sacos ou taleigos - arquivo

chitas de alcobaça

chitas de alcobaça

chitas de alcobaça

Terminou no Domingo aquela que foi sem dúvida a mais importante exposição de têxteis em Portugal deste ano. Esteve só durante o Verão, na galeria de exposições temporárias do Mosteiro de Alcobaça. Não foi uma exposição com novidades a nível científico, nem ficaram mais explicados os contornos misteriosos destes tecidos tão amados do Portugal de oitocentos que não se sabe como nem porquê vieram depois a ser baptizados como sendo de Alcobaça. Mas foi uma imperdível ocasião de divulgação deste património industrial e gráfico e um absoluto deleite para os olhos. Vi a exposição no regresso das férias e depois novamente na privilegiada companhia da mulher que até hoje mais tempo dedicou ao estudo das chitas e da sua história, a D. Maria Augusta Trindade Ferreira, autora dos textos dos catálogos que acompanharam as principais exposições anteriores e também do livro De Gil Vicente às Colchas de Alcobaça (ed. Câmara Municipal de Alcobaça, 2004). Continuar a ler…

sacos, bolsas, taleigos

sacos, bolsa taleigos

sacos, bolsa taleigos

Ficam bonitos com tecidos novos, mas incomparavelmente mais quando os materiais são limitados e já tiveram outras vidas. Continuar a ler…

depressa, devagar

sacos

sacos

Uma semana passada a voar enquanto tentamos fazer chegar ao site todas as novidades da Retrosaria. Os lindos taleigos das fotografias foram feitos pela avó alentejana da minha prima Maria.

mais taleigos

maria joão

da maria joão

Pensava eu que tinha uma grande colecção de sacos de retalhos até a Maria João Petisca me vir visitar. Mostrou-me os dela, recuperados das arcas da família da zona da Chamusca, feitos pelas mulheres da geração da mãe e da avó da sua avó. Grandes, pequenos, de um tecido só ou de dezenas deles, rotos e por estrear, ainda com a goma original sobre os estampados, cada um mais lindo do que o anterior. Tantos que pôde dar-se (e muito bem) ao luxo de transformar um deles numa saia absolutamente invejável. Aqui ficam imagens de alguns, para público deleite. Obrigada Maria João! Continuar a ler…

sacos
Da zona de Tomar, feito pela avó da Renata em riscados de algodão.

sacos
Comprado pela Inês na feira da ladra (tem entre alguns retalhos os biquinhos que só costumam aparecer em redor das peças)

sacos
Feito em Trancoso pela avó da Patrícia.

São como a maçã que nas histórias os meninos levavam à professora, os sacos que tenho a sorte de ver quando há workshop. Fotografo-os, tento saber de que parte do país vieram, quem os fez, e perceber pelos tecidos de quando são.

sacos, bolsas, taleigos

sacos, bolsas, taleigos

sacos, bolsas, taleigos

Manhã de workshop na Retrosaria: cinco sacos de retalhos pano construídos a partir de peças de roupa usadas. Em honra à magnífica manta que a Renata trouxe para mostrar (as imagens ficam para um próximo post), todos os sacos ganharam um dos tradicionais biquinhos de tecido que por vezes rodeiam as peças. Continuar a ler…

o saco das sementes

saco das sementes

saco das sementes

Foi o F. que reparou nele, enquanto eu namorava uns pratos do cavalinho actuais (de que fábrica virão?). Estávamos na feira de Miranda do Corvo, onde passámos a manhã de ontem. O dono do lindo taleigo, que lá se chama só saco, achou piada ao meu interesse e disse-me ser o único em que guarda as sementes, porque nos de plástico e de papel estragam-se e neste mantêm-se boas.

desta manhã

sacos, bolsas, taleigos

sacos, bolsas, taleigos

Uma mistura de tecidos de cores mansas (quase todos do tempo das nossas avós) e seis pares de mãos a trabalhar durante cinco horas adoçadas com ovos moles, raivinhas e queijadas. O resultado só podia ser bom. Continuar a ler…

sacos, bolsas, taleigos

taleigos
Debret, Jean Baptiste (1768-1848), Boutique de boulanger. Brasil, 1834-1839 (pormenor).

taleigos
Domingos Rebelo (1891-1975), Os Emigrantes, 1926.

A poucos dias do próximo workshop de sacos, bolsas e taleigos (o primeiro foi assim), um rol de imagens: a de cima é a mais antiga que tenho de um saco de retalhos (à esquerda na mão do rapaz). É um pormenor de uma das célebres gravuras de Jean Baptiste Debret e é interessante por mostrar há quanto tempo se usam estes sacos para ir ao pão. No quadro de Domingos Rebelo, mais ainda que o chamativo saco ao centro, gosto do do lado esquerdo, sobre a arca, que podia ser este, feito daquelas chitas vermelhas brancas e pretas dos finais do século XIX. Haverá certamente muitos sacos por encontrar noutros retratos e fotografias de emigrantes portugueses. A quarta imagem deve ter o taleigo que mais gente viu sem reparar nele (eu própria só dei por ele recentemente). Aparições à parte, é uma lindíssima fotografia. A seguir, três sacos feitos por três avós de participantes do workshop que tiveram a gentileza de os trazer para me mostrar. Continuar a ler…

sacos, bolsas, taleigos

:)

de hoje

Foi o workshop mais intenso e divertido até agora. Cada participante tinha de trazer uma peça de roupa velha para partilhar entre todos. De quatro camisas de homem, a barra de uma saia e partes de lençóis antigos (eu contribuí com o das flores cor de rosa) nasceram cinco sacos lindos, feitos a preceito e com borlas e tudo. Continuar a ler…