmas

Pormenores de outro saco, este feito com os triângulos que sobram da produção dos slings. As fotografias são de há já uns dias, porque o dia de hoje passou a correr entre embalar encomendas da Retrosaria e limpar dois narizes engripados.

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